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16 dezembro, 2019

O Hábito de Não Inflacionar o Padrão de Vida

Photo by Marcelo Chagas from Pexels

1 - Introdução



Comprar é uma necessidade

Em nossa sociedade capitalista industrializada, comprar é mais do que um prazer ou exercício de ganância: não podemos sobreviver sem fazer compras.
Não costuramos nossas roupas. Não plantamos e colhemos nossos alimentos. Não projetamos e construímos nossos móveis ou eletroeletrônicos. Não fazemos nada sozinhos.
Há oito anos saí da casa da minha mãe, minha renda dobrou e as contas nunca acabam, pois há sempre algo para trocar: mobília, celulares, máquina de lavar etc. Todo semestre alguma coisa estraga, mas tenho que aportar mensalmente.

Minha conclusão: gaste apenas com itens de valor mediano, nunca mire itens de luxo ou lançamentos bombásticos ovacionados pela mídia. Mantenha-se frugal e sem dívidas. Claro que sempre haverá algum tipo de inflação no padrão de vida conforme vai se ganhando mais dinheiro, pois conforto é viciante, mas a ideia é não torrar toda a grana e continuar investindo.


2 - Por que gastar de forma mediana?


Tudo mudou com a obsolescência planejada ou programada.
Antes dela, os produtos eram projetados para durar e se justificava pagar caro pelo tempo a mais que se teria ao usufruir de um bem. Geladeiras duravam décadas, móveis durariam séculos e você só mudaria a decoração da sua casa por tédio.
Hoje não há garantia de durabilidade, substitui-se materiais nobres (ferro, madeira, aço etc) por materiais vagabundos como plásticos, ligas metálicas fracas, compensado etc.

Gastar mais em um produto não é garantia, por si só, de se conseguir mais qualidade-durabilidade.


3 - Teto de Gastos


Sugiro limitar o gasto com qualquer objeto (móveis, eletroeletrônicos, acessórios, vestuário etc) a um valor equivalente a 50% a 100% do aluguel da sua residência.

Caso você more em imóvel próprio, o cálculo tomará por base o aluguel que você ganharia pelo mesmo imóvel caso tivesse que alugá-lo.

Todo mundo que acompanha o blog sabe como é importante manter um orçamento doméstico e uma reserva de emergência para imprevistos e que o ideal é não gastar mais do que 30% dos seus rendimentos líquidos com aluguel.

  • Minha experiência: comprei dois monitores de 29 polegadas da LG esperando que durasse pelo menos 5 anos cada um e gastei cerca de 1500 reais em cada um. Um dele durou 1 ano e o outro 2 anos. Se eu tivesse comprado dois monitores de 600 reais com 24 polegadas, minha necessidade estaria satisfeita e quando quebrassem sentiria metade do prejuízo.


4 - Exceções à regra do Teto


Gastos com:

  • Ferramentas de trabalho - sua carreira gera sua renda, não há razão para economizar no que gera retorno financeiro.
  • Objetos especiais -  no Brasil, eventualmente você perceberá que o mercado não oferece opções baratas viáveis para um determinado objeto dentro do valor do teto. A solução é buscar um segundo teto. Nesse caso deve-se buscar um valor equivalente a 101% a 200% do aluguel da sua residência.
  • Minha experiência: sou grande e peso mais de 100 quilos. Quando fui comprar uma cadeira para o computador e depois uma bicicleta ergométrica percebi que seria necessário pagar o dobro ou triplo do valor de um modelo comum pela certeza de uma durabilidade média para esses produtos. Para mim não havia outra solução: modelos mais baratos não aguentariam meu peso por anos. 


5 - Conclusão


Seja Low Profile e não inflacione seu padrão de vida. Os valores mencionados no post são meramente ilustrativos: servem apenas para incitar o começo de uma reflexão.

Conforme explica o Seu Madruga:
"Então minha dica aos amigos da blogosfera é: sempre procurem o bem-estar, mas façam isso sabendo que ele não necessariamente se encontra vinculado a um aumento no "padrão de vida", e se você sentir bem-estar sem se submeter ao efeito Diderot, você tende a ser recompensado em termos de acúmulo patrimonial."

Gaste, em regra, apenas com itens de valor mediano, nunca mire itens de luxo ou lançamentos bombásticos ovacionados pela mídia.


Grande abraço!


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