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03 março, 2021

[Doc] Inside Job (2010)/Charles Ferguson

 



A elite financeira americana por meio de seus bancos e seguradoras cria e vende ativos financeiros em massa provocando um crise mundial que afeta principalmente os mais pobres.

Tudo isso só foi possível depois de anos gastando bilhões em lobby para evitar que o legislativo americano criasse normas de regulação do setor.  Além disso, eles conseguiram eliminar as existentes.

Enquanto os banqueiros gastavam dinheiros com putas e cocaína, a economia derretia até que um dia quebrou.

Mesmo assim, a elite não ficou mais pobre, pois seus um jeito (amigos no poder) de receber 700 bilhões em ajuda vinda do tesouro americano (viva os contribuintes).

Entre os amigos estão os políticos americanos, inclusive presidentes, e os intelectuais (professores doutores) das maiores faculdade de economia dos EUA.

Por fim, ninguém foi responsabilizado penalmente (prisão é o aluguel do pobre).


O vídeo acima explica como a elite financeira nos rouba regularmente e com o aval da lei.

Filme imperdível.

Daqui a alguns deve ter uma reprise...

Grande abraço!


P.s: vi no Netflix.

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https://pt.wikipedia.org/wiki/Inside_Job

03 novembro, 2020

[Filme] Idiocracia (2006)

 


Introdução


O filme mostra um mundo futurista dominado por idiotas, o que não poderia ser diferente, pois todos os seres humanos se tornaram idiotas.

O interessante é como o roteiro mostra como isso se deu: eles venceram pelo número. Os idiotas normalmente produzem grandes proles de idiotas que, por sua vez, também produzem grandes proles de idiotas e assim sucessivamente.

Como os inteligentes produzem poucos ou nenhum filho, com o tempo a população deixa de ter pessoas inteligentes e o mundo cai em trevas.


Por que ver?


Para perceber que:

  • O "emburrecimento" da população é um fenômeno real que atrapalha o crescimento do país;
  • Os idiotas estão gradativamente dominando os cargo-chave da administração do Estado,
  • Há soluções para o problema, mas não serão aplicadas, pois seus aplicadores ainda não entenderam como elas funcionam.


Conclusão


Creio que certas profecias do filme já se realizaram e os idiotas já chegaram ao poder a tempos. 

A prova disso é simples. Basta você olhar à sua volta: quase nenhum serviço público funciona corretamente (segurança, saúde, educação etc.) por "n" fatores. Sei que a corrupção é o principal problema, mas ninguém resolve isso nunca.

Conforme explica T.I. do Poder:

"No Brasil, esta realidade não está distante, as pessoas estão cada vez mais alienadas e influenciadas por programas de TV que ridicularizam a nossa própria imagem, nos tornando assim escravos da mídia.
Talvez ainda tenha uma solução, mas não é isso que a sociedade está transmitindo, cada vez mais se tornam presos a esses meios, e ficam dependentes da tecnologia. Sempre encontrando um meio mais rápido de resolver as coisas."
Enfim, recomendo.

Grande abraço!

14 março, 2020

[Livro/Filme] Sidarta (1922/1972)/Hermann Hesse





1 - Introdução


Vinte e cinco séculos atrás, o jovem brâmane Sidarta deixa a casa do pai. Tem apenas 18 anos e busca o nirvana, o estado eterno de paz e equilíbrio. 

Por anos, torna-se asceta a discípulo de Buda. Depois, cansa-se desta vida de jejuns, cânticos e total despojamento e parte para o mundo. Com Kamaswami, aprende os princípios do comércio e a ganhar muito dinheiro. 

Com a bela cortesã Kamala, descobre os segredos do amor carnal. Ele experimenta todos os modos de vida à medida em que os anos passam. Mesmo assim, seu coração permanece inquieto.

Sua busca só parece terminar quando, já um homem velho, decide tornar-se um simples barqueiro.


2 - Trechos Úteis do Livro



  • “As abluções, por proveitosas que fossem, eram apenas água; não tiravam dele o pecado; não curavam a sede do espírito; não aliviavam a angústia do coração. Excelentes eram os sacrifícios e as invocações dos deuses- mas que lhe adiantava tudo isso? Propiciavam os sacrifícios a felicidade? E quanto aos deuses: foi realmente Prajapati quem criou o mundo? E não o Átman? Ele, o único, o indivisível?”...”Quem merecia imolações e reverência, senão Ele, o único, o Átman? E onde se podia encontrar o Átman, onde morava ele... a não ser no próprio eu, naquele âmago indestrutível que cada um trazia em si?”
  • "– Que sabes fazer?
  • – Sei pensar, sei esperar, sei jejuar.
  • – E que valor tem esses conhecimentos? O jejum, por exemplo. Para que serve o jejum?
  • – Para quem nao tiver o que comer, o jejum será a coisa mais inteligente que se possa fazer. Se, por exemplo, Sidarta não tivesse aprendido a suportar o jejum estaria obrigado a aceitar hoje mesmo um serviço qualquer, seja na tua casa, seja em outro lugar, já que a fome o forçaria a fazê-lo. Assim, porém, Sidarta pode aguardar os acontecimentos com toda calma. Não sabe o que é impaciência. Para ele não existem situações embaraçosas. Sidarta pode aguentar por muito tempo o assédio da fome e ainda rir-se dela."
  • “ Que bom- assim pensou- provar tudo quanto se necessita conhecer! Em criança, já aprendi que a riqueza e os prazeres mundanos não nos trazem nenhum proveito. Há muito tempo sabia disso, mas somente agora cheguei a assimilar essa sabedoria. Hoje me compenetrei dela. Possuo-a não só na memória, senão nos olhos, no coração, no estômago. É uma bênção ter essa certeza”

3 - Sobre o autor



"A Obra de Hesse tem algo de romântico e algo de ex ou supratemporal, apesar de tão intimamente ligada aos movimentos políticos e espirituais da época. Quem duvidar, porém, da situação do pós-romântico Hesse dentro da evolução do modernismo, faça o experimento de combinar de novo os elementos da sua vida – fuga da casa paterna, religiosidade recalcada, lirismo e anarquismo dostoievskiano, crises sexuais de um eterno adolescente, crises irresolúveis do individualismo – transportando esses elementos da atmosfera provinciana para a da grande capital e de um mundo mais requintado, substituindo o romantismo pelo simbolismo"

4 - Sobre o filme (1972)


É um resumo do livro e, apesar de ter uma produção simples, consegue passar bastante da mensagem de simplicidade e desapego da obra de Hesse. 

Ainda traz uma trilha sonora (de Hemant Kumar) que nos permite "viajar" dentro do universo da antiguidade indiana.

Ainda assim, no cinema acho que "O Pequeno Buda (1993)" com Keanu Reeves muito superior em abordar os conceitos budistas.



Simi Garewal: beldade do filme

5 - Conclusão


O budismo e suas variações têm uma beleza natural em sua simplicidade.
  • O livro de Hesse bebe dessa essência e o filme resume tudo isso para quem não tem paciência de ler (ou ouvi, pois tem audiobook "gratuito" também, basta pesquisar no ggogle).


Recomendo.


Grande abraço!



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