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15 maio, 2021

[Livro] O lado difícil das situações difíceis (2014)/ Ben Horowitz - parte 3

 




Na vida, vez ou outra, todos são obrigados a escolher entre fazer aquilo que é consenso, fácil e errado e aquilo que não é consenso, difícil e correto.
 

Toda vez que você toma a decisão difícil e correta, torna-se um pouco mais corajoso; toda vez que toma a decisão fácil e errada, torna-se um pouco mais covarde.
 

Esteja ciente de que os livros de administração costumam ser escritos por consultores que estudam empresas de sucesso durante seus períodos de paz. Por isso, os livros que escrevem abordam os métodos de diretores de paz. Na verdade, afora os livros escritos por Andy Grove, não conheço nenhuma outra obra de administração que ensine a administrar em tempo de guerra, como faziam Grove e Steve Jobs.
 

no boxe, para recuar, é essencial movimentar primeiro o pé que está atrás, pois se o lutador leva um soco quando está recuando de maneira natural – levantando primeiro o pé da frente – é bastante provável que ele seja nocauteado. É preciso muita prática para que esse movimento antinatural seja feito com naturalidade. Assim acontece com o diretor executivo: se ele faz aquilo que lhe parece mais natural, pode acabar no chão. Para ser diretor executivo, é preciso fazer muitos movimentos antinaturais.
 

Encoraje as pessoas a contestar suas conclusões e a apresentar argumentos sólidos. Em termos de cultura, o que você quer são padrões elevados e cabalmente discutidos. Deve exercer pressão para obter as melhores ideias, mas ser aberto o suficiente para reconhecer quando está errado.
 

Um grande exemplo de história empresarial é a carta de três páginas que Jeff Bezos escreveu para os acionistas em 1997.
 

Um grande exemplo de história empresarial é a carta de três páginas que Jeff Bezos escreveu para os acionistas em 1997. Contando a história da Amazon por extenso – não na forma de uma declaração de missão nem de um lema –, Jeff fez que todas as pessoas interessadas no assunto passassem a ter o mesmo pensamento acerca da Amazon.
 

A fim de se preparar, você deve adquirir sistematicamente o conhecimento sobre todas as coisas que possam impactar qualquer decisão que venha a tomar. Refiro-me a questões como: O que a concorrência provavelmente fará? O que é possível do ponto de vista técnico? Em qual período? Quais são as verdadeiras capacidades da organização? Como pode maximizá-las? Que risco financeiro isso implica? Dada a atual arquitetura do produto, quais problemas ele enfrentará? Essa promoção vai entusiasmar os funcionários ou não?
 

Nas organizações bem administradas, as pessoas podem se concentrar em seu trabalho (e não na política e em procedimentos burocráticos) com a certeza de que, se cumprirem bem a sua função, tanto a empresa quanto elas próprias colherão bons frutos. Por outro lado, numa organização mal administrada, elas passam boa parte do tempo enfrentando os limites internos da organização e processos inoperantes.
 

Riscos temerários. Você não deve punir as pessoas por correrem riscos produtivos, mas nem todos os riscos são desse tipo. Embora não haja recompensa sem risco, alguns podem não produzir recompensas. Beber uma garrafa de Jack Daniel’s e sair dirigindo é arriscadíssimo, e a recompensa do sucesso é nula.

05 maio, 2021

[Livro] A Bússola Do Zen (2002)/Mestre Zen Seung Sahn - Parte 1


· Se quisermos entender a nós mesmos e ajudar a todos os outros seres a livrarem-se do sofrimento, devemos primeiro entender de onde vem todo esse sofrimento do mundo.

· A fruta apodrece apenas alguns dias após ter amadurecido. Quando apodrece, não pode ser comida. Mas, no seu interior, a fruta possui sementes. Quando a fruta apodrece totalmente, as sementes atingem a maturidade.

· Antes de morrer você deve definir a sua direção. Você deve alcançar o que você é.

· Buda alcançou a verdadeira natureza de um ser humano independentemente de qualquer força exterior, religião ou deus. Esse é o ensinamento do Buda.

· Meditação correta significa o meu verdadeiro eu. E esse caminho começa e acaba com a pergunta: “o que sou eu?” É um ensinamento muito simples, nada de especial. Quando você faz essa pergunta muito profundamente, tudo o que aparece é “não sei”. Todo pensamento para por completo, e você retorna à sua mente antes-dos- pensamentos. Se você alcançar este “ não saber”, já terá alcançado o seu verdadeiro eu.


· Assim, se quer entender seu verdadeiro eu, você deve praticar meditação. Mantenha apenas essa pergunta, profundamente: “o que eu sou? Não sei...”

· Se você não se apegar ao discurso e às palavras desta bússola, e somente mantir uma mente que não-sabe, cortando completamente todo o pensamento, então o remédio falar-e-pensar contidos nestas páginas poderá ajudá-lo a encontrar o caminho correto. Você poderá encontrar sozinho a espinha dorsal do ensinamento do Buda. Mas, se você se apegar à retórica e às palavras, até mesmo o discurso do Buda o levará direto para o inferno.

· A palavra buddba vem de um verbo sânscrito, que significa “despertar”. Se você alcança a sua mente, você alcança o seu verdadeiro eu, você acorda do seu senho de sofrimento. Um eminente professor uma vez disse: “Mente é Buda; Buda é mente.” Se alcança a sua mente – o que quer dizer, se você alcança o seu verdadeiro eu – você se torna Buda. Então, o ensinamento do budismo significa simplesmente que o Buda Sakiamuni alcançou a si mesmo. Ele alcançou integralmente a sua própria mente, o que significa que alcançou a mente de todos os seres. E alcançou a correta função da mente, que é ajudar a todos os seres


· O propósito do budismo é: “Primeiro alcance a iluminação, depois instrua a todos os seres

· (...) iluminar-se e ensinar a outros seres não são duas coisas, pois quando você retorna para sua mente antes que o pensamento surja, naquele ponto, todas as coisas se tornam inteiramente uma só. Naquele ponto, como você poderia não ajudar a todos os seres? A sua situação correta, o seu relacionamento correto e a sua função correta aparecem claramente na sua frente. Ajudar outros seres é trabalho correto da iluminação – não é nada assim tão especial. Este é o verdadeiro propósito do budismo.


· Budismo é apenas um nome para o caminho que nos leva ao nosso verdadeiro eu e ao auxílio para todos os seres.

· Toda vida é sofrimento e sofrimento é vida: samsara.

· O mais importante é manter uma mente serena a cada momento. Na verdade, esse é o real significado de samandhi. Significa ter uma mente que não se move, esteja você sentado, de pé, deitado, dirigindo um carro, conversando, seja lá o que for. Quando mantém, com determinação, uma mente que não se move em qualquer atividade, você pode percebe a beleza desse mundo singelo, pois consegue ver as coisas exatamente como elas são. Você é capaz de assimilar e aprofundar o seu entendimento de maneira que se torne sabedoria.

· Simplificadamente, termos tais como: “vacuosa (o)(s), “vazia(o)(s)”, apontam para o fato de que todos as características de qualquer objeto observado não são inerentes a ele mesmo, mas dependem do “olho do observador” – que vê e interpreta a sua visão de acordo com os seus próprios referenciais, pensamentos, energias de hábitos, pressupostos, teorias, conceitos, preocupações, etc. Por exemplo, a beleza de uma pintura não está meramente nas cores das tintas, ou apenas no traço do artista, etc., mas sim na mente daqueles que a observam, apreciam e julgam.

__________________________________ continua...

21 abril, 2021

[Livro] O lado difícil das situações difíceis (2014)/ Ben Horowitz - parte 2


Valorizar mais a ausência de pontos fracos do que a presença de pontos fortes. Com a experiência, vamos percebendo que todos os funcionários da empresa (incluindo nós mesmos) têm falhas graves. Ninguém é perfeito. Por isso, é indispensável que você contrate uma pessoa por causa dos seus pontos fortes, não da ausência de pontos fracos. 

Todos têm pontos fracos. A única diferença é que, em algumas pessoas, eles sobressaem. Se você se preocupar com a ausência de pontos fracos, estará dando preferência aos candidatos simpáticos. Mas não deve fazer isso.
 

Todos os diretores executivos bons e experientes que conheço partilham uma importante característica: tendem a optar pela solução mais severa e implacável para os problemas da organização. Entre dar a todos o mesmo bônus para facilitar as coisas ou oferecer uma compensação muito maior a quem tem melhor desempenho e desagradar a muitos, eles preferem desagradar a muitos. 

Entre interromper hoje um projeto de que todos gostam, mas não se encaixa nos planos de longo prazo, ou manter o projeto para não abalar o moral dos funcionários e demonstrar coerência, eles cortam o projeto. Por quê? Porque já pagaram o preço das dívidas de gestão e preferem não cometer de novo os mesmos erros.
 

De acordo com Andy Grove, a ambição sadia é aquela que visa ao sucesso da empresa, sendo o sucesso do próprio executivo uma consequência do alcançado pela empresa. A ambição doentia é a ambição pelo sucesso pessoal independentemente do sucesso da empresa.
 

Para ter ideia clara de um padrão elevado, uma das melhores maneiras é entrevistar pessoas que trabalham bem na área. Descubra qual é o padrão delas e integre-o ao seu. Uma vez determinado um padrão alto, mas factível, submeta o seu executivo a esse padrão, mesmo que não tenha ideia de como ele poderá alcançá-lo.

 
Seguem algumas perguntas que a experiência me mostrou serem muito eficazes nas reuniões individuais: 
  • Se pudéssemos nos aperfeiçoar de algum modo, como poderíamos fazê-lo? 
  • Qual é o principal problema da nossa empresa? Por quê? 
  • Do que você não gosta no seu trabalho aqui? 
  • Quem está fazendo um ótimo serviço na empresa? 
  • Quem você mais admira? 
  • No meu lugar, que mudanças você implementaria na organização? 
  • Do que você não gosta no nosso produto? Q
  • ue grande oportunidade estamos perdendo? 
  • O que deveríamos estar fazendo e não estamos? 
  • Você gosta de trabalhar aqui?
 
Embora isso varie de acordo com a situação, lembre sempre que é mais fácil inserir gente nova em processos antigos do que processos novos em gente antiga.
 

Olhe para a pista, não para o muro. Quando aprendemos a dirigir um carro de corrida, uma das primeiras lições é que, ao fazer uma curva a 320 quilômetros por hora, não devemos olhar para o muro, mas para a pista. Se olharmos para o muro, colidiremos com ele. 

Se olharmos para a pista, seguiremos por ela. Administrar uma empresa também funciona assim. Sempre existem mil coisas que podem dar errado e fazer afundar o navio. Se você olhar demais para elas, vai enlouquecer e, provavelmente, afundar a empresa. Olhe para onde está indo, não para aquilo que quer evitar.
 
________________________________ continua...

07 abril, 2021

[Livro] Acredite, estou mentindo (2012)/ Ryan Holiday - parte 1

 


 BLOGS FAZEM AS NOTÍCIAS Jogamos pelas regras deles por tempo o bastante e o jogo se torna nosso. —ORSON SCOTT CARD, O JOGO DO EXTERMINADOR

 

BLOGS SÃO IMPORTANTES 

Por “blog” eu me refiro coletivamente a todas as formas de publicação online. Isso abrange tudo, de contas no Twitter aos sites dos grandes jornais, aos serviços de vídeo e aos sites com centenas de redatores. Não me importa se os donos se consideram blogueiros ou não. A realidade é que todos estão sujeitos aos mesmos incentivos, e eles lutam por atenção com táticas semelhantes.

 

Embora existam milhões de blogs na internet, você perceberá que alguns serão mencionados com frequência neste livro: Gawker, Business Insider, Politico, BuzzFeed, Huffington Post, Drudge Report e outros semelhantes. Isso não é porque eles sejam os mais lidos pelo público, mas porque são os mais lidos pela elite da mídia, e seus donos-apóstolos, Nick Denton, Henry Blodget, Jonah Peretti e Arianna Huffington têm imensa influência. Um blog não é pequeno se o seu punhado de leitores é constituído de produtores de TV e redatores de jornais de abrangência nacional.


Resumindo, os blogs são veículos nos quais os jornalistas dos meios de comunicação de massa – e seus amigos mais tagarelas e “informados” – descobrem e pegam notícias. Esse ciclo oculto está na origem dos memes que se tornam nossas referências culturais, das estrelas em ascensão que se tornam nossas celebridades, dos pensadores que se tornam nossos gurus e das notícias que se tornam nossas notícias.


(...) somos um país governado pela opinião pública, e a opinião pública é amplamente governada pela imprensa, então não é essencial compreendermos o que governa a imprensa? O que controla a imprensa, concluiu ele, controla o país.


(...) aqui está o ciclo novamente: 

Blogs políticos precisam de coisas para cobrir; o tráfego aumenta durante as eleições 

A realidade (eleição muito distante) não combina com isso Blogs políticos criam candidatos mais cedo; antecipam o início do período eleitoral 

A pessoa que eles cobrem, por ter a cobertura, torna-se um candidato real (ou até presidente) 

Os blogs lucram (literalmente); o público perde


A estrutura dos blogs cria conteúdo artificial, que se torna real e tem impacto no resultado de eventos do mundo real.

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24 março, 2021

[Livro] O lado difícil das situações difíceis (2014)/ Ben Horowitz - parte 1

 

o legal do livro é ter o ponto de vista
de um fundador de uma empresa


Se você jogar por tempo suficiente, é possível que tenha sorte.

Não leve nada para o lado pessoal.

Todos cometem erros, todo diretor executivo comete milhares de erros. Mas avaliar a si mesmo e atribuir-se nota zero não ajuda em nada.

Minha experiência me diz que, sem um pouco de sorte e alguma ajuda não esperadas, eu teria me perdido. A todos os que estão nessa situação, desejo que vocês encontrem força e paz.

(...) cuidado com máximas de gestão que impeçam que as informações fluam livremente na sua empresa. Pense, por exemplo, neste velho bordão da administração: “Não me traga um problema sem me trazer também uma solução.” E se o funcionário não for capaz de resolver um problema importante? E se um engenheiro, por exemplo, identificar uma falha grave no modo como o produto está sendo divulgado no mercado? Você gostaria mesmo que ele ocultasse essa informação? Esses truísmos de administração podem até constituir boa aspiração para os funcionários, mas também podem ser inimigos do livre fluxo de informações, fato que pode prejudicar gravemente a saúde da empresa.

Se você perguntar a si mesmo por que seus honestos funcionários estão mentindo a você, a resposta é: não estão mentindo a você, mas a eles mesmos. E, se você acreditar neles, estará mentindo a si mesmo.

 Na vida empresarial, talvez não haja nada mais assustador do que uma ameaça à própria existência da empresa. Isso é tão assustador que muitos membros da organização farão de tudo para ignorar a ameaça. Buscarão qualquer alternativa, qualquer saída, qualquer desculpa para não ter de enfrentar uma batalha de vida ou morte. Vejo isso com muita frequência quando um empreendedor vem me pedir que invista em sua startup. Empresário: “Nosso produto é, de longe, o melhor do mercado. Todos os consumidores o adoram e o preferem ao do concorrente X.” Eu: “E por que a receita do concorrente X é cinco vezes maior do que a de vocês?” Empresário: “Trabalhamos com parceiros e vendemos produtos OEM a montadoras, pois não conseguimos criar um canal de venda direta como o concorrente X.” Eu: “Por que não? Se vocês têm o melhor produto, por que não cerrar os punhos e ir para a guerra?” Empresário: “Hummm.” Eu: “Pare de procurar uma solução mágica.” Na história de toda empresa, chega uma hora em que ela precisa lutar pela sua vida. Se você fugir na hora em que deveria estar lutando, pergunte-se: “Se nossa empresa não é boa o suficiente para ganhar, para que ela existe?”

 

Toda a energia mental que você usa para sentir pena de si mesmo deve ser direcionada para encontrar uma saída aparentemente impossível para a péssima situação em que se encontra. Não pense nem um segundo no que você poderia ou deveria ter feito. Dedique todo o seu tempo a pensar no que pode fazer agora. No fim, ninguém está nem aí. Dirija sua empresa, e ponto final.


Cuidar das pessoas significa fazer que a empresa seja um bom lugar para trabalhar. Os ambientes de trabalho são, em sua maioria, péssimos. À medida que as organizações crescem, contribuições importantes vão deixando de ser reconhecidas, os funcionários mais esforçados são passados para trás pelos que são mais políticos, e os processos burocráticos acabam sufocando a criatividade e extinguindo a alegria de trabalhar.
 
“Numa organização ruim, por outro lado, as pessoas passam boa parte do tempo lutando contra os limites rígidos da organização, os conflitos internos e os processos ineficazes. Sequer sabem qual é a tarefa que lhes cabe e, por isso, não têm como saber se a estão cumprindo ou não. Num caso hipotético, e raríssimo, em que elas, trabalhando infinitas horas por dia, consigam efetivamente cumprir a tarefa, não sabem o que isso vai significar para a empresa e para a carreira delas. Para piorar ainda mais as coisas e jogar sal na ferida, quando finalmente têm coragem de dizer à direção que as coisas vão mal, ela defende o status quo, nega a existência do problema, simplesmente o ignora.”
 
 

O treinamento, em poucas palavras, é uma das atividades mais produtivas a que o gerente pode se dedicar. Considere a possibilidade de fazer uma série de quatro palestras para os membros de seu departamento. Vamos supor que, a cada hora de curso, correspondam três horas de preparação – doze horas de trabalho, no total. Digamos que você tenha dez alunos em sua classe. No ano que vem, eles vão trabalhar cerca de 20 mil horas, ao todo, para sua empresa. Se o seu esforço de treinamento resultar numa melhora de 1 por cento no desempenho deles, a empresa vai ganhar o equivalente a duzentas horas de trabalho como resultado das doze horas que você investiu.
 

Contratar com base na aparência da pessoa e nas suas impressões sobre ela. A ideia de que alguém possa contratar um executivo com base na sua aparência e no seu jeito de falar durante a entrevista parece tola, mas a aparência do entrevistado e as impressões do entrevistador são os principais critérios empregados na maioria das contratações de executivos.
 
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leitura sugerida


17 março, 2021

[Livro] 10% Mais Feliz (2014)/Dan Harris - Parte 1

 

 

Quando você se afasta de suas emoções (...), elas muitas vezes se manifestam em seu corpo.

 

Com a cocaína, você nunca consegue se saciar. A droga bate, o efeito chega ao pico, depois vai se dissipando – e, quando você menos espera, cada célula do seu corpo está gritando por mais uma dose.

 Infelizmente, a dor que vem quando a droga deixa de fazer efeito tem poder proporcional ao seu momento de pico. A realidade retorna à cena a golpes de picareta. Neurologicamente, o custo disso é altíssimo. Um dia depois de tomar ecstasy, os estoques de serotonina no meu cérebro se esgotaram. Fui dominado por uma sensação de vazio que sugava a minha alma. Eu me sentia apenas a carcaça de um homem.

 

“Quando você tem um pé no futuro e outro no passado, você mija no presente.”

 Buda adotava um truísmo muitas vezes ignorado: nada dura para sempre – incluindo nós mesmos. Nós e todos os que amamos vamos morrer. A fama se dissipa, a beleza se desvanece, até continentes se movem. Nossos corpos são feitos de átomos oriundos das primeiras estrelas da Grande Explosão. E tudo isso acontece num universo infinito. Podemos saber de tudo isso intelectualmente, mas no nível emocional estamos condicionados a negar essa realidade. Nós nos comportamos como se houvesse um solo firme sob nossos pés, como se tivéssemos controle de alguma coisa. Isolamos os idosos em asilos e fingimos que a velhice nunca chegará para nós. Sofremos porque nos afeiçoamos a pessoas e posses que um dia irão desaparecer.

 

A meditação  me dava a impressão de ser a destilação de tudo de mais ridículo no estilo de vida granola. Eu me imaginei sentado numa dolorosa posição de pernas cruzadas, numa sala com cheiro de chulé, ao lado de “praticantes” com ar superior tocando sininhos, olhando para cristais, entoando om e tentando flutuar em direção a alguma nuvem cósmica.

 Sente-se confortavelmente. Você não precisa cruzar as pernas. Acomode-se numa cadeira, numa almofada ou no chão – onde quiser. Apenas certifique-se de que sua coluna esteja ereta. Sinta sua respiração para dentro e para fora. Escolha um ponto (narinas, peito ou barriga) e concentre ali sua atenção para realmente sentir a respiração. Se ajudar a direcionar sua atenção, você pode usar uma suave anotação mental, como “dentro” e “fora”. Sempre que sua atenção se dispersar, perdoe-se e gentilmente retorne à respiração. Você não precisa livrar a mente de todos os pensamentos; isso é impossível. O jogo consiste em pegar a sua mente de volta quando ela fugir e depois devolvê-la à respiração, quantas vezes for preciso.

 Não ficou mais fácil com o tempo. Assim que me sentava, já começava a ter acessos de coceira. Depois vinha a fadiga: era como se uma gosma pegajosa de torpor escorresse da minha testa. Em seguida, o jorro de pensamentos voltava com força total. Tentar frear o pensamento era como varrer um chão infestado de baratas.

Você até conseguia limpar o espaço por alguns instantes, mas logo os insetos voltavam correndo, de todos os lados. Eu sabia que precisava apenas me perdoar, mas, sempre que minha mente vagava, eu sentia vergonha. As coisas que me distraíam eram completamente banais: O que vou comer hoje no almoço? Devo cortar o cabelo? Como Dança com Lobos conseguiu ganhar o Oscar?

 Então passei a ver os momentos entre uma coisa e outra – o minuto antes de entrar no ar, o tempo livre enquanto minha equipe de filmagem aprontava o local para a entrevista – como uma oportunidade de me concentrar na minha respiração ou apenas de observar tudo à minha volta.

Assim que entrei nesse jogo, percebi que passara grande parte da minha vida como sonâmbulo, com minha mente me jogando para a frente e para trás. Eu via o mundo através de um véu formado por pensamentos entrelaçados que criavam uma espécie de barreira entre mim e a realidade.

 

“atenção plena”. 


“A atenção plena nos ajuda a examinar o que não gostamos em nós mesmos sem tentar fazer isso desaparecer nem tentar amá-lo.” Simplesmente estar conscientes do que somos é tremendamente libertador.

Essa expressão significa reconhecer o que está acontecendo em sua mente agora mesmo – raiva, ciúme, tristeza, a dor de bater com o dedão no pé da cama ou o que for – sem se deixar dominar por isso.

De acordo com Buda, temos três respostas habituais para todas as experiências: nós queremos, rejeitamos ou ignoramos. Biscoitos: eu quero. Mosquitos: eu rejeito. Instruções de segurança no avião: eu ignoro. A atenção plena é uma quarta opção, uma forma de ver o conteúdo de nossa mente sob uma perspectiva não julgadora. Eu achava essa teoria bacana mas totalmente impraticável.

 

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01 janeiro, 2021

[Lista] Livros de "Ferramentas dos Titãs" (2018): B


Be Here Now

Ram Dass

 não achei versão BR

 


Becoming a Category of One

Joe Calloway

 

 


Bed of Procrustes

Nassim Nicholas Taleb

 esgotado. 

vou pular esse.


 Best American Poetry

David Lehman

 não achei versão BR

 


Bhagavad Gita

Diversos

 é maior que a bíblia.

vou pular este.

 


Bíblia

Diversos

 é leitura pra vida toda.

 


Big Book of Jewish Humor

William Novak e Moshe Waldoks

 não achei versão BR

 



Big Book of New American Humor

William Novak e Moshe Waldoks

 não achei versão BR

 


Blink

Malcolm Gladwell

 



 Body Reset Diet

Harley Pasternak

 não achei versão BR, mas li outros livros do mesmo autor que já saíram por aqui:

post aqui.


 


Book of Life

Jiddu Krishnamurti

 só falta comprar

 Boys

Garth Ennis e Darick Robertson

quadrinhos -  já li há muitos anos.



 Breve história de quase tudo

Bill Bryson

 achei versão eletrônica

 


Bright Orange for the
Shroud

John D. MacDonald

 foi publicado há muitos anos...


 Brincando nos campos do Senhor

Peter Matthiessen

 


 Budismo sem crenças 

Stephen Batchelor

 esgotado. desisti de ler.

 


busca da China moderna

Jonathan Spence

 esgotado.

 


busca de sentido

Viktor E. Frankl

 achei.


 busca do tempo perdido 

Marcel Proust

 do tamanho da bíblia. tem que ter paciência para ler..


19 outubro, 2020

[Lista] Livros de "Ferramentas dos Titãs" (2018): 0-A

 




Título 




 10% mais feliz

Dan Harris


terminei de ler (versão eletrônica) em novembro de 2020

nesse mês tb terminei de ler o excelente  livro "Bússola do Zen" de  Mestre Zen Seung Sahn sobre zen budismo.

Dessa forma, devo ficar 1 ou 2 semestres sem ler nada sobre meditação e budismo.

 


22 Immutable Laws of Marketing

  • Al Ries e 
  • Jack Trout


achei um pdf na web, pois o livro anda esgotado

li e gostei - muito bom. 

vou fazer uma série de posts.

 


4 horas para o corpo

  • Tim Ferriss


Livro lido 

estou relendo e resumindo os pontos que acho mais importantes - gostei tanto que comprei a reedição da edição física (capa dura).

 


59 segundos

  • Richard Wiseman


já na estante. só falta ler.

 


7 hábitos das pessoas altamente eficazes

  • Stephen R. Covey


Livro lido 

Há uma resenha no blog com os principais pontos das ideias do autor.

Bom lembrar que o mesmo autor lançou um livro com o oitavo hábito, que ainda não li e acho que não lerei.


 A Tan and Sandy Silence

  • John D. MacDonald


  • não achei versão nacional

 


About Face

  • Coronel David H. Hackworth

  • não achei versão nacional

 


Acredite, estou mentindo

  • Ryan Holiday


terminei de ler em 15/12/2020

ótimo livro.

vai ter uma série de posts aqui no blog sobre ele a partir de 2021.

 


Administração de alta produtividade; Só os paranoicos sobrevivem

  • Andrew S. Grove


edição esgotada

saiu um novo livro do mesmo autor que parece debater as mesmas ideias 




 Age of Propaganda

  • Anthony Pratkanis e 
  • Elliot Aronson

  • não achei versão nacional


 Age of Wonder

  • Richard Holmes

não achei versão nacional

 


Alcançando excelência em vendas
para grandes clientes

  • Neil Rackham

não tenho interesse em vendas.
então estou pulando esse livro.

 


Alcorão

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pretendo ler no futuro, mas nessa lista vou pular.


 Alien vs. Predator

  • Michael Robbins

não achei versão nacional

 


Alliance

  • Reid Hoffman

sem versão BR


 alquimista

  • Paulo Coelho


 animal social

  • Elliot Aronson


 Antifrágil

  • Nassim Nicholas Taleb

 


armas da persuasão

  • Robert Cialdini


Estou lendo aos poucos e fazendo pequenos resumos dos capítulos (o bom desse livro é que vem um resumo ao final de cada capítulo)


 


Armas, germes e aço

  • Jared Diamond
capa documentário



Saiu também um documentário baseado nesse livro e com o mesmo nome. O dvd está esgotado, mas é possível encontrar o vídeo pela web

 


Art of Dramatic Writing

  • Lajos Egri

não achei versão naciona

 


Art of Learning

  • Josh Waitzkin

não achei versão naciona


 Art of Possibility 

  • Rosamund Stone Zander e 
  • Benjamin Zander


ótimo livro.

terminei em janeiro de 2021.

 


Art of Start 2.0

  • Guy Kawasaki

não achei versão nacional

 


arte de fazer acontecer

  • David Allen

achei formato eletronico, falta ler

 


arte do jogo 

  • Chad Harbach

achei formato eletronico, falta ler


 Atenção plena

  • Mark Williams e 
  • Danny Penman

achei formato eletronico, falta ler

 


Au Contraire: 
Figuring Out the French 

  • Gilles Asselin e 
  • Ruth Mastron

não achei versão nacional

 


Aumente o poder do seu cérebro

  • John Medina


Livro lido 

Há uma resenha no blog com os principais pontos das ideias do autor.

Tive sorte de achar a edição que vinha com DVD.

 


Autobiografia

  • Andre Agassi

achei formato eletronico, falta ler


 Autobiografia de Malcolm X

  • Malcolm X e 
  • Alex Haley

achei o pdf, falta ler

 


Autobiografia de um iogue

  • Paramahansa Yogananda

já na estante
falta ler