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15 agosto, 2018

[Lista] Cultura geral: Tudo o que se deve saber (2009)/Dietrich Schwanitz - Parte 1

 


 Post em construção...


História Universal





Ernst H. Gombrich, Eine kurze Weltgeschichte fu r junge Leser, 1998. [Breve histó­ria do mundoy São Paulo, Martins Fontes, 2001]



Otto Zierer, Bild der Jahrhunderte in 37 Bänden [A imagem dos séculos em 37 volumes], 1961



Will e Ariel Durant, The Story of Civilization 11 volumes, 1935-75. [A história da civilização, São Paulo, Record, 1950-63.]


 




Antiguidade: Grécia e Roma






H. D. F. Kitto, The Greeks [Os gregos], 1951


Theodor Mommsen, Römische Geschichte, 1954. [História de Roma, Rio de Janeiro, Opera Mundi, 1971]



Bertolt Brecht, Die Geschäfte des Herrn Julius Caesar [Os negócios do sr. Júlio Cé­sar], 1965



Robert Graves, /, Claudius, 1934. [Claudius, Imperador Porto Alegre, Globo, 1940.]


 - O livro tornou-se um bestseller mundial e serviu de inspiração para o filme de Derek Jacobi. Depois, seu autor escreveu uma continuação intitulada Claudius, the God and his Wife Messalina [Cláudio, o Deus, e sua mulher Messalina]

 





I n v a s õ e s b á r b a r a s e I d a d e M é d i a



  Felix Dahn, Ein Kam pf um Rom [Urna luta por Roma], 1876.
Romance histórico e clássico esquecido da burguesia alemã, que, imbuído do espírito nacionalista, retrata os germanos como heróis. O autor descreve como
os sucessores de Teodorico, o Grande, rei dos ostrogodos, empreenderam
uma luta vã para se defender de Justiniano, imperador romano do Oriente,
e como o espírito heróico e correto dos germanos mostra-se inferior às intrigas astutas dos romanos. Dahn estava imbuído de um pessimismo histórico,
inspirado em Schopenhauer e Darwin, e mergulhou a decadência dos ostrogodos na sombria luz de um crepúsculo dos deuses. O livro é bastante revelador no que diz respeito ao papel exercido pelas invasões bárbaras como
matéria cultural na burguesia nacional alemã.
 
 Henri Pirenne, Histoire de VEurope: des invasions au X V I siècle [História da
Europa: das invasões ao século XVI], 1936.
Esse livro do historiador belga foi escrito durante a Primeira Guerra Mundial, em
um campo alemão de confinamento, onde o autor não dispunha de nenhum recurso. Eis por que deve ser tomado apenas como uma boa narrativa. Já em seu livro póstumo,
Mahomet et Charlemagne [Maomé e Carlos
Magno], Pirenne comprova de modo particular que a expansão do Islã rompeu a unidade cultural da Bacia do Mediterrâneo e, por conseguinte, levou
ao fim da Antiguidade.
Arno Borst,
Lebensformen des Mittelalters [Formas de vida da Idade Média], 1979.
Ao empregar a expressão “formas de vida” para descrever a Idade Média, o autor
utiliza uma categoria medieval, extraída da própria autoconcepção da época.
Como a posição social definia o homem na Idade Média, as pessoas dessa
época tinham uma tendência a proceder a tipificações: havia o camponês, o
burguês, o nobre, o príncipe, o padre, o monge, o erudito etc., o que já representa a metade do índice desse livro. Borst também consegue retratar
com realismo a mentalidade e o modo como as pessoas vivenciavam suas experiências na Idade Média.
Johan Huizinga,
Der Herbst des Mittelalters, 1969. [O declínio da Idade Médiay
São Paulo, Edusp, 1978.]
Um clássico da história, em que o autor trata a cultura dos séculos XIV e XV de
modo diferente do habitual, ou seja, não interpreta esses dois séculos como
precursores do Renascimento, mas como o último momento de esplendor de
urna época que se aproxima do firn. O enfoque dessa obra volta-se para os temas da cavalaria e do culto à mulher, à religião e ao pensamento simbólico. É
um dos melhores livros sobre a diferença entre a Idade Média e a Moderna.
Heribert Illig,
Das erfimdeneMittelalter [A Idade Média inventada], 1996.
Esse é um curso básico de ciência histórica, que emprega os meios da terapia de
choque: o autor é da opinião de que o período que vai de setembro de 614
a agosto de 911 nunca existiu e que esses quase trezentos anos poderiam
simplesmente ser riscados da história. A tese é menos absurda do que parece à primeira vista, pois Illig alega que existem muito poucas fontes que
documentam a existência dessa época e que, em meio a essa obscuridade,
somente a figura de Carlos Magno está bem iluminada. Segundo ele, justamente essa figura teria sido inventada por falsificadores a serviço de Oto
III e de Frederico I, Barba-Ruiva, que se serviram de lendas já existentes
 
para converter o legendário Carlos Magno no primeiro imperador do Ocidente, dotando-o de uma biografia bem documentada. E que sentido teria
tudo isso? Segundo Illig, com esse imperador inventado pretendia-se legitimar os direitos imperiais e, assim, fundamentar a superioridade do imperador sobre o papa. Bem, mas e a capela de Carlos Magno em Aachen?
Para o autor, foi construída por Henrique IV. Não se pode afirmar que
essa tese tenha atraído entusiasmados adeptos entre os historiadores especializados em Idade Média, mas uma coisa é certa: os soberanos medievais,
os reis, os imperadores, os papas, os príncipes, os mosteiros e as cidades
medievais foram campeões mundiais na falsificação de documentos. Freqüentemente até atuaram de boa-fé, ao obterem
a posteriori uma legitima­
ção supostamente perdida para um direito que consideravam indiscutível.
Tal atitude era designada como “fraude devota”. Assim, também a pretensão
dos papas ao Estado da Igreja baseava-se em uma falsificação de documentos feita pelo próprio Santo Padre. Como a ciência histórica consiste no
exame crítico de fontes e documentos, o livro de Illig fornece uma boa introdução quanto ao modo como os historiadores constroem seus relatos. Se
a tese de Illig estivesse correta, pouparia os alunos do cansativo estudo de
trezentos anos de história.
Jacques le Goff,
Pour un autre Moyen Âge, 1977. [Em busca da Idade Média, Civilização Brasileira, 2005.]
Nesse livro, um dos melhores conhecedores da Idade Média defende que se acabe com a tradicional divisão entre Idade Média e Idade Moderna, situada
por volta de 1500, e que se prolongue o período medieval até a Revolução
Industrial. Tais propostas têm a vantagem de sempre terem de traçar seus argumentos com base nas principais características das diferentes épocas. Le
Goff é um dos historiadores que contribuíram para reanimar o interesse do
grande público pela Idade Média