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01 abril, 2021

[Lista] Plano de Leitura - Módulo 1 (Ciências humanas, História e Biografias)

 





OBRA 
STATUS
RESENHA


(1903) Andrew Lang – Social origins



(1903) James Jasper Atkinson – Primal law




V a.C. Heródoto 
– Histórias (450-420 a.C.)


V a.C. Tucídedes
– A guerra do Peloponeso (433-411 a.C.)

A ideia é começar a ler depois de obras introdutórios com as de Victor Davis Hanson, como essas:






(1890) James George Frazer – O ramo de ouro
esgotado, mas achei em versão eletrônica amadora

(1949) Joseph Campbell – O herói das mil faces




vi o documentário em agosto de 2020 - simplesmente excelente





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17 fevereiro, 2021

[Livro] Isto És Tú (2002)/ Joseph Campbell - Parte 2

  

https://www.pexels.com/pt-br/foto/arte-capela-catedral-confianca-208216/



Neste nosso mundo moderno, no qual todas as coisas, todas as instituições parecem caminhar celeremente para o despedaçamento, não há significado no grupo, onde todo o significado foi uma vez encontrado. O grupo hoje não passa de uma matriz para a produção de indivíduos. Todo significado é encontrado no indivíduo, e em cada um esse significado é considerado como único. No entanto, pensemos a título de conclusão no seguinte: quando você viveu sua vida individual de seu próprio modo aventuroso e, então, lança um olhar retrospectivo em sua trajetória, descobrirá que afinal você viveu uma vida humana que é um modelo.


 A causa secreta de sua morte é seu destino. Toda vida tem um limite e ao desafiar o limite você está trazendo o limite para mais próximo de você, e os heróis são os que desencadeiam suas ações, não importa que destino disso resulte. O que acontece, portanto, é uma variável dependente do que a pessoa faz. Isto é verdadeiro em relação à vida através de toda a existência. Aqui é revelada a causa secreta: o próprio curso de sua vida é a causa secreta de sua morte.


A morte, deste ponto de vista, é entendida como uma realização do sentido e propósito de nossa vida.

 

A terra prometida é qualquer ambiente que tenha sido metaforicamente espiritualizado. Um atraente exemplo dessa experiência universal é encontrado na mitologia dos navajos. Vivendo num deserto, os navajos atribuíram a cada detalhe desse deserto uma função e valor mitológicos, de forma que em qualquer lugar que as pessoas estivessem nesse ambiente, estariam meditando na energia e glória transcendentes que são o suporte do mundo. A terra prometida não é um lugar a ser conquistado por exércitos e sedimentado pela expulsão de outro povo. A terra prometida é um canto no coração ou é qualquer ambiente que haja sido mitologicamente espiritualizado.

 

Um dos grandes problemas da tradição cristã surge da interpretação da graça sobrenatural, a qual afirma, com efeito, que a salvação não procede de você, mas de fora de você por meio de algum tipo de experiência ritual. Mas a função do sacramento do batismo, por exemplo, não é derramar alguma coisa dentro de você, mas extrair alguma coisa de você. Os sacramentos são uma evocação, não uma doutrinação.

 

Adão e Eva são separados de Deus e se tornam cientes dessa ruptura no seu sentimento de unidade. Procuram cobrir sua nudez. E a questão se torna a seguinte: como voltarem ao Jardim? Para compreender este mistério, é preciso esquecer tudo a respeito de julgamento e ética e, inclusive, esquecer o bem e o mal. Jesus diz: "Não julgueis para não serdes julgados". Este é o modo de voltar ao Jardim. Você tem que viver em dois níveis: um a partir do reconhecimento da vida como ela é sem ser julgada, e o outro, de acordo com os valores éticos da própria cultura ou da própria religião pessoal e particular. Não são tarefas fáceis.

 

A imagem mitológica é aquela que evoca e direciona energia psicológica. É um signo de evocação e direcionamento de energia. Uma mitologia é um sistema de imagens do afetivo ou do emocional; essas próprias representações produzem a emoção ou o afeto. Nossa própria mitologia, a sua e a minha, constitui nossa herança particular de imagens ligadas ao afetivo. Observe, entretanto, o que foi feito com nossa mitologia. No plano racional, afirma-se que as imagens são absurdas e que, portanto, são destituídas de significado. Nosso sistema racional assim rompe as conexões delas e torna sua energia indisponível para nós em nossas vidas.

 

No casamento, por exemplo, quando alguém se sacrifica, o sacrifício não é realizado a favor do outro, mas a favor do relacionamento. No relacionamento ambos participam, de modo que você está se sacrificando a favor de um aspecto de você mesmo em relação a uma outra pessoa, e não há desenvolvimento psicológico fora do relacionamento. Isso é o que temos no centro. É a forma de uma cruz. Relacionar-se e ceder. Escuridão e luz associadas.

 E você está tanto no relacionamento quanto o outro, percebe o que quero dizer? E isto com o que está lidando, os dois juntos. E você deve pensar em si mesmo não como esta uma pessoa, como estas duas pessoas como uma. Tudo que digo é que se seu casamento não é a maior prioridade de toda sua vida, você não está casado. E o que costumo dizer é que o casamento não é um longo caso amoroso.

O casamento, como eu disse, não é um caso amoroso. É um ordálio. Se você o conceber desta forma, será capaz de vivê-lo. O ordálio consiste especificamente em sacrificar o ego pelo relacionamento.

 

 Como a pessoa comum alcança o transcendente? Para começar, eu diria, estudando poesia. Aprenda como ler um poema. Você não precisa ter a experiência da obtenção da mensagem, ou ao menos alguma indicação da mensagem. Esta pode surgir gradualmente. Há, entretanto, vários modos de chegar à experiência transcendente.


 O cristianismo é a única religião que sustenta a idéia de uma condição permanente chamada Inferno. Um pecado mortal é considerado como uma ofensa que condena uma pessoa ao Inferno. Outros sistemas religiosos encaram a idéia do Inferno mais como o purgatório cristão, ou seja, um estágio de purgação ou purificação. Morre-se tão preso a um sistema limitado de valores, que talvez não se possa abrir-se para a transcendência da Visão Beatífica de Deus nessa condição.

  Cristo responde ao último convite sedutor dizendo ao Demônio: "Não tenta o Senhor, teu Deus". Em outras palavras, permaneça sobre o chão e não pense que você é puramente espiritual, não esqueça que é espiritual e material.

De qualquer modo, os milagres na lenda de Cristo são padrões, do que não se conclui que não aconteceram, porque é certo que, como tem sido provado continuamente, curas miraculosas podem ser realizadas através de pessoas de grande compreensão espiritual. Muito do que perturba as pessoas é, de alguma forma, puramente psicológico e, assim, elas reagem a intervenções espirituais. Muitas curas de enfermidades psicológicas podem ocorrer pela influência de pessoas espiritualmente iluminadas. É possível, portanto, que milagres sejam funções de espiritualidade profunda.

Seria possível, todavia, contemplar a cena da última ceia de um modo bastante distinto daquele no qual é geralmente contemplada. Quando Cristo toma o pão, o mergulha na tigela e diz: "Aquele a quem entrego este bocado me trairá", trata-se de uma profecia ou de uma designação? Penso que se trata de uma designação. Sugere, inclusive, que o elegível para aquela designação era o mais desenvolvido do grupo, isto é, aquele que realmente compreendia o sentido do que estava acontecendo. Judas é o parteiro da salvação, o coadjuvante de Cristo. É ele que O entrega à Sua morte, e ele próprio morre nas sombras.

 

Tudo era visto com olhos fixados na Terra. O sol nascia e se punha. Josué fez parar tanto o sol quanto a lua para ter tempo de terminar um massacre. Após a caminhada na lua, não foi possível mais sustentar o mito religioso que alimentava tais idéias. Graças à nossa visão da ressurreição da Terra, pudemos ver que a Terra e os céus não eram mais divididos, mas que a Terra está nos céus. Não há divisão e todas as noções teológicas baseadas na distinção entre os céus e a Terra ruíram com essa compreensão. Há uma unidade no universo e uma unidade em nossa própria experiência. Não podemos mais buscar uma ordem espiritual fora de nossa própria experiência.

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Fim

23 dezembro, 2020

[Livro] Isto És Tú (2002)/ Joseph Campbell - Parte 1

 

https://www.pexels.com/pt-br/foto/arte-capela-catedral-confianca-208216/


"Como é possível que o sofrimento que nem é meu e nem me interessa me afete de imediato como se fosse meu e com força tal a ponto de impelir-me à ação? “(Schopenhauer no ensaio deste intitulado Dos fundamentos da moralidade)

 

A mitologia pode, num real sentido, ser definida como a religião de outro povo. E a religião pode, num certo sentido, ser entendida como uma incompreensão popular da mitologia.

  • Minha definição favorita de mitologia: a religião das outras pessoas. Minha definição favorita de religião: a incompreensão da mitologia. A incompreensão consiste na interpretação dos símbolos mitológicos espirituais como se fossem fundamentalmente referências a acontecimentos históricos. Interpretações provincianas localizadas separam as várias comunidades religiosas.

 Um sistema de símbolos mitológicos somente atua se operar na esfera de uma comunidade de pessoas que tenham experiências essencialmente análogas, ou, para nos expressarmos de outra maneira, que partilhem do mesmo domínio de experiência de vida.

  • O ritual eficiente, nas mãos erradas, pode ser extremamente perigoso. Isso é bem personificado em Hitler, que era um gênio no emprego do ritual para desenvolver consciência nacional. Ele foi um orador poderoso e carismático no centro de colossais comícios que, como um alemão uma vez me disse, com sua música, sua iluminação e banderolas agitadas, quase o fez, contra sua vontade, erguer sua mão na

 Um espaço sagrado, portanto, é qualquer área, por exemplo, cavernas, na qual tudo é feito para transformar o ambiente numa metáfora. Talvez você possa dizer que o "Espaço Sagrado está em todo lugar", mas somente pode fazê-lo depois de ter aprendido a disciplina do espaço sagrado e haver apreciado a significação metafórica dos objetos ali encontrados.

  •  O principal interesse da catedral não é como parece do lado exterior, mas como é experimentada no interior. Ela cria um espaço santo, um espaço sagrado que a nada se refere salvo ao mistério. Quando sua construção tem êxito, o resultado é um perfeito equilíbrio de impulso e sustentação, que é ele próprio uma afirmação de energia e espaço.

 

A quarta função da mitologia tradicional é conduzir o indivíduo através dos vários estágios e crises da vida, isto é, ajudar as pessoas a compreender o desdobramento da vida com integridade. Essa integridade supõe que os indivíduos experimentarão eventos significativos a partir do nascimento, passando pelo meio da existência até a morte em harmonia, primeiramente com eles mesmos, em segundo lugar com sua cultura, em terceiro lugar com o universo e, finalmente, com aquele mysterium tremendum que transcende a eles próprios e a todas as coisas.

  • As linguagens metafóricas tanto da mitologia quanto da metafísica não denotam mundos ou deuses reais, e sim conotam níveis e entidades no interior da pessoa tocada por elas. As metáforas apenas aparentam descrever o mundo exterior do tempo e do espaço. Seu universo real é o domínio espiritual da vida interior. O Reino de Deus está no interior de você.
  • A vida não possui nenhum significado absolutamente fixo.


Uma forma de privar você mesmo de uma experiência é, com efeito, ter a expectativa dela. Uma outra é ter um nome para ela antes de ter a experiência. Carl Jung afirmou que uma das funções da religião é nos proteger da experiência religiosa. Assim é porque na religião formal tudo é concretizado e formulado. Entretanto, devido à sua natureza, uma tal experiência é a experiência que somente você pode ter.

 Escrituras Shinto lê-se que os processos naturais não podem ser maus. Na nossa tradição todo impulso natural é pecaminoso a menos que tenha sido purificado de alguma maneira.

 Praticamente todas as mitologias do mundo usaram essa idéia "elementar" ou co-natural de um nascimento virginal para se referir a uma realidade espiritual em lugar de uma realidade histórica. O mesmo vale, como sugeri, para a metáfora da terra prometida, que em sua denotação nada assinala, exceto um pedaço de geografia terrena a ser tomado pela força. Sua conotação, ou seja, seu significado real, contudo, é a de uma região espiritual no coração que só pode ser adentrada por meio da contemplação.

Um princípio metodológico básico, a ser considerado ao interpretar a mitologia em termos psicológicos, nos indica que aquilo que no mito é chamado de "outro mundo" deve ser entendido psicologicamente como mundo interior ("o Reino do céu está dentro de ti"), e que aquilo que é referido como "futuro" é o agora.

Conta-se que Hallaj comparou o desejo do místico ao da mariposa pela chama. A mariposa vê uma chama ardendo à noite numa lanterna e, tomada de um desejo irresistível de estar unida àquela chama, põe-se a revolutear em torno da lanterna, namorando a flama até o alvorecer, quando retorna às suas companheiras para narrar-lhes nas mais doces palavras a sua experiência. "Você não parece ter melhorado com isso", é o que comentam, pois notam que suas asas estão amarrotadas e feridas: esta é a condição do asceta. Mas a mariposa volta na noite seguinte e, encontrando um vão no vidro da lanterna, se une completamente à sua amada, tornando-se ela mesma a chama.

Tampouco é nossa sociedade o que foi a antiga. As leis da vida social atualmente mudam a cada minuto. Não há mais segurança no conhecimento de alguma lei moral que foi comunicada. É preciso buscar os próprios valores e assumir responsabilidade pela nossa própria conduta, e não simplesmente seguir ordens transmitidas de algum período do passado. Ademais, estamos intensamente cientes de nós mesmos como indivíduos, cada um responsável pela sua própria senda, diante de si mesmos e de seu mundo.

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________________________ continua...

03 novembro, 2020

[Filme] Idiocracia (2006)

 


Introdução


O filme mostra um mundo futurista dominado por idiotas, o que não poderia ser diferente, pois todos os seres humanos se tornaram idiotas.

O interessante é como o roteiro mostra como isso se deu: eles venceram pelo número. Os idiotas normalmente produzem grandes proles de idiotas que, por sua vez, também produzem grandes proles de idiotas e assim sucessivamente.

Como os inteligentes produzem poucos ou nenhum filho, com o tempo a população deixa de ter pessoas inteligentes e o mundo cai em trevas.


Por que ver?


Para perceber que:

  • O "emburrecimento" da população é um fenômeno real que atrapalha o crescimento do país;
  • Os idiotas estão gradativamente dominando os cargo-chave da administração do Estado,
  • Há soluções para o problema, mas não serão aplicadas, pois seus aplicadores ainda não entenderam como elas funcionam.


Conclusão


Creio que certas profecias do filme já se realizaram e os idiotas já chegaram ao poder a tempos. 

A prova disso é simples. Basta você olhar à sua volta: quase nenhum serviço público funciona corretamente (segurança, saúde, educação etc.) por "n" fatores. Sei que a corrupção é o principal problema, mas ninguém resolve isso nunca.

Conforme explica T.I. do Poder:

"No Brasil, esta realidade não está distante, as pessoas estão cada vez mais alienadas e influenciadas por programas de TV que ridicularizam a nossa própria imagem, nos tornando assim escravos da mídia.
Talvez ainda tenha uma solução, mas não é isso que a sociedade está transmitindo, cada vez mais se tornam presos a esses meios, e ficam dependentes da tecnologia. Sempre encontrando um meio mais rápido de resolver as coisas."
Enfim, recomendo.

Grande abraço!

06 agosto, 2020

[Curso] História da Arte (2020)


Fernando Caiafa fala sobre a História da Arte. 

Caiafa é graduado em História pela Universidade de São Paulo(2001) e especialização em História da Arte pelo Fundação Armando Álvares Penteado(2015). Atualmente é Professor de História da Universidade Paulista. Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil.

Toda semana tem vídeo novo sobre História da Arte no canal do História Online.

A melhor parte é que o curso é gratuito: uma ótima forma de você aumentar sua cultura geral, sem diminuir suas finanças.

Antes arte do que nunca.

Grande abraço!

29 julho, 2020

[Livro] A Arte da Guerra (470 a.C.)/ Sun Tzu




Introdução


Esse livro é essencial e merece ser relido de tempos em tempos. Em poucas páginas o autor desenvolve uma estratégia excelente para conflitos e para a vida.

Com ele aprendemos a lidar com nossa energia, que é a vontade de agir e de conquistar objetivos, levando em consideração o ambiente a nossa volta. 


É um livro sobre princípios e não sobre regras, o que permite aplicar seus ensinamentos a qualquer problema, como se preparar para uma prova ou conquistar uma mulher.

Umas das ideias mais legais: se preocupe em não cometer erros. Quem aplica isso já tem meio caminho andado para atingir qualquer objetivo.


Conselhos Úteis


Selecionei sete frases aleatórias para medição:


  • Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas.
  • Aquele que se empenha a resolver as dificuldades resolve-as antes que elas surjam. Aquele que se ultrapassa a vencer os inimigos triunfa antes que as suas ameaças se concretizem.
  • A suprema arte da guerra é derrotar o inimigo sem lutar.
  • Não é preciso ter olhos abertos para ver o sol, nem é preciso ter ouvidos afiados para ouvir o trovão. Para ser vitorioso você precisa ver o que não está visível.
  • A evolução do Homem passa, necessariamente, pela busca do conhecimento.
  • A habilidade de alcançar a vitória mudando e adaptando-se de acordo com o inimigo é chamada de genialidade.
  • O verdadeiro objetivo da guerra é a paz.


Remissões



  • Art of War (2009) - um belo documentário sobre o livro com duração de cerca de 1h30: mais uma maneira de aprender sobre a guerra no conforto de seu sofá.



Conclusão



Seja Fūrinkazan


veloz como o vento, tão gentil como floresta, feroz como fogo, inabalável como  montanha.


Pela ótica de uma antiga estratégia de guerra chinesa, você poderá dar uma nova abordagem a seus problemas e, com sorte, solucioná-los.

Essencial.

Grande abraço!

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25 julho, 2020

[Doc] Icarus (2017)





O filme explica de que pelo menos desde de 1968 há um esquema informal e ilegal de fornecimento de dopping para atletas russos mantido pelo próprio governo russo.

Isso na prática é mantido por laboratórios governamentais que atuam sob ordens diretas do ministério dos esportes e conta também com ajuda de membras da policia secreta russa (antiga KGB). No passado eles compravam drogas da China e hoje sabe lá de onde vem essas vitaminas.
Recentemente (2012-2016) foi percebido que esse esquema, que beneficiou mais de 1000 atletas olímpicos russos, inviabilizava o ideal de competição justa nas provas internacionais.

Mesmo assim, após fartas provas (mais de 1.600 documentos) e investigações dos órgãos esportivos internacionais responsáveis por administrar medidas antidoping no sentido de que essa fraude é mantida pelo governo da Rússia, a instituição responsável pelos jogos olímpicos preferiu não banir os atletas, sob o argumento de que a política não pode prevalecer sobre o esporte.

Fica a sensação de que grandes esquemas de fraude (aqueles mantidos pelas instituições mais poderosas de uma nação) não podem ser derrubados e vida que segue.

Remissões: essa sensação de impunidade é mesma que senti ao ver documentários como Hard Nox (2018) e Mestre do Universo (2013), respectivamente sobre a indústria automobilística  multinacional Volkswagen e as instituições financeiras na Alemanha. O jogo premia o trapaceiro.

Recomendo o filme.

Grande abraço!


P.s.: vi no Netflix


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03 novembro, 2019

A Religião e Eu

 

pexels

Introdução 

 

Uma forma de privar você mesmo de uma experiência é, com efeito, ter a expectativa dela. Uma outra é ter um nome para ela antes de ter a experiência. Carl Jung afirmou que uma das funções da religião é nos proteger da experiência religiosa. Assim é porque na religião formal tudo é concretizado e formulado. Entretanto, devido à sua natureza, uma tal experiência é a experiência que somente você pode ter. (Isto És Tú (2002)/ Joseph Campbell)


Todo mundo tem opinião sobre religião, política e futebol. 

De futebol não sei nada e nem saberei. De política tenho que estudar mais. 

Sobre religião divido minhas conclusões nesse post.


Minha Experiência 


Nos meus primeiros dez anos de vida, minha família passou por diversas religiões:


  • Catolicismo - quando criança - fui batizado por um padre;
  • Religiões Afro (umbanda, candomblé):  quando criança - me davam coca-cola e biscoito para eu ir e quando chegava no terreiro não tinha nada pra fazer. Então ficava brincando por ali. Não cheguei a fazer a cabeça.
  • Espirismo kardecista: quando criança - tinha que ficar do lado de fora esperando a sessão terminar.
  • Protestanismo pentecostal: cresci participando de diferentes denominações. Fui batizado (novamente) e contabilizo que fui membro por 25 anos.

Mundo atual



Atualmente continuo crendo nas palavras de Cristo e busco interpretar a Bíblia e parte da realidade a partir delas.

Acho paradoxal que o mercado religioso tenha transformado em milionários alguns sacerdotes e não vejo futuro para mim hoje dentro das igrejas: elas pararam no tempo. 

Isso não significa que eu não tenha obtido experiência positivas ou feito amigos lá dentro (um de meus maiores amigos é pastor batista). Apenas significa que minha vida é maior que uma parte, a igreja.

Isso também não significa que outras pessoas obtenham uma experiência positiva a partir das Igrejas. Ninguém é igual.

Destaco que eventualmente visito algum culto religioso, mas não consigo mais me enxergar como um membro engajado. Prefiro assistir sermões pelo youtube. 

Dízimo 


Pagar dízimo: nunca paguei nem pagarei, prefiro a IF. Já dei ofertas, mas 10% de meus ganhos é absurdo.

 

Engraçado que muita gente acha fundamento em uma lei judaica tribal que era aplicada a milhares de anos atrás em outro continente para continuar cobrando do povo. Triste. Não acho absurdo torrar o salário com qq coisa (drogas, prostituição, chocolate etc), mas acreditar que Deus realmente quer seu dinheiro é complicado... O que ele vai fazer com essa grana?

 




Conclusão 


Respeito todas as religiões (participei de várias), mas acredito que o Brasil seguirá com o tempo o mesmo caminho que países da Europa seguiram: o fechamento de igrejas e o esquecimento de denominações religiosas em razão de sua irrelevância cada vez maior nos tempos atuais.

Claro que isso ainda vai demorar muito aqui, pois o Brasil é um país atrasado e com uma população iletrada, mas é a tendência.

Enfim viva sua vida do jeito que quiser e até o fim.

Grande abraço!


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30 outubro, 2019

[Livro] De Que Serve Ser Culto(2016)/ Normand Baillargeon




Introdução


Esse é o livro que eu precisava ler para melhorar minha caminhada em busca de conhecimento, pois pela cultura e a educação, nos tornamos melhores.


Lições



(...) não são tantos os saberes relativos a certos conteúdos culturais que caracterizam o detentor de cultura geral , e sim essa segunda natureza que faz com que ele saiba de imediato o que é e o que não é apropriado. Essa segunda natureza nos ensina a como nos comportamos em sociedade. Graças a ela, se pelo menos você adquirir cultura geral, logo saberá se é permitido ou não falar de futebol nesta ou naquela companhia, e o que convém dizer a respeito onde for possível mencioná-lo; também saberá, na ponta do cérebro, se assim posso dizer, o que pensar sobre os filmes de Woody Allen e os westerns spaghetti, quer você goste deles ou não, conheça ou não uns e outros, pouco importa. 
Ora, essas proibições e esses sinais verdes, esses terrenos minados e esses por onde, ao contrário, é bem visto e até recomendado passar, tudo isso é essencialmente balizado pela divisão da sociedade em classes, de modo que adquirir cultura geral é dotar-se das referências e da sensibilidade que permitem ou não, instantaneamente, se reconhecer nela e sentir-se como que em casa.


O caráter classista dos conteúdos culturais, a arbitrariedade de sua escolha, o papel que representam na reprodução das desigualdades sociais, tudo isso constitui uma primeira razão, válida até prova do contrário, para se demonstrar grande desconfiança por essa cultura geral.


(...) a cultura erudita, assim como nossa cultura no sentido amplo e como a cultura geral que ela promove, tenderam - e ainda tendem - a excluir as preocupações, os interesses e as realizações da metade feminina da humanidade. (...) E está claro que argumentação semelhante à que acabo de expor a respeito das mulheres poderia ser apresentada sobre homossexuais, as lésbicas, os transgênero e suas experiências e contribuições para o patrimônio comum.


(...) a cultura geral continua a ser literária e humanista, no sentido em que se entende a palavra desde o renascimento. Nisso, é culpada por outra série de graves omissões, que lhe tiraram qualquer pretensão de ser de fato geral, devido ao pouco espaço que dá às ciências empíricas e experimentais. (...) encarar hoje a cultura geral sem admitir como uma obviedade que ela comporta uma sólida cultura científica é algo que me parece propriamente irreal.


(...) um número considerável de pessoas não tem cultura geral, não só porque, como afirmei, o que se entende por essa expressão limita-se, no mais das vezes, a uma cultura literária e humanista à qual falta cultura científica para ser uma verdadeira cultura geral, como também porque os que possuem essa cultura científica só tem, por sua vez, pouca cultura literária e humanista.


Entre as ciências cujo conhecimento é indispensável para quem quer possuir cultura geral, há uma, em que gostaria de insistir, que deve ocupar um lugar à parte. Não é empírica nem experimental, como as que acabo de mencionar: trata-se da matemática, como se terá adivinhado.

Desconfio que muita gente falharia nesse pequeno teste: sofrem de uma mal a que chamo de inumerismo, o que é uma espécie equivalente para os números, e mais geralmente para a matemática, do bem conhecido e deplorável iletrismo. Porém, o inumerismo tem a peculiaridade de não parecer vergonhoso para todos e todas que dele padecem. Melhor: quase se gabariam do mal. 
Por pouco, a frase "Eu, de matemática, nunca entendi nada", seria dita com um toque de orgulho, e até mesmo proferida como um título de glória. Desnecessário dizer que se o lugar ocupado pelas ciências na concepção usual da cultura geral é bem diminuto, o que é atribuído à matemática é quase inexistente. Que pena! Como pretender ser culto quando se sofre de inumerismo? Ignorar o que são, digamos, um modo, uma média, um desvio padrão, equivale a não saber o que são um soneto, uma novela ou um editorial.


(...) a cultura geral deveria exercer em quem a possui um conjunto de efeitos observáveis examinando-se simplesmente como essa pessoa leva a própria vida, a qual deveria, se podemos dizer, estar impregnada dessa cultura. É que a cultura geral adquirida não é em si letra morta, coisa inerte: é viva, atuante e transformada em profundidade quem a possui e em quem ela vive. 
Para começar, a cultura geral deveria contribuir para a ampliação da perspectiva que ele ou ela tem do mundo e que lhe permite escapar do enclausuramento , geralmente tão pesado, do aqui e agora. Em suma, ao ampliar o círculo da experiência humana que nos tornamos capazes de captar, de compreender, e muitas vezes de amar, essa cultura geral é, como diz tão lindamente Renaud, tudo o que faz com Que você possa viajar do seu quarto/ Em torno da humanidade.


Ora, parece-me que isso decorre da suposta aquisição de certas virtudes (para retomar um termo antigo e fora de moda).
Entre essas virtudes, algumas me parecem capitais. Alargar as perspectivas, cognitivas e outras, que podemos ter sobre o mundo por meio da cultura, livrar-se dos acasos acidentais do aqui e agora que a as acompanham, tudo isso deveria, na verdade, alimentar o reconhecimento da fragilidade de nosso saber, de nossa insignificância individual face a extensão da experiência humana, das limitações e contingências de nossos julgamentos, sempre revogáveis, em suma, alimentar o que chamarei de certa "humildade epistêmica". 
Esta, em troca, nutre uma perpétua atitude crítica, que nada considera como sendo óbvio e examina sem cessar tudo o que se apresenta como verdadeiro ou estabelecido, e que por todo lado exerce essa  atitude crítica, até sobre si mesma. Essas virtudes - humildade, falibilidade, perspectiva crítica - estão, a meu ver, entre as mais importantes, são talvez as principais virtudes que a autêntica cultura geral deveria proporcionar.


Temos acesso ao mundo via uma espécie de janela através da qual um número limitado de itens pode ser tratado: na verdade, calcula-se justamente que são sete, mais ou menos dois, o número de itens que pode conter essa janela, a qual chamamos de nossa "memória de trabalho". Depois disso, ficamos intelectualmente submergidos.


Disso decorre que, para pensar de maneira crítica e criativa em determinada questão, deve-se possuir um saber pertinente nesse campo que permita agrupar dados e superar as limitações de nossa memória de trabalho. E quando discutimos com outra pessoa, esse saber é inevitavelmente posto em jogo: se não o possuímos, ficamos mais ou menos excluídos da conversa democrática da qual não entendemos uma vírgula. Essas conclusões reforçam a ideia da necessidade de uma bagagem cultural comum, devido a razões intrínsecas, mas também políticas.


Agora devemos abrir nossa visão da cultura geral a fim de que escape às críticas enunciadas contra ela (preconceito de classe, sexismo, racismo, elitismo, ocidentalocentrismo e etnocentrismo). A determinação dos conteúdos da nova cultura geral deverá, para isso, se alimentar dos diversos trabalhos, alguns bem recentes que abriram caminhos em variadas direções, permitindo neutralizar as tendências e exclusões evocadas no primeiro capítulo.

O cânone que daí emerge não é definido de uma vez por todas e traduz a dinâmica das transformações que caracterizam nossas sociedade. Aliás, o que pertence a esse cânone que daí emerge não é definido de uma vez por todas e traduz a dinâmica das transformações que caracterizam nossas sociedades. Aliás, o que pertence a esse cânone nele figura menos pelas respostas apresentadas do que pelas perguntas feitas e pela maneira, crítica, como as respostas são apresentadas.


(...) Hirst enumera as seguintes formas de saber: matemática, as ciências físicas, as ciências físicas, as ciências humanas, a história, a religião, as belas artes e a literatura, a filosofia, a moral. (Em textos posteriores, ele revisará um pouco essa lista, mas aqui não é lugar para nos determos nessas revisões.)

Tal educação científica, em meu espírito, ainda é diferentes da tecnológica - esta que nos prepara para usar as tecnologias em nossas vidas privadas e no trabalho. O que deveríamos visar é a compreensão dos princípios e dos métodos da ciências, e mais que seu vocabulário especializado (embora sem negligenciá-lo), os fatos e teorias científicas. Todos, ao saírem da escola, deveriam saber o que caracteriza a ciência como método, nada ignorar de seus princípios e ter feito ao menos um giro qualitativo pelos principais resultados das diferentes ciências.


Essa educação deveria se concentrar nas "grandes ciências" e, portanto, introduzir à física, à astronomia, à química, às ciências da terra e à biologia (inclusive ecologia científica). Deveria, enfim, apresentar a ciência como uma aventura intelectual, exaltante e exemplar, mas também como uma aventura humana, e para isso inscrever fortemente a ciência em seus contextos sociais e históricos (...).


A matemática ocupa um lugar à parte nas formas de saber e na cultura geral assim como a desejo.

Sem entrar nos pormenores do conteúdo desse aspecto da cultura geral, sublinharei que as estatísticas e as probabilidades ocupam um lugar central nessa formação, mas também, desnecessário dizer, a geometria e as noções de álgebra - embora não o cálculo. A aritmética, evidentemente, não está ausente do corpus.

O lugar da literatura (e das artes em geral, porém em graus variáveis para cada uma) na cultural geral é inconteste e não perderei tempo em defendê-lo, como infelizmente se deve fazer o tempo todo para as ciências e a matemática.

(...) a historicização dos conceitos, das teorias, das ideias, é um caminho a privilegiar a qualquer tempo. Na verdade, só ela proporciona a convicção de que aquilo que está em pauta é, sempre, um mundo humano, que se constrói, pouco a pouco com seus avanços e recuos, seus êxitos e fracassos.

(...) o que caracteriza a filosofia como forma de saber? Conjecturo que é o fato de que nela se apresentam problemas singulares que são, em grande medida, de natureza conceitual. (...) esse problemas se caracterizam pela indeterminação dos métodos adequados para enfrentá-los: na verdade, a filosofia se distingue por uma pluralidade de enfoques, e quando um filósofo ou uma filósofa escolhe um deles, sabe que deverá defender essa decisão contra aqueles que fizeram outras escolhas, cuja legitimidade, aliás, ele ou ela pode muito bem acatar.

Nenhuma cultura geral digna do nome es´ta completa sem ter se confrontado com esses conceitos, problemas, métodos e teorias que a filosofia, e só ela, apresenta.

(...) em matéria de produções culturais além da relatividade interpessoal, intercultural e histórica dos juízos e gostos, existem de fato normas universais e padrões para se julgar a excelência. É verdade que os juízos que apresentamos ao aplicar essas normas não são definitivos; são tão passíveis de revisão quanto os da ciência são falíveis: mas reconhecer  isso não equivale a admitir que essas normas não existem. A meu ver, é David Hume que, nessa controvérsia, indica a boa direção, observando que os juízos de gosto de pessoas que satisfazem a certas condições precisas tornam essas pessoas verdadeiros juízes de gosto, e seus veredictos reunidos, a norma.


São cinco essas condições.

A primeira é a delicadeza da imaginação, ou seja, a sensibilidade do espírito para as emoções mais sutis, a capacidade de sentir e distinguir belezas (ou feiuras) ali onde outro espírito, privado dessa característica ou só a possuindo em menor grau, não as distingue. 
A segunda é a prática, que pelo exercício fortalece essa delicadeza; assim chegamos, inevitavelmente, a estabelecer comparações entre os objetos que julgamos, e essas comparações são indispensáveis à formação do gosto e da capacidade de julgar.
Daí a terceira condição que Hume lista: a comparação. 
No entanto, diversos fatores podem perverter nosso juízo: nossa amizade ou inimizade por uma ou um artista, nossa incapacidade de nos colocarmos na perspectiva daqueles e daquelas a quem a obra está ou estava destinada, e vários outros; uma indispensável ausência de preconceitos é, portanto, a quarta condição que Hume cita.
Finalmente, como corrigir essas ameaças pelo exercício de um julgamento saudável? Segundo Hume, graças a uma dose de bom senso, único meio capaz de preservar as indispensáveis faculdades intelectuais que o julgamento de gosto emprega, ainda que não sejam as primeiras. Por esse bom senso, ou seja, pela razão, assimilamos como um conjunto as partes isoladas de uma obra, as correspondências mútuas entre as partes, rememoramos o objetivo visado pela obra e as regras que presidem à sua confecção.

Além da educação, a mídia é o grande vetor pelo qual uma sociedade inscreve sua preocupação com a cultura geral de seus membros e a qualidade da conversa democrática. mas a comercialização e a preocupação com a rentabilidade que atualmente a movem, e em que o aumento da audiência é o único horizonte, unidas à concentração cada vez maior de seus proprietários... Tudo isso alimenta inquietações legítimas quanto à compatibilidade dessas armas de diversão maçiça com um ideal de cultura geral comum e difundida.

(...) longe de contribuir para a exigência da conversa democrática, os meios de comunicação tendem, na verdade, a desemprenhar um papel essencialmente propagandístico e a propor uma visão unívoca e simplificada do mundo, a qual está amplamente a serviço das instituições dominantes.

Resumindo, e aqui evocaremos Montaigne, todo educador visa a formar uma cabeça bem feita: deveria, portanto, visar, não a enchê-la de conhecimentos, informações e "simples fatos" rapidamente caducos, mas desenvolver pela prática essas indispensáveis habilidades de alto nível que, em seguida, o aluno poderá utilizar em diferentes contextos - isto é, transferir - e ao longo de toda a sua vida.

 A tragédia é que - e Montaigne bem sabia - sem esses simples fatos, essas faculdades intelectuais não conseguem se revelar, e elas não existem independentemente deles: sem uma rica bagagem de conhecimentos em cada forma de saber, não há pensamento crítico, criador, etc., nessa forma de saber.

Portanto, volta-se à longa, pesada mas indispensável tarefa de transmitir, pacientemente, pouco a pouco, os diversos conteúdos da cultura geral que decidimos fazer alguém adquirir.


Conclusão 


Enfim, não basta querer (sem gostar) de cultura geral, pois conforme é citado no livro:

"O verbo ler não suporta o imperativo. Aversão que com alguns outros: o verbo amar... o verbo sonhar".


Foi uma leitura bem legal nas férias desse ano em São Pedro da Aldeia/RJ.

Grande abraço!

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30 agosto, 2019

[Lista] Bibliografia Joseph Campbell (1904-1987)

O antropólogo Joseph Campbell

Obras 

 


 

  • As Transformações dos Mitos Através do Tempo. São Paulo: Cultrix, 1992.

 


 

  • O Herói de Mil Faces. São Paulo: Cultrix, 1992 

 


 

  • O Voo do Pássaro Selvagem -- Ensaios sobre a universalidade dos mitos. São Paulo: Rosa dos Tempos, 1997. Edição esgotada,  

 


 

  • Todos os Nomes da Deusa. Rio de Janeiro: Record: Rosa dos Tempos, 1997 - 204 p.

 


 

  • A Imagem Mítica. Campinas: Papirus, 1999.

 


 

  • Para Viver os Mitos. São Paulo: Cultrix, 2000.

 


 

  • Mitos, Sonhos e Religião. São Paulo: Ediouro, 2001.

 

 

  • Isto és tu. São Paulo: Landy, 2002.
  • Mitologia na Vida Moderna. São Paulo: Rosa dos Tempos, 2002.
  • Reflexões Sobre a Arte de Viver. São Paulo: Gaia, 2003.
  • As Máscaras de Deus, vol. 1 - Mitologia Primitiva. São Paulo: Palas Athena, 2004.
  • As Máscaras de Deus, vol. 2 - Mitologia Oriental. São Paulo: Palas Athena, 2004.
  • As Máscaras de Deus, vol. 3 - Mitologia Ocidental. São Paulo: Palas Athena, 2004.
  • As Máscaras de Deus, vol. 4 - Mitologia Criativa. São Paulo: Palas Athena, 2004.
  • Mitos de Luz. São Paulo: Madras, 2006.
  • Mito e Transformação. São Paulo: Ágora, 2008.
  • O Poder do Mito. São Paulo: Palas Athena, 2009.
  • Deusas: Os Mistérios do Divino Feminino. São Paulo: Palas Athena, 2015.
  • Todos os nomes da Deusa, é a última obra escrita de Joseph Campbell. O trabalho conta com a colaboração de Riane Eisler, Marija Gimbutas e Charles Musès.

Biografia 

  • COUSINEAU, Phil. A Jornada do Herói - Joseph Campbell - Vida e Obra. São Paulo: Ágora, 2004.

Documentário 

  • O Poder do Mito. 1988.

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