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03 setembro, 2021

[Livro] The Zane Body Training Manual (2012)

 


 Agachamento Ereto no Leg Blaster


" A melhor maneira de agachar e fazer com que suas coxas façam todo o trabalho sem colocar pressão na região lombar e nos joelhos é o Leg Blaster. Milhares de pessoas foram capazes de continuar agachando e reter aquela importante massa muscular magra no coxas e glúteos. Eu sou um deles. Não consigo fazer agachamentos com barra desde 1982. Agachar-se com uma barra nas costas dobra a parte superior do corpo para frente conforme você vai mais pesado e mais pesado. Isso é ainda mais aparente para pessoas altas com pernas longas. Com a Leg Blaster, suas mãos estão livres para segurar a barra de equilíbrio enquanto você agacha. Eu vou fundo em o agachamento completo, mantendo os joelhos alinhados com os dedos dos pés, a parte superior do corpo ereta e não exatamente travando no topo do agachamento" (The Zane Body Training Manual - 2012)

foto: Ironman Magazine (2008-06)

 Frank Zane é inspirador.

Dando uma olhada no livro dele de 2012, me deparei com esse tipo de agachamento.

Ainda que a máquina (Leg Blaster) seja de difícil importação (é mais barato fabricar aqui), creio que o princípio que orienta o exercício nela realizado possa facilmente ser utilizado por qualquer praticante.

Enfim, teste por si mesmo.

Grande abraço!

 

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26 maio, 2021

[Seriado] House of Lies (2012-2016)

 


Introdução 


"Marty Kaan (Don Cheadle) é um bem-sucedido empresário que comanda uma empresa de consultoria. Para descobrir as informações de que seus clientes precisam, ele é capaz de qualquer coisa, até mesmo mentir e manipular quem estiver ao seu redor."

Cheguei a ver 3 das 5 temporadas.

O seriado alterna comédia e drama ao mostrar as mazelas do mundo corporativo, em especial o trabalho de firmas de consultoria. 

Claro que há um exagero, mas quando comecei a ler o livro "Desmascarando a Administração", passei a pensar que esse exagero fosse bem menor, para não dizer inexistente, no que se refere às consultorias de administração.


Frases


Maya: Uau!
Ellis: Qual é o seu problema?
Maya: Meu problema? Meu problema é que você é o mesmo idiota pomposo, desdenhoso e arrogante de sempre. Porque você diz essas coisas que deveriam ser profundas. Eles não significam absolutamente nada. "O futuro está chegando mais rápido do que qualquer um de nós poderia ter previsto." Foda-se!

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Jeannie: Aquele é Ellis Hightower, o cara dos carros elétricos?
Marty: Sim, é.
Jeannie: Merda ... O que tenho que fazer para entrar aqui?
Marty: Cometa um crime. Faça crescer um pênis. Espere um minuto. Acho que você já fez um desses.
Jeannie: Bem, vou trabalhar nesse pênis.

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Ouça, essa não é realmente minha área de especialização. Existem consultores jurídicos, mas eles têm que fazer um trabalho real. (Marty)

Links






  • Livro: "Desmascarando a Administração" - defende que a Ciência da Administração não é ciência e que consultores são apenas abutres quase inúteis para qualquer negócio.

Conclusão


Cuidado com firmas de consultoria administrativa.

Não vejo ninguém falando na finasfera desse seriado, mas ele sintetiza tudo que não gosto do mundo corporativo.

Recomendo.

Grande abraço!

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15 maio, 2021

[Livro] Tudo Que É Ruim É Bom Pra Você - Parte I (2012)/Steven Johnson

 

 

A Curva do Dorminhoco - A cultura popular de hoje pode não estar nos mostrando o caminho da retidão. Mas está nos deixando mais inteligentes.

Eis a Curva do Dorminhoco: as formas mais depreciadas de diversão em massa – videogames, programas violentos de TV e sitcoms juvenis – acabaram sendo nutritivas, afinal de contas. Durante décadas acreditamos que a cultura de massa segue uma tendência constante de declínio rumo a um mínimo denominador comum, supostamente porque as “massas” desejam prazeres simples e burros e as grandes empresas de comunicação querem dar às massas aquilo que elas desejam. Mas, na verdade, está acontecendo exatamente o contrário: intelectualmente, a cultura está ficando cada vez mais exigente, não menos.
 

Games - Parte 1

 

o poder cativante dos jogos está relacionado à capacidade que eles têm de estimular os circuitos naturais do cérebro ligados às recompensas.
 

A vida real é cheia de recompensas, o que é uma das razões pelas quais existem tantas formas de vício. É possível ser recompensado com relações amorosas ou sociais, sucesso financeiro, drogas, compras, chocolate e assistindo à vitória de seu time. Mas, sem considerar supermercados e shopping centers, a maior parte da vida transcorre sem que as potenciais recompensas disponíveis estejam definidas claramente. Você sabe que gostaria de receber aquela promoção, mas ela está bem longe, e agora você precisa despachar aquele memorando. As recompensas da vida real costumam flutuar nas margens da existência cotidiana – exceção feita às recompensas primárias da alimentação e do sexo, que viciam mais do que videogames. 

No mundo dos games, as recompensas estão por toda parte. O universo está literalmente cheio de objetos que produzem recompensas articuladas de forma muito clara: mais vidas, acesso a novas fases, novos equipamentos, novos encantamentos. As recompensas dos games são fractais; cada escala contém sua própria rede de recompensas, seja quando você está aprendendo a usar o controle, simplesmente tentando resolver um enigma para ganhar mais dinheiro, seja tentando completar o objetivo principal do jogo.
 

“Busca” é a palavra perfeita para definir o impulso que esse modelo instila nos jogadores. É claro que você quer ganhar o game, e talvez acompanhar a narrativa completa. Nas etapas iniciais, você talvez fique fascinado pelo visual do game. Mas, na maior parte do tempo, quando já está fisgado pelo jogo, o que o atrai é uma forma elementar de desejo: de descobrir o que vem a seguir. Você quer cruzar aquela ponte para ver como é a zona leste da cidade, ou experimentar aquele módulo de teletransporte, ou construir um aquário no porto. 

Para quem nunca sentiu essa espécie de compulsão, o motivo subjacente pode parecer um pouco estranho: aproveitando a máxima do montanhismo, você quer construir o aquário não porque ele existe, mas sim porque ele não existe, ou, pelo menos, ainda não existe. Ele não está ali, mas você sabe – porque já leu o manual ou o guia do game, ou porque a interface o está exibindo – que, caso se empenhe, caso passe um pouco mais de tempo cultivando novos habitantes e examinando o orçamento do ano, poderá desfrutar do aquário.
 

muito mais do que os livros, o cinema e a música, os games obrigam o jogador a tomar decisões. Os romances podem ativar a imaginação, e a música pode despertar emoções poderosas, mas os games forçam a pessoa a decidir, a escolher, a priorizar. Todos os benefícios intelectuais do game derivam dessa virtude fundamental, porque aprender a pensar é, em última análise, aprender a tomar as decisões corretas: comparar indícios, analisar situações, consultar objetivos de longo prazo e então decidir. Nenhuma outra forma cultural pop exige o mesmo tipo de atividade do aparato decisório do cérebro. 

Vista de fora, a atividade primária de um jogador parece um furioso clicar e atirar, e é por isso que uma parte tão grande do pensamento convencional a respeito de videogames se concentra na coordenação visual-motora. Mas, quando se espia dentro da mente de um jogador, a atividade primária acaba sendo uma coisa completamente distinta: tomar decisões, algumas vezes imediatas, outras levando em consideração estratégias de longo prazo.
 

Essas decisões baseiam-se em dois modos de trabalho intelectual que são a chave para o aprendizado colateral nos videogames. Chamo-os de sondagem e telescopia.
 

James Paul Gee, pesquisador especializado em videogames, divide a sondagem em um processo de quatro partes, que ele chama de ciclo de “sondar, criar hipóteses, sondar de novo, repensar”: 

1.   O jogador deve sondar o mundo virtual (o que significa explorar o ambiente atual, clicar em alguma coisa ou realizar determinada ação). 
2.   A partir da reflexão feita durante a sondagem e depois dela, o jogador deve formular uma hipótese sobre que significado útil pode haver em algo (um texto, um objeto, um artefato, um evento ou uma ação). 
3.   O jogador sonda de novo o mundo considerando aquela hipótese, vendo o efeito resultante. 
4.   O jogador trata esse efeito como informação dada pelo mundo e aceita ou repensa a hipótese original. Em outras palavras: quando os jogadores interagem com esses ambientes, estão aprendendo o procedimento básico do método científico.
 

Determinar os objetivos parece algo bem simples. Se você parou de jogar no começo da década de 1990, ou se conhece os games apenas através de relatos de terceiros, provavelmente vai supor que os objetivos secundários devem ser alguma coisa como “atire naquele cara ali!”, “fuja dos monstros azuis!” ou “ache a chave mágica!”.
 

Um mapa dos objetivos de The Wind Waker, um dos jogos da série Zelda, é bem diferente: 

1. O objetivo final é resgatar sua irmã.     
2. Para isso, é preciso derrotar o vilão Ganon.         
3. Para isso, é preciso obter armas lendárias. 
4. Para localizar as armas, precisa-se da pérola de Din. 
5. Para conseguir a pérola de Din, é preciso atravessar o oceano. 
6. Para atravessar o oceano, precisa-se de um barco. 
7. Para fazer tudo isso acima, é preciso permanecer vivo e saudável. 8. Para fazer tudo isso acima, é preciso mover o controle.
 

Ao trabalho mental de administrar todos esses objetivos simultâneos dou o nome de “telescopia”, pela maneira como os objetivos se encaixam uns nos outros tal qual um telescópio recolhido. Gosto do termo também porque parte dessa habilidade consiste em dar atenção a problemas imediatos, mantendo, ao mesmo tempo, uma visão de longa distância. 

Não é possível progredir muito em um game se os quebra-cabeças encontrados pelo caminho forem sendo simplesmente resolvidos; é preciso coordená-los com os objetivos finais que estão no horizonte. Jogadores de talento conseguem manter em mente todos esses diversos objetivos ao mesmo tempo.
 

Em certo sentido, a analogia mais próxima da maneira como os jogadores pensam é o modo como os programadores pensam quando escrevem códigos: uma série interdependente de instruções com diversas camadas, algumas voltadas para as tarefas básicas de obtenção e armazenamento de informações na memória, outras para funções de nível mais alto, como a representação da atividade do programa para o usuário. 
Um programa é uma sequência, mas não uma narrativa; jogar videogame gera uma série de eventos que desenham uma narrativa em retrospecto, mas os prazeres e os desafios do jogo não equivalem aos prazeres de acompanhar uma história. A arte de sondagem e telescopia tem algo de profundamente parecido com a vida.
 

Mas nossas vidas não são histórias, pelo menos não no tempo presente – não somos consumidores passivos de uma trama narrativa. (Transformamos nossas vidas em histórias após o fato, depois que as decisões foram tomadas e os eventos se desdobraram.)
 

Para não jogadores, os games têm uma ligeira semelhança com clipes musicais: um visual ostensivo; a combinação de camadas de imagem, música e texto; alguns surtos de velocidade, em especial nas sequências pré-renderizadas de abertura. 

Mas o que de fato se faz quando se joga videogame – a maneira como a mente tem de funcionar – é radicalmente distinto. A questão não é tolerar ou estetizar o caos; é encontrar ordem e significado no mundo e tomar decisões que ajudem a criar essa ordem.
 
__________________continua...

07 abril, 2021

[Livro] Acredite, estou mentindo (2012)/ Ryan Holiday - parte 1

 


 BLOGS FAZEM AS NOTÍCIAS Jogamos pelas regras deles por tempo o bastante e o jogo se torna nosso. —ORSON SCOTT CARD, O JOGO DO EXTERMINADOR

 

BLOGS SÃO IMPORTANTES 

Por “blog” eu me refiro coletivamente a todas as formas de publicação online. Isso abrange tudo, de contas no Twitter aos sites dos grandes jornais, aos serviços de vídeo e aos sites com centenas de redatores. Não me importa se os donos se consideram blogueiros ou não. A realidade é que todos estão sujeitos aos mesmos incentivos, e eles lutam por atenção com táticas semelhantes.

 

Embora existam milhões de blogs na internet, você perceberá que alguns serão mencionados com frequência neste livro: Gawker, Business Insider, Politico, BuzzFeed, Huffington Post, Drudge Report e outros semelhantes. Isso não é porque eles sejam os mais lidos pelo público, mas porque são os mais lidos pela elite da mídia, e seus donos-apóstolos, Nick Denton, Henry Blodget, Jonah Peretti e Arianna Huffington têm imensa influência. Um blog não é pequeno se o seu punhado de leitores é constituído de produtores de TV e redatores de jornais de abrangência nacional.


Resumindo, os blogs são veículos nos quais os jornalistas dos meios de comunicação de massa – e seus amigos mais tagarelas e “informados” – descobrem e pegam notícias. Esse ciclo oculto está na origem dos memes que se tornam nossas referências culturais, das estrelas em ascensão que se tornam nossas celebridades, dos pensadores que se tornam nossos gurus e das notícias que se tornam nossas notícias.


(...) somos um país governado pela opinião pública, e a opinião pública é amplamente governada pela imprensa, então não é essencial compreendermos o que governa a imprensa? O que controla a imprensa, concluiu ele, controla o país.


(...) aqui está o ciclo novamente: 

Blogs políticos precisam de coisas para cobrir; o tráfego aumenta durante as eleições 

A realidade (eleição muito distante) não combina com isso Blogs políticos criam candidatos mais cedo; antecipam o início do período eleitoral 

A pessoa que eles cobrem, por ter a cobertura, torna-se um candidato real (ou até presidente) 

Os blogs lucram (literalmente); o público perde


A estrutura dos blogs cria conteúdo artificial, que se torna real e tem impacto no resultado de eventos do mundo real.

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23 janeiro, 2021

[Vídeo] Otimizando o Ambiente Hormonal


 

Já vi esse vídeos várias vezes.

Pra quem não quer tomar hormônio é um roteiro de otimização.

Abaixo faço um resumo das principais dicas, mas é importante assistir a palestra acima.


Recomendações:


  1. BF - percentual de gordura do corpo - manter baixo, para reduzir a aromatização
  2. Treinar natural  - por pelo menos 6 anos para usar seus hormônios primeiro
  3. Brócolis  - todos os dias na dieta para melhora da testosterona
  4. Ômega 3 - atum, sardinha ou cápsulas para melhora da testosterona
  5. Arginina - 6g antes de dormir e no pré-treino para aumento do GH
  6. Gaba - antes de dormir e no pré-treino para aumento do GH e otimização dos demais hormônios
  7. Alimentos de baixo índice glicêmico - devem ser a prioridade na dieta, para liberar menos insulina
  8. Tireóide - problemas nela são possíveis tratar com lugol (iodo) 2% (uma ou duas gotas, não é bom exagerar) em caso de hipotireoidismo
  9. Medicina - procure médicos de marombeiro para um atendimento diferenciado. Exames de sangue só podem ser feitos após dois dias de descanso do treino, sob pena de influir no resultado.
  10. Treine pesado.

 

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14 novembro, 2020

[Doc] Like A Machine - Eduardo Correa (2012)





Introdução 


Eduardo, é um fisiculturista de Florianópolis  conhecido como um dos melhores atletas do planeta em sua categoria, sendo o brasileiro que chegou mais longe em termos de títulos nesse esporte.

 O atleta, em seu documentário pessoal, tem sua rotina pessoal explicada e chegou a ser chamado por profissionais que acompanham seu dia a dia de "Like Machine" ( Como uma máquina), dada sua disciplina e garra.


Lições


Um pouco do que o atleta utiliza

Alimentos


  • salmão
  • filé de frango
  • filé de tilápia
  • brócolis, couve flor
  • cenoura
  • aveia (mingau de aveia, inclusive; receita aqui)
  • canela em pó
  • temperos sem sal 
  • whey, caseína


Drogas


  • creatina
  • glutamina
  • BCAA


Treino/Terapias



  • alongamento (sozinho, inclusive pré treino)
  • alongamento miofascial
  • quiropraxia
  • fisioterapia (preventiva, após os treinos)
  • nutricionista (acompanhamento)



Conclusão 


Essencial para os amantes do esporte.

Grande abraço!
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05 setembro, 2020

As Armas da Persuasão (2012)/ Robert B. Cialdini - Parte 1

https://www.pexels.com/photo/close-up-of-human-hand-327540/


A civilização avança ao ampliar o número de operações que podemos realizar sem pensar nelas. – ALFRED NORTH WHITEHEAD

Os etologistas, pesquisadores que estudam o comportamento dos animais em seu habitat natural, observaram que em muitas espécies o comportamento com frequência ocorre segundo padrões rígidos e mecânicos. Chamadas de padrões fixos de ação, essas sequências mecânicas de conduta são dignas de nota em sua semelhança com certas reações automáticas (clique, zum) dos seres humanos. 

Para humanos e não humanos, os padrões de comportamento automático tendem a ser desencadeados por uma característica isolada das informações pertinentes à situação. Essa característica isolada, ou característica desencadeadora, pode muitas vezes se mostrar valiosa, permitindo ao indivíduo decidir por uma linha de ação correta sem ter que analisar, de forma minuciosa e completa, cada uma das outras informações da situação. 

A vantagem dessa reação de atalho está em sua eficiência e economia. Ao reagir automaticamente a uma característica desencadeadora informativa, o indivíduo poupa tempo, energia e capacidade mental. A desvantagem dessa reação reside em sua vulnerabilidade a erros tolos e custosos. 
Ao reagir a apenas uma informação isolada disponível, o indivíduo aumenta as chances de se equivocar, sobretudo quando faz algo de forma automática, sem pensar. A probabilidade de erro aumenta ainda mais quando outros indivíduos procuram se beneficiar estimulando (por meio da manipulação de características desencadeadoras) um comportamento desejado em momentos inapropriados. 

Grande parte do processo de persuasão (pelo qual uma pessoa é compelida a concordar com a solicitação de outra) pode ser entendida como uma tendência humana pela reação automática na forma de atalho. A maioria dos indivíduos em nossa cultura desenvolveu um conjunto de características desencadeadoras para o consentimento, ou seja, um conjunto de informações específicas que normalmente apontam quando acatar um pedido pode ser correto e benéfico. Cada uma dessas características pode ser usada como uma arma (de influência) para estimular as pessoas a concordarem com pedidos.

Um princípio conhecido do comportamento humano afirma que, ao pedirmos um favor a alguém, teremos mais sucesso se fornecermos um motivo. As pessoas simplesmente gostam de ter motivos para o que fazem (Bastardi e Shafir, 2000).

Langer demonstrou esse fato previsível pedindo um pequeno favor a pessoas que esperavam na fila para usar a copiadora de uma biblioteca: “Com licença. Tenho cinco páginas. Posso usar a máquina de xerox porque estou com pressa?” A eficácia desse pedido acompanhado de um motivo foi quase total: 94% das pessoas indagadas deixaram que ela passasse à sua frente na fila. Quando ela fez o mesmo pedido sem dar uma justificativa (“Com licença. Tenho cinco páginas. Posso usar a máquina de xerox?”), apenas 60% dos consultados concordaram.


o comportamento estereotipado automático predomina em grande parte das ações humanas porque, em muitos casos, é a forma mais eficiente de comportamento (Gigerenzer e Goldstein, 1996) e, em outros, porque é simplesmente necessário (Bodenhausen, Macrae e Sherman, 1999; Fiske e Neuberg, 1990). Para viver no ambiente complexo e dinâmico dos dias de hoje, precisamos de atalhos. Não se pode querer reconhecer e analisar todos os aspectos em cada pessoa, acontecimento e situação com que deparamos, mesmo num único dia. 
Não dispomos de tempo, energia ou capacidade para tal. Em vez disso, temos muitas vezes que usar nossos estereótipos – nossas regras gerais – para classificar as coisas de acordo com umas poucas características-chave e depois passar a reagir sem pensar quando uma ou outra dessas características desencadeadoras estiver presente.

as pessoas costumam reagir de forma controlada e racional somente quando têm o desejo e a capacidade de fazê-lo.


Investigadores de acidentes da agência reguladora da aviação nos Estados Unidos, FAA, observaram que, muitas vezes, um erro óbvio cometido pelo comandante do avião não era corrigido pelos outros membros da tripulação e resultava em acidente. Parece que, apesar da forte e clara importância pessoal das questões, os membros da tripulação estavam empregando a regra de atalho “Se um especialista disse isso, deve ser verdade” para reagir à desastrosa decisão do comandante (Harper, Kidera e Cullen, 1971).


Existe um princípio na percepção humana, o princípio do contraste, que afeta a forma como vemos a diferença entre duas coisas quando apresentadas uma após a outra. Em suma, se o segundo item for razoavelmente diferente do primeiro, é grande a probabilidade de vê-lo como mais diferente do que de fato é. Assim, se erguemos um objeto leve primeiro e depois um objeto pesado, acharemos o segundo objeto mais pesado do que se o tivéssemos erguido sem antes erguer o leve.

Suponha que um homem entre numa loja de roupas masculinas sofisticadas e diga que quer comprar um terno de três peças e um suéter. Se você fosse o vendedor, qual item mostraria primeiro para induzi-lo a gastar mais dinheiro? As lojas de roupas instruem seus vendedores a mostrar o artigo mais caro primeiro. O senso comum sugeriria o inverso: se um homem acabou de gastar um dinheirão com um terno, poderá relutar em gastar mais na compra de um suéter. 
Mas os vendedores de roupas sabem mais do que nós. Eles se comportam de acordo com o princípio do contraste: venda o terno primeiro, porque isso fará com que os suéteres, mesmo os mais caros, não pareçam tão caros em comparação. O mesmo princípio se aplica a um homem que deseja comprar acessórios (camisa, sapatos, cinto) para combinar com o terno novo.


Para aprender os truques do setor, acompanhei um corretor mostrando casas para compradores potenciais durante um fim de semana. O corretor – vamos chamá-lo de Phil – deveria me dar dicas para que eu me saísse bem no período de experiência. Um fato que logo notei foi que, sempre que Phil começava a mostrar propriedades a um novo grupo de clientes, começava por umas casas em péssimo estado. Indaguei-lhe a respeito, e ele riu. Eram o que ele chamava de imóveis “de preparação”. 
A imobiliária mantinha em sua lista uma ou duas casas em más condições a preços exagerados. A intenção não era vendê-las aos clientes, mas apenas mostrá-las, para que outras propriedades se beneficiassem da comparação. Nem todos os corretores se valiam das casas de preparação, mas Phil, sim. Ele dizia que gostava de ver os olhos de seus clientes “se iluminarem” quando mostrava os imóveis que realmente queria vender depois de terem conhecido as espeluncas.







30 maio, 2020

[Livro] A corrida secreta de Lance Armstrong (2012)/ Tyler Hamilton

Photo by Mabel Amber from Pexels


 Nos Bastidores do Tour de France: Doping, Armações e Tudo o Que For Preciso Para Vencer


“Os testes são fáceis de burlar”, disse ele. “Estamos muito à frente dos testes. Eles têm os médicos deles e nós temos os nossos, e os nossos são melhores. Mais bem pagos, com certeza. Além do mais, a UCI [União Ciclística Internacional, o órgão regulador do esporte] nunca iria querer pegar alguns caras. Por que fariam isso? Iria lhes custar muito dinheiro.”

Durante minha carreira, jornalistas frequentemente usavam o termo “corrida armamentista” para descrever a relação entre os fiscais de doping e os atletas. Isso não estava totalmente certo, pois dava a entender que os fiscais tinham alguma chance de ganhar. Para nós, não era uma corrida. Estava mais para um grande jogo de esconde-esconde, disputado em uma floresta, com vários bons lugares para se esconder e muitas regras que favorecem aqueles que vão se esconder. Portanto, era assim que enganávamos os fiscais: Dica 1: use um relógio. Dica 2: tenha um celular à mão. Dica 3: conheça seu “período de irradiação”: por quanto tempo acusaria positivo após tomar a substância.

Larguei pela rampa e cortei a primeira curva a toda velocidade, com Carmichael seguindo num carro da equipe. Continuei forçando, chegando ao limite e me mantendo nele. Consigo perceber que estou no limite quando posso sentir um pouco do gosto de sangue na boca, e foi assim que permaneci, bem no limite.

 Você se força até o limite absoluto – quando seus músculos estão gritando, quando seu coração está prestes a explodir, quando dá para sentir o ácido lático transpirando pelo rosto e pelas mãos – e, então, você força a si mesmo um pouco além, depois mais um pouco, e, de repente, coisas começam a acontecer. Às vezes, explodimos; outras vezes, você alcança o limite e não consegue passar dele. Porém, algumas vezes, você o ultrapassa, e atinge um ponto em que a dor aumenta tanto que ela desaparece por completo. Sei que isso parece um pouco zen, mas é assim que eu sinto.
A dor vem em diferentes sabores. Este era um novo sabor – mais áspero, ofuscante; se tivesse uma cor, seria um verde elétrico. Passar por cima de um pedregulho causava um rompante de agonia que corria das pontas dos meus dedos até o topo da minha cabeça; não conseguia decidir se vomitava ou gritava. Mas aí que está: se aguentar os primeiros dez minutos, então dá para aguentar mais. O tempo para de importar. De uma maneira estranha, o caos e a ansiedade da prova eram reconfortantes. Forçava ainda mais, usando a dor dos meus músculos para me distrair da dor em minha clavícula.
 Se me visse pela rua, nem chegaria perto de me destacar. Mas em situações onde as coisas são levadas aos limites mental e físico, eu tenho um dom. Consigo aguentar qualquer coisa. Quanto mais difíceis as coisas ficam, melhor eu as faço. Não sou nenhum masoquista, pois tenho um método. Eis o segredo: não se pode bloquear a dor. É preciso abraçá-la.

Eis um número interessante: mil dias. É mais ou menos o número de dias entre o dia em que me tornei um profissional e o dia em que usei doping pela primeira vez. Conversar com outros ciclistas dessa era e ler suas histórias, parece ser um padrão: aqueles de nós que usaram doping, na maioria das vezes, começaram a partir do terceiro ano. Primeiro ano, recém-profissional, animado por estar lá, o calouro está cheio de esperança. Segundo ano, cai-se na real. Terceiro ano, clareza – a encruzilhada. Sim ou não. Dentro ou fora. Todo mundo tem seus mil dias; todo mundo tem sua escolha.

 “conservação de energia”, e esse era um ponto essencial para sermos bons ciclistas. As regras eram simples: ficar de pé o mínimo possível, dormir o máximo possível. George era o rei do “ficar de bobeira”. Dias inteiros se passavam e ele só ficava na vertical quando tinha de comer ou treinar.

Eu tinha muito que aprender. Até então, treinava como a maioria dos ciclistas das antigas – ou seja, de acordo com minha intuição. Ah, eu fazia intervalos e contava as horas, mas não era muito científico a respeito. As provas disso podem ser vistas nos meus diários, nos quais a maioria dos dias era marcada por um único número: quantas horas eu havia treinado – quanto mais, melhor. Isso acabou no instante em que pisei em Nice. Lance e Ferrari me mostraram que havia mais variáveis do que eu imaginava, e que todas elas eram importantes: medida de força, cadência, intervalos, zonas, joules, ácido lático e, é claro, hematócrito.

 Cada corrida era um problema matemático: um conjunto de números precisamente mapeados que precisávamos atingir – o que parece fácil, mas, na verdade, eram incrivelmente difíceis de serem alcançados. Uma coisa é você sair para pedalar por seis horas; outra é pedalar por seis horas, seguindo um programa de potência, cadências – especialmente quando tais potências e cadências estão ajustadas para fazê-lo ultrapassar os mais absurdos limites de suas habilidades. Com o suporte de doses regulares de Edgar e de ovos vermelhos, treinávamos como nunca achei ser possível: retornos ao lar e quedas inconscientes na cama, exausto até o último fio de cabelo, dia após dia.

 Ferrari nos mostrou uma maneira de misturar Andriol em azeite de oliva; ele colocava em um vidro escuro, com um conta-gotas, para pequenos estímulos. Lembro-me de ter pegado um pouco do óleo de Lance durante uma corrida, uma vez: ele ergueu o conta-gotas e eu abri minha boca como se fosse um bebê-passarinho. A partir de uma sugestão de del Moral, experimentei um pouco de hormônio do crescimento em uma etapa do treinamento – meia dúzia de injeções, por vinte dias –, mas fez minhas pernas parecerem pesadas e inchadas, e me deixou um caco, por isso, parei.

 Na posição de ciclista, com o passar do tempo, você desenvolve a capacidade de manter uma fisionomia impassível. Não importa quão extrema seja a sensação que esteja sentindo – não importa o quão perto esteja de entrar em colapso – você faz de tudo para mascarar. Isso é importante numa corrida, quando esconder sua verdadeira situação de seu oponente é uma chave para o sucesso, já que isso desencoraja possíveis ataques. Está sentindo uma dor paralisante? Demonstre estar relaxado, até mesmo entediado. Não consegue respirar? Feche a boca. Prestes a morrer? Sorria.

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10 novembro, 2019

[Livro] O Mensageiro Milionário (2012)/ Brendon Burchard

Photo by Igor Starkov from Pexels


Introdução 


A ideia do livro é se tornar um expert em algum área do conhecimento, ajudar as pessoas com essa sabedoria e ficar muito rico.

Bom, é uma mote bem atraente.


Lições 


Em termos de uma carreira, há bem poucos empregos mais estáveis e lucrativos do que o de ser um expert. As pessoas sempre necessitarão de ajuda e conselhos em sua vida pessoal e profissional. Cada geração precisa de conselhos dos pais, indicações imobiliárias, de marketing, sobre relacionamentos, negócios, assessoria sentimental, financeira, de carreira, tecnológica, espiritual... Não há limite para o número de pessoas que procura e precisa de seus conhecimentos e informações.
 
Equipada com um laptop e um telefone, a maioria dos experts consegue ganhar milhões de dólares trabalhando em qualquer lugar e a qualquer hora que desejarem.
 
Meu laptop tornou-se meu caixa eletrônico automático, habilitando-me a escrever artigos e livro e criar e postar webinars, vídeos e programas on-line pelos quais as pessoas me pagavam. Meu telefone possibilitou-me fazer teleconferências ou audioconferências em grupo pelos quais as pessoas pagavam para se associar. Fiz 100% desses trabalhos em casa. Hoje, embora gerindo marcas de US$ 5 milhões na indústria de experts, ainda trabalho essencialmente em casa ou no Experts Studio, um condomínio em que montei um estúdio de vídeo. O custo da montagem de um bom estúdio de vídeo hoje em dia é menor que US$ 2 mil.
 
Como os tempos mudaram! Com alguns cliques no mouse, qualquer expert, em qualquer lugar do mundo, pode ter: um site e um blogue (obrigado, WordPress), uma rede social (obrigado, Facebook), um canal de relações públicas (obrigado, novamente, Facebook, e seu primo com déficit de atenção, Twitter), transmissão de estação televisiva para todas as regiões do mundo (obrigado, YouTube), um software embutido de gravação em todos os novos computadores (obrigado, Apple) e uma loja on-line para aceitar dinheiro (obrigado, PayPal, Google Checkout e Yahoo Small Business), para citar alguns.
  
Neste ponto de sua vida, você sabe amarrar os sapatos, mas outros que são mais jovens e que estão muito atrasados em relação a você não sabem. Você sabe dirigir um carro, outros, não. Você pode saber como conseguir um emprego, enquanto outros, não. Você pode saber como ser promovido, bordar um tapete, fazer um ótimo negócio com um carro, escrever uma canção, produzir um filme, criar um blogue, livrar-se de dívidas, perder alguns quilos, melhorar um casamento, liderar outras pessoas, lidar com críticas, dar à luz uma criança, gerir funcionários, tirar nota alta num exame, encontrar um agente, superar o medo, tratar de uma pessoa enferma, ministrar uma boa palestra, comprar uma casa, descobrir o estilo perfeito de roupa, recomeçar uma vida normal após uma doença grave, pode fazer tudo em que você pensar. Outros, talvez, não.
 
Pelo simples ato de ter executado algumas tarefas fundamentais na vida, você construiu o que chamo “expertise acidental”.
 
Nove tópicos mais lucrativos nessa indústria: 

  1. • Recomendações motivacionais. 
  2. • Recomendações de liderança. 
  3. • Recomendações financeiras. 
  4. • Recomendações de negócios. 
  5. • Recomendações de marketing. 
  6. • Recomendações de relacionamentos. 
  7. • Recomendações espirituais. 
  8. • Recomendações de estilo. 
  9. • Recomendações de produtividade.
 
 Primeiro: jamais esqueça que, na estrada da vida, você precisa avançar mais do que algumas pessoas e que as lições que têm aprendido são úteis e valiosas para os outros. 

Segundo: jamais esqueça que experts são primeiramente aprendizes e que você pode pesquisar qualquer tópico e se tornar um expert em alguma área, começando agora.

Terceiro: jamais esqueça que as pessoas ouvem aqueles em quem confiam, respeitam, admiram e seguem; elas prestam atenção em modelos de comportamento.
 
Se você for construir um império verdadeiro, deverá selecionar um tópico, aprendê-lo, dominá-lo, compartilhá-lo, ficar conhecido por isso e ganhar dinheiro nessa orientação. Depois, você terá um alicerce verdadeiro no qual se basear e, somente então, começará a se posicionar como expert em outros tópicos.
 
Na derrubada das árvores, mais vale o jeito que a força; é a habilidade, somente, que em mar tempestuoso permite ao timoneiro seu frágil batel conduzir com firmeza.
 
Apresento, a seguir, algumas perguntas que você pode fazer ao seu público de modo a aprender mais sobre o que eles necessitam de você:

  1. • O que é que você está tentando cumprir neste ano? 
  2. • O que você acredita que demandaria para dobrar seu negócio (ou sua felicidade) neste ano? 
  3. • O que mais lhe frustra sobre seu negócio ou sua vida neste momento? 
  4. • O que você já tentou fazer para melhorar sua situação, e o que funcionou ou não?
 
As respostas a essas perguntas ajudam-me a entender as ambições, necessidades, frustrações e preferências de aprendizado de meus clientes.
 

(...) se as pessoas visitam seu site e não veem nada lá, exceto meditações aleatórias sobre a vida, leem suas postagens no Twitter sobre levar o cachorro para passear ou a exibição de uma lista completa de seus serviços e preços, então você não está agregando valor e, rapidamente, ficará arruinado financeiramente.
 

A triste realidade é que a maior parte das pessoas não tem alguém em suas vidas que os motive a crescer e a se tornar melhor no que faz. Portanto, seja essa pessoa para seus clientes. Desafie-os a serem os melhores e a agirem com excelência. É impressionante o que ocorre quando você faz isso. As pessoas repentinamente começam a considerá-lo um coach e elas, muito provavelmente, tornam-se fãs e clientes permanentes.
 

Eu e meus clientes lucramos vendendo livretos (o primo mais curto dos livros, geralmente com 20 a 50 páginas), e-books (versões eletrônicas mais curtas dos livros, geralmente de 20 a 50 páginas), manuais de instrução (manuais para treinamento dos orientadores sobre meu tópico), assinaturas em blogues (em que as pessoas pagam uma taxa de inscrição para acessar com um login e senha particulares e ter acesso ao conteúdo), séries de artigos (para serem licenciados por outros experts) e newsletters de assinaturas mensais (entregues impressas na casa dos clientes uma vez ao mês mediante pagamento de uma tarifa).
 

Muitas das pessoas que participam de eventos na Experts Academy são escritores best-sellers indicados pelo The New York Times. Você pode pensar que eles estão acima da riqueza e da fama. Mas, para muitos, eles são desconhecidos e falidos. Como isso é possível? Porque, embora tivessem um livro campeão de vendas, não tinham nada além do livro; eles não tinham um ótimo site ou outros produtos e serviços disponíveis para venda. Quando seus 15 minutos de fama terminam, seus novos admiradores não têm nada mais para comprar. Isso é tão comum que passa a ser assustador, e eu conjecturo que nosso setor, particularmente o dos livros, rivaliza-se com o setor musical no número de sucessos estrondosos de uma única ocasião.
  

Nunca se esqueça de que as pessoas pagam para abreviar sua curva de aprendizado e sua trajetória para o sucesso. Veja a quantia exorbitante de dinheiro que as pessoas pagam por uma faculdade nestes dias. Alguns diriam que isso é uma desumanidade. Mas elas pagam as mensalidades e taxas, e continuarão a fazê-lo, uma vez que aprender é, e será sempre, muito importante.
 

Nós sempre temos de lembrar que, apesar da imensa oportunidade financeira que temos no nicho dos experts, temos um chamado e uma obrigação ainda maiores a servir. Nossa missão é melhorar a vida e os negócios daqueles a quem servimos, fornecendo ótimas informações e um grande valor.
 

se você olha para um indivíduo bem-sucedido e diz “Bem, certamente, ele pode fazer isso, mas eu não posso”, então você está na trajetória da ruína. Pense: indivíduos bem-sucedidos tiveram de começar exatamente como as outras pessoas. Se você tem uma opinião que diz que esses indivíduos são abençoados por Deus, têm mais sorte ou são mais privilegiados que você, vai se dar mal. Mas você pode dizer: “Bem, aquela pessoa atingiu isso, então eu também posso. Eu apenas tenho de entender o que ela e outras pessoas têm feito e seguir suas trajetórias”.
 

Todos os especialistas que conheci acreditam de coração que são aprendizes e pesquisadores. Discorrem sobre todos os livros que leram, parecem pesquisar interminavelmente, frequentam seminários, ouvem e entrevistam pessoas. Eles se orgulham de suas habilidades de aprender e sintetizar ideias realmente boas que ajudem as pessoas a melhorarem suas vidas ou desenvolverem seus negócios. Embora possam não ter diplomas em nível avançado, são os melhores estudantes do mundo.
 

é importante que você sempre siga esse mantra da Experts Academy: “Experts são aprendizes primeiro, instrutores depois, servidores sempre”. Se você não leu pelo menos seis livros no último semestre sobre o tópico de sua expertise, não está prestando atenção em nosso mantra. Se não tentou entrevistar pelo menos dez pessoas sobre seu tópico neste ano, não está prestando atenção em nosso mantra. Se não está fazendo buscas ativas na internet, em jornais, revistas e estantes de livrarias para obter informações sobre seu tópico, também não está prestando atenção em nosso mantra.
 

Siga minhas palavras: se algo for importante para seu sucesso a longo prazo, não o terceirize, domine o assunto. Seu sucesso é estimulado por suas competências.
 

Siga minhas palavras: se algo for importante para seu sucesso a longo prazo, não o terceirize, domine o assunto. Seu sucesso é estimulado por suas competências. De modo geral, digo que todos os profissionais em nossa indústria devem desenvolver competências na escrita, especificamente nos copyrights específicos de marketing; na oratória e persuasão; na facilitação de grandes grupos; no coaching de indivíduos para que atinjam suas metas; na filmagem e edição de vídeos; na preparação de blogues e nas mídias sociais. Isso pode parecer um bocado de coisas a aprender, mas eu, pessoalmente, desenvolvi fortes proficiências em cada uma dessas áreas em menos de quatro anos. Será que quatro anos valem uma existência de confiança em sua carreira? Eu diria que sim.
 
Tornar-se um ótimo profissional de marketing exige o mesmo trabalho que qualquer outra carreira: você domina o marketing aprendendo com os outros, fazendo sozinho, experimentando, testando e melhorando. Estimulo-o a levar o marketing muito a sério e a fazer dessa matéria um estudo permanente.
 

Mas onde está o “banco” na comunidade de experts? Pense nisso. 

Quem, na arena de desenvolvimento pessoal, será o próximo Tony Robbins? Quem será o próximo Wayne Dyer? O que acontecerá quando Oprah se aposentar? Quem está na fila atrás de Deepak Chopra e Marianne Williamson em espiritualidade; David Bach, David Ramsey, Robert Kiyosaki e Suze Orman em finanças pessoais; John Gray e John Gottman em relacionamentos; Gary Hamel e Clayton Christensen em inovação; Seth Godin e Jay Conrad Levinson em marketing; Rich Warren e Joel Osteen em religião; John Maxwell e Warren Bennis em liderança; Brian Tracy e Jeffrey Gitomer em vendas; Andrew Weil e Mehmet Oz em saúde; e Dean Graziosi e Donald Trump em imóveis? Naturalmente, esses são apenas alguns dos principais líderes de alguns campos modelo.
 

“Nós não temos de mudar o mundo; apenas temos de mudar o mundo de uma pessoa”,  
 
Enviar às pessoas vídeos engraçados e artigos ou posts curtos e gerais em blogues não é valor, é apenas distração. Para servir a seus clientes o melhor, pense sobre quais são seus objetivos e envie treinamento útil que os ajude a mudar de um ponto para o outro. Forneça uma ideia simples a implementar, mas também dê o panorama geral e o processo. Pergunte a si mesmo: “Se recebesse essa comunicação, a consideraria valiosa pessoal e profissionalmente, e seria capaz de fazer algo novo e importante após vê-la?”
 

Às vezes, apenas ter alguém nos dizendo que podemos aumentar nossos padrões pode ser um ímpeto para efetivamente mudarmos.

Lista de autores para inspiração:

Rick Frishman, Steve e Bill Harrison, Jeff Walker, Jim Kwik, Frank Kern, Bill Harris, Srikumar Rao, Eben Pagan, Jay Abraham, Jeff Johnson, Mike Koenigs, Seth Godin, Andy Jenkins, Joe Polish, Ryan Deiss, Tim Ferriss, Yanik Silver, Roger Love, Mike Filsaime, Paul Colligan, Brad Fallon, Garrett Gunderson, Richard Rossi, Trey Smith, Dean Graziosi, Jay Conrad Levinson, David Hancock, Darren Hardy, Daniel Amen, Ken Kleinberg, Bo Eason, Chris Atwood, Tellman Knudson, Randy Garn, Tony Hsieh, T. Harv Eker, Dean Jackson, Brian Kurtz, Rich Schefren, Brian Johnson, Armand Morin, John Carlton, Vishen Lakhiani, Don Crowther, Jason Van Orden, Jason Deitch, Dan Sullivan, John Assaraf e Paula Abdul.


Conclusão 


Enfim, livro inspirador e creio que é bem útil para blogueiros.

Recomendo.

Grande abraço!

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27 outubro, 2019

[Doc] Depois Que o Pornô Acaba (2012)

Atualizado em 19/06/2020

1 - Introdução


Tinha alguma curiosidade de saber o que acontecia com o pessoal dessa indústria na aposentadoria.

Na prática eles ficam falidos, salvo uma minoria mais eficiente ou sortuda.

2 - Lições 


2.1 - Para qualquer um


Essa indústria paga bem por pouco trabalho, mas acaba atraindo pessoas que estão na pior fase financeira ou psicológica de suas vidas: jovens expulsas de casa, prostitutas mães solteiras ou qualquer um que não tenha como pagar as contas e também não tenha qualificação profissional para um emprego tradicional

Há um ambiente propício para vícios: seja de álcool, seja de drogas, seja sexo - tudo em orgias regadas com todo tipo de drogas e bizarrices, como festas de rockeiros.


Talvez, esse ambiente e a falta de preparação mental dos atores explique porque a maioria que sai do pornô continua pobre quando se aposenta: na prática, não se aposentam em definitivo, podendo voltar a se prostituir quando falta grana.

As atrizes não têm prazer nas cenas: uma delas comparou a penetração vaginal a enfiar um dedo no nariz ou na orelha. Não há prazer normalmente.

2.2 - Para as mulheres


A maioria quer sair do porno depois de 2 a 8 anos: mesmo quando conseguem, carregam o estigma de prostitutas por toda a vida, o que piora quando o filho vai para a escola e alguém descobre a antiga profissão da mãe. 

Com a chegada da internet, a carreira de atriz porno é eterna que nunca, algo como um tatuagem social sem direito a esquecimento.

Em meio a tudo isso, pareceu que as mulheres são mais vulneráveis a depressão e ao uso de drogas.

2.3 - Para os Homens


Não carregam estigma tão intenso quanto as mulheres, mas ainda assim há um estigma.

Os ex-atores entrevistados não se mostraram tão prejudicados pela antiga carreira quanto as mulheres.


3 - Depois Que o Pornô Acaba 3


Esse dá mais ênfase a estórias de sucessos após o pornô: atrizes que criaram sua própria produtora de filmes, websites ou simplesmente ficaram milionárias e juntaram muito dinheiro nos anos de glória.

Todas as estórias de sucesso são de atrizes que casaram durante a carreira.





4 - Conclusão


Interessante para todo mundo que já viu um filme pornô e imagina o que poderia ter acontecido com uma atriz porno depois que se aposentou.

Grande abraço!



P.s.: vi no Netflix o 1 e o 3
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parte dos participantes do primeiro documentário