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07 janeiro, 2021

[Livro] A Origem das Espécies de Darwin (2007)/Janet Browne - Parte 2




 O mesmo embaraço ocorreu com o uso que fez da palavra “adaptação”, que sugeria alguma forma de estratégia proposital dos animais e das plantas, exatamente o contrário do que tinha em mente. Mais tarde, utilizou uma artimanha como solução parcial. Darwin lutou de maneira incessante com seu vocabulário. A linguagem que tinha a seu dispor era a de Milton e Shakespeare, calcada na teologia e em propósitos, não a terminologia objetiva e livre de valores procurada pela ciência.
 

Darwin não era sequer capaz de falar da “evolução” como tal, pois naquela época o termo era usado sobretudo para descrever o desdobramento de estruturas embriológicas ocultas; foi o debate em torno de sua obra que conferiu à palavra seu sentido moderno. Na Origem das espécies, referiu-se em geral à “descendência com modificações”. Da mesma forma, não usou de início aquela que acabaria por se tornar a expressão mais famosa de todas a respeito do tema: a “sobrevivência dos mais aptos”. Ela foi cunhada alguns anos mais tarde, em 1864, por Herbert Spencer, depois de Wallace sugerir que Darwin deveria substituir o termo “seleção natural”. Todas essas ambigüidades verbais conduziriam os leitores para direções que Darwin não tencionava.
 

A falta de formas intermediárias nos registros fósseis, por exemplo, era realmente um problema espinhoso, só explicável pelo que os filósofos chamam de argumentação negativa. Ele afirmou que tais organismos seriam tão raros e transitórios, e sua preservação geológica tão infrequente e acidental, que seria extremamente improvável encontrar espécimes. A ausência deles, declarou, não podia, de maneira legítima, derrubar sua teoria. De fato, estava correto em sua conjectura. Apesar da descoberta de fósseis como o Archaeopteryx, réptil semelhante a uma ave, nos calcários de Solnhofen, na Alemanha, hoje reconhecido como um intermediário legítimo, a incidência de elos perdidos continua muito limitada.
  

Deliberadamente, omitiu as duas questões que intrigariam a todos. Evitou qualquer discussão sobre o que a teoria evolucionária teria a dizer sobre as origens humanas e se esquivou de qualquer debate acerca da presença divina no mundo natural.
 

No fim do livro, porém, mencionou a probabilidade de que todos os organismos ancestrais tivessem se originado a partir de uma só forma primordial. Darwin acreditava que essas origens antigas estavam perdidas no tempo e eram irrecuperáveis. Quando foi preciso, falou com cautela do Criador, ciente que, de outro modo, o livro poderia ser rotulado de subversivo. Mas teve o cuidado de não deixar para esse Criador nenhum papel ativo nos eventos biológicos subseqüentes.
 

Por mais surpreendente que pareça, houve pouca oposição permanente ao livro de Darwin sob a alegação de que ele contestava diretamente o relato da criação feito no Gênesis. Desde o Iluminismo, os estudos bíblicos estimulavam os cristãos a ver essas antigas histórias como poderosas metáforas, não como narrativas literais. O fundamentalismo bíblico é um problema moderno, não vitoriano. O verdadeiro empecilho do darwinismo para os vitorianos era transformar a vida em um caos amoral que não exibisse nenhum indício de uma autoridade divina ou algum sentido de finalidade ou desígnio.
 

Um dos aspectos mais conhecidos da polêmica originada por A origem das espécies é que Darwin se manteve fora da ribalta. Aparentemente, isso é verdade. Darwin nunca apreciou o debate público, detestava confrontações em que sua honra ou honestidade pudessem ser postas em questão; preferia ficar tranqüilo em casa, em segundo plano, satisfeito em deixar que os outros agitassem a bandeira com mais vigor do que ele próprio. Pessoalmente, acreditava que essas divergências entre cientistas não eram em geral profícuas.
 

(...) como é notório, Karl Marx ficou intrigado com a tese de Darwin e disse em várias ocasiões que via nela, em operação, o sistema capitalista de competição e o laissez-faire. Em certa época, pensou-se que Marx desejara dedicar O Capital a Darwin, mas essa idéia se baseava em um mal-entendido. Marx sem dúvida mencionou A origem das espécies em seu texto e enviou a Darwin, em sinal de respeito, um exemplar de cortesia da terceira edição. O livro continua na coleção de Darwin, com uma dedicatória de Marx. A confusão emergiu da identificação equivocada de uma carta enviada a Darwin. Ela fora escrita na realidade por Edward Aveling, filósofo político e genro de Marx, que adotou com entusiasmo as intuições seculares de Darwin. Aveling perguntava se Darwin aceitaria que ele lhe dedicasse um de seus livros. Por não desejar se ver publicamente associado ao ateísmo de Aveling, Darwin rejeitou o pedido.
 

Um aspecto em que a teoria de Darwin obviamente se impôs à sociedade foi na sugestão de que havia uma luta pela existência entre nações e raças. Depois da publicação da Origem das espécies, a notória doutrina do “darwinismo social” tomou a idéia de sucesso para justificar políticas sociais e econômicas em que a luta era a força motriz. Intimamente vinculado a economias nacionais, inserido em poderosas distinções de classe, raça e gênero, e sendo adaptado a uma variedade de compromissos políticos, não houve uma forma única de darwinismo social. De fato, alguns estudiosos argumentam que ele praticamente não derivou do esquema de seleção natural de Darwin e Wallace, e estava muito mais vinculado ao onipresente evolucionismo social de Herbert Spencer. A panacéia da “sobrevivência do mais apto” de Spencer era muito apropriada para descrever a expansão econômica, a rápida adaptação às circunstâncias e a colonização.
 
De qualquer maneira, a estratégia econômica dominante das nações desenvolvidas durante a segunda metade do século XIX ganhou forma no período subseqüente à publicação da Origem das espécies. Era comum que usassem o livro para legitimar a competição que florescia no regime de livre iniciativa do capitalismo vitoriano. Darwin estava plenamente ciente dessas atividades e talvez até as aprovasse. Logo observou que um crítico em Manchester (uma das maiores cidades manufatureiras da Grã-Bretanha) declarou que A origem das espécies promovia a noção de que “o poder faz o direito”. As idéias de Darwin foram bem recebidas por muitos magnatas e industriais.
 

O entusiasmo pela livre empresa logo se fundiu rapidamente com ideologias florescentes de imperialismo e eugenia. A “sobrevivência dos mais aptos” sustentava noções de diferenças “raciais” inerentes e parecia justificar lutas cruéis e constantes por territórios e poder político no cenário internacional. O sucesso dos europeus brancos ao conquistar a Tasmânia e lá se estabelecerem, por exemplo, pareceu “tornar natural” o extermínio indiscriminado dos aborígines tasmanianos. A conquista era considerada parte necessária do progresso. Uma opinião bastante típica foi expressa por Karl Pearson (1857-1936), engajado biólogo darwinista e estatístico londrino. Ninguém deveria lamentar, disse ele em 1900, que “uma raça capaz e vigorosa de homens brancos substituísse uma tribo de pele escura que não conseguia utilizar sua terra para o pleno benefício da humanidade, nem contribuir com sua cota para o cabedal comum do conhecimento humano”.
 

Embora A origem das espécies dificilmente possa explicar toda a estereotipia racial, o fervor nacionalista e o preconceito que seriam vistos nos anos subseqüentes à publicação, não se pode negar a influência do livro ao fornecer um endosso biológico às guerras e às noções de superioridade racial.
 

Vinte e três anos após publicar o livro que o tornou famoso, Darwin faleceu em casa, aos 73 anos. Foi enterrado na abadia de Westminster, em Londres, o lugar mais usual para funerais com honras de Estado, casamentos da realeza e celebrações nacionais.
 

Seu legado científico, porém, não foi nem de longe tão certo. À medida que outras áreas de pesquisa se abriram nas ciências biológicas, e novos gêneros de profissionais passaram a considerar um âmbito mais amplo de problemas com técnicas mais sofisticadas, a tese original da seleção natural foi modificada a ponto de se tornar quase irreconhecível. Houve discussão acerca dos conceitos centrais de competição, sucesso e “aptidão”, em particular sobre a maneira como se entrelaçavam com ideologias políticas da época. Entraram em jogo sistemas evolucionários alternativos, baseados em respostas diretas ao ambiente. De fato, diz-se muitas vezes que, perto do fim do século XIX, o darwinismo foi eclipsado por outros sistemas de pensamento evolucionário, sendo restaurado apenas quando uma “nova síntese” foi proposta, na década de 1940.
 
À medida que o otimismo no progresso constante decrescia, tais preocupações eram vividamente expressas em romances do final do século XIX. A máquina do tempo (1895) de H.G. Wells narrava a experiência de um viajante levado para um futuro em que os seres humanos haviam se deteriorado em duas espécies, os brutais morlocks que viviam no subterrâneo e os débeis elóis da superfície, uma parábola das divisões sociais que Wells distinguia em seu próprio tempo. The Coming Race (1871), de Bulwer Lyton, Erewhon, escrito por Samuel Butler e publicado em 1872, e O mundo perdido (1912), de Conan Doyle, trataram em geral dos mesmos temas, enquanto Émile Zola e Thomas Hardy tiraram grande proveito da idéia de degeneração hereditária e da pressão inflexível das forças biológicas sobre o gênero humano.
 

Se no tempo de Darwin a eugenia se expressava sobretudo em temores quanto à manutenção da aptidão biológica, no início do século XX ela se expandiu pela Europa e América na forma de movimentos que pretendiam mudar as políticas de governo com medidas de saúde pública para as massas, controle da natalidade e restrições compulsórias à procriação. Fundamentalmente, o velho sistema de controle malthusiano que Darwin empregara na biologia era reaplicado às economias políticas com apoio biológico convincente. Os pobres, loucos, fracos e doentes passavam a ser encarados como fardos biológicos para a sociedade. Para o bem da nação, dizia-se, era preciso introduzir políticas para evitar que se reproduzissem. Muitas dessas iniciativas assumiram forma institucional. O National Eugenics Laboratory foi fundado na University College London, com uma doação testamentária de Galton, para investigar a deterioração de linhagens familiares, aferida sobretudo pela incidência de distúrbios mentais hereditários. Sua direção coube a Karl Pearson, eugenista e biólogo darwiniano com acentuada tendência socialista. Psiquiatras identificavam “tipos” degenerados entre seus pacientes usando o então novo meio da fotografia, e criminologistas como o escritor italiano Cesare Lombroso propuseram que os desviantes sociais apresentavam estigmas físicos visíveis. Estes eram por vezes explicitamente associados a feições físicas simiescas. Lombroso popularizou também a palavra “atavismo”, que significava uma reversão a um tipo ancestral de símio.
 

A ciência da raça reflete os mais extremos preconceitos da época e também fez uso do darwinismo. É preciso dizer, no entanto, que racismo e genocídio antecederam Darwin. E tampouco estiveram limitados ao Ocidente. Apesar disso, idéias evolucionárias, e depois a nova ciência da genética, deram considerável respaldo biológico àqueles que desejavam dividir a sociedade segundo diferenças étnicas ou promover a supremacia branca.
 

Franz Boas, que foi um dos fundadores da antropologia e defendeu a natureza única e igual de todas as culturas, sofreu as pressões de um poderoso lobby racial da biologia norte-americana na década de 1920, que endossava a existência de estágios que toda sociedade deveria atravessar em seu desenvolvimento. Do outro lado do Atlântico, mais ou menos na mesma época, os nazistas afirmavam que os arianos eram uma forma distinta e superior da raça humana destinada a dominar os “subumanos”. O horror subseqüente à campanha nazista para a eliminação dos judeus pôs em questão a ideologia da ciência racial, embora muito dela ainda exista.
 

A influência da Origem das espécies se reduzia também em outros lugares. Alguns geneticistas defendiam as idéias de herança no meio ambiente. No século XX, os governos comunistas soviéticos foram em geral hostis às implicações capitalistas da teoria darwinista e endossaram uma nova forma de ambientalismo introduzida na política estatal por Trofim Lysenko na década de 1930. O feito de Lysenko foi demonstrar a adaptação do trigo às condições climáticas dominantes (a “vernalização”, em que as sementes eram expostas ao frio, de modo a germinarem mais cedo no ano seguinte). Lysenko afirmava que essa propriedade podia ser herdada, e assim seria possível produzir novas linhagens de trigo adaptadas à curta estação de crescimento na Rússia. Stálin adotou as descobertas de Lysenko, proibiu pesquisas genéticas alternativas e instigou um expurgo de importantes geneticistas, como Sergei Chetverikov e Nikolai Vavilov. Alguns fugiram para o Ocidente, como N.W. Timoffeef-Ressovsky e Theodore Dobzhansky, que deram grande contribuição ao desenvolvimento da genética. Outros simplesmente desapareceram. Sob o regime comunista, notícias de espantosos (e impossíveis) sucessos agrícolas foram difundidas até os anos intermediários do governo de Kruschev, quando Lysenko foi abertamente criticado pelo físico Andrei Sakharov. Só a partir de meados da década de 1960 a ciência soviética passou a se abrir gradualmente para as idéias darwinistas de evolução e para a nova genética.
 

Na perspectiva atual, é quase impossível conceber um mundo de pesquisa biológica sem os conceitos de adaptação e seleção natural, ferramentas intelectuais que serviram de base para grande parte da biomedicina moderna, das ciências ambientais, das teorias do comportamento humano e da psicologia.
 

O mais inesperado de todos os desenvolvimentos recentes é a ressurgência da literatura criacionista e a proliferação de toda uma nova série de teologias antidarwinistas no Ocidente. É possível que esta seja mais uma expressão, entre muitas, de uma reação cultural diante do afrouxamento dos códigos morais desde as décadas de 1960 e 1970. Os novos criacionistas talvez culpem a ascensão de idéias seculares pela decadência moderna e a perda de valores familiares tradicionais. Atacar a teoria evolucionária seria, portanto, uma forma de agredir tanto um símbolo como a pretensa causa da podridão da sociedade. Visto de fora, o tom desse movimento é condenatório e conservador.
 

O novo milênio começou, portanto, com as mentes ocidentais divididas, como sempre, em relação às implicações de uma origem natural das espécies. Apesar das contestações, a síntese moderna permanece firme no coração das ciências biológicas. Nenhum biólogo ousaria ignorar as evidências. Como disse Theodore Dobzhansky em 1960, “nada na biologia faz sentido exceto à luz da evolução”. A história raramente fala de avanços triunfantes simples, mas pode falar do impacto extraordinário de um único livro. Ainda que muitas das idéias e dos temas tratados por Darwin em 1859 não fossem novos, e seu estilo se mostrasse extremamente conciliatório, A origem das espécies foi com certeza uma publicação capital, que alterou de maneira espetacular a natureza da discussão sobre nossas origens. A influência recíproca entre um homem, um livro e as diversas circunstâncias sociais, religiosas, intelectuais e nacionais de suas audiências e as correntes mais amplas de mudança histórica fez da Origem das espécies de Darwin um fenômeno extraordinário em seu tempo – e permite que a obra continue a interessar e instruir seus leitores ainda hoje. Os textos antigos muitas vezes são recriados por novas formas de olhar, e parece que A origem das espécies de Darwin mostrou-se flexível na sobrevivência de suas principais propostas e maleável nas mãos de seus devotos. Pode ser visto, portanto, não como uma voz solitária a contestar deliberadamente as tradições da Igreja ou os valores morais da sociedade, mas como um dos eixos de transformação do pensamento ocidental.
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Fim

02 dezembro, 2020

[Livro] A Origem das Espécies de Darwin (2007)/Janet Browne - Parte 1





Para muita gente da época, a imagem de Deus não era a de um monarca absoluto, que fazia milagres e soltava raios, mas a de um guardião cuidadoso que via todas as coisas e as arranjava para que funcionassem com eficiência. De fato, a teologia natural era comumente encarada pelo establishment cultural britânico como um dos mais fortes baluartes contra a agitação social, pois reforçava idéias de uma hierarquia estável, poderoso antídoto contra insurreições civis e revoltas. A doutrina teológica, sob esse aspecto, estava plenamente integrada ao ethos político e social dos homens mais influentes nos primeiros anos daquele século – “a rede de Cambridge”, como foi denominada.


Os cinco anos de viagem no Beagle fizeram de Darwin a pessoa que foi. Alguns deles foram passados galopando por toda parte em cavalos alugados, acampando em novos lugares a cada noite, caçando carne para a ceia com companheiros do navio, discutindo as novidades chegadas da pátria e divertindo-se; eram uma extensão dos dias despreocupados do estudante de Cambridge. Parece muito provável que Darwin tenha sido escolhido para a viagem em parte por sua capacidade de se integrar às atividades do navio, que combinavam agradavelmente com sua formação culta e com a habilidade que tinha para atirar e caçar. Não lhe faltaram oportunidades de exibir esses atributos.


Em outra ocasião, Darwin teve um vislumbre das atitudes dos escravos: um dia, ainda no Brasil, quando era transportado através de um rio por um barqueiro negro, acenou os braços para apontar as direções e ficou horrorizado ao ver o homem se agachar de medo porque pensou que levaria uma pancada.


E embora tenha passado pouco a pouco a desacreditar na Bíblia como registro fidedigno de acontecimentos reais, não se dispunha a abandonar por completo sua fé, em parte pela imensa admiração ante as maravilhas da natureza. Quando estava em meio à grandiosa floresta brasileira, declarou: “Não é possível dar uma idéia adequada dos sentimentos mais elevados de assombro, admiração e devoção que enchem a mente”.


O momento foi registrado no caderno D, em um apontamento datado de 28 de setembro de 1838. Nascem indivíduos demais, escreveu ele parafraseando Malthus. Há uma guerra na natureza, um combate pela existência. Na luta para viver, os organismos piores ou mais fracos tendem a morrer primeiro, e as formas melhores, mais saudáveis ou mais bem adaptadas permanecem. Esses sobreviventes seriam aqueles que geralmente procriam. Se ações como essas se repetissem um sem-número de vezes, os organismos tenderiam a se tornar cada vez mais bem adaptados às suas condições de existência. Darwin chamou esse processo de “seleção natural”, com o intuito de se referir a um processo no mundo natural análogo à seleção “artificial” que vira fazendeiros e horticultores aplicarem a animais e plantas domésticas.


Em suma, ele encontrou uma maneira de explicar as adaptações perfeitamente planejadas de Paley sem referência a um Criador. “Já bem preparado para apreciar a luta pela existência, … ocorreu-me de imediato que, nessas circunstâncias, adaptações favoráveis tenderiam a ser preservadas, e as desfavoráveis, destruídas. Aqui, portanto, eu havia finalmente conseguido uma teoria com que trabalhar”.


Tudo indica que, no momento em que escrevia sobre a seleção natural em seus cadernos – no mesmo ano em que se casara com Emma –, Darwin havia abandonado a maioria das estruturas religiosas formais, embora ainda acreditasse em uma força sobrenatural acima do conhecimento humano. Entretanto, não era ateu. De fato, ao que parece, nunca o foi, nem mesmo no auge da controvérsia que se seguiu à publicação da Origem das espécies. Em sua Autobiografia, declarou ter pensado muito sobre religião naqueles anos, e que a palavra “teísta” era provavelmente a que mais se aproximava de como ele se sentia. Mais tarde intitulou-se agnóstico, termo cunhado por seu amigo Thomas Henry Huxley.


o tema subjacente de Darwin era o gradualismo. Tudo acontecia aos poucos, exatamente como Lyell afirmava. Tudo estava ligado por uma única explicação. Tempo, acaso e reprodução governavam o planeta. A luta também. Os que buscavam um manifesto radicalmente novo para o mundo vivo com certeza o encontraram nas palavras de Darwin: dali em diante, ninguém poderia encarar os seres orgânicos e seu ambiente natural com os mesmos olhos de antes; tampouco poderia alguém deixar de notar o modo como a biologia de Darwin espelhava a nação britânica em todo seu espírito competitivo, empresarial, fabril; ou que seu apelo à lei natural contribuiu de modo inequívoco para o impulso geral rumo à secularização, reforçando as pretensões contemporâneas da ciência para compreender o mundo em seus próprios termos.


A estrutura do livro foi concebida com cuidado. A seleção natural não é evidente na natureza nem é o tipo de teoria em que se possa dizer “olhe aqui e veja”. Darwin não tinha experimento crucial algum que evidenciasse, de forma conclusiva, a evolução em andamento. Não havia equações matemáticas para fundamentar as alegações. A comprovação definitiva só viria um século depois. Todos os tópicos da Origem das espécies exigiam a imaginação do leitor. Como Lyell em seus Principles of Geology, Darwin precisava se basear em analogias entre o que era conhecido e o que não era. Dependia de probabilidades. Usava palavras de convencimento, convidava à reconsideração. Um caso após o outro era declarado “inteiramente inexplicável com base na teoria de atos de criação independentes”.


O maior problema nesse caso, e futuros críticos insistiriam nele, era que Darwin não tinha nenhum conhecimento da forma como as variações surgiam. Ele escreveu A origem das espécies muito antes de a moderna ciência da genética se desenvolver. O que podia fazer era demonstrar que as variações ocorriam incontestavelmente em organismos domésticos.


Darwin declarou que havia uma importante analogia entre o que acontecia no terreiro de uma fazenda, em um jardim ou no mundo natural. Assim como a humanidade podia moldar e ajustar espécies domesticadas para satisfazer necessidades ou gostos passageiros, também a natureza pode escolher os mais bem adaptados. Aqueles “selecionados” para sobreviver seriam os pais da geração seguinte.


Darwin reconheceu outro problema que essa linguagem antropomórfica iria gerar. Ele muitas vezes personificou a seleção natural na Origem das espécies. Embora isso talvez fosse inevitável no sentido geral, freqüentemente passou a impressão de que a seleção natural era um agente ativo.



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20 janeiro, 2020

[Livro] Terapia do Apartamento (2007)/Maxwell Gillingham-Ryan

Photo by Terje Sollie from Pexels



A - Introdução


"Quando você põe ordem na casa, isso afeta positivamente outras partes da sua vida.. (...) a beleza de um ambiente tem muito pouco a ver com a aparência que ele tem e e muito pouco a ver com a aparência que ele tem e muito mais com o modo como beneficia os seus ocupantes."
O livro é rico em detalhes e tive que omitir muita coisa nesse resumo.


B - Lições



"Um ambiente pode inspirar ou confundir"


1ª semana - Visualize o que você quer


  • Compre flores Frescas toda semana: isso melhora a casa, dando mais vida e te faz prestar mais atenção aos detalhes.
  • Sente-se por 10 minutos em uma parte da casa onde vc nunca sentou: ao se sentar, olhe em volta do cômedo e tente imaginar como ele ficaria vazio. Lembre-se de como ele era quando você se mudou. Se não encontrar dificuldade nisso, observe de que parte do cômodo você gosta menos e imagine-seretirando toda a mobília desse lugar. Agora vá aos poucos trazendo-a de volta, deixando de fora objetos de que não gosta.
          • Dessa maneira, tente identificar exatamente o que o desagrada nesse ambiente. Anote isso em uma lista (Lista de Mudanças)
  • Faça limpeza
  • Passe aspirador de pó e pano úmido no chão
  • Verifique os espaços sob os móveis do apartamento e em volta deles
  • Como regra, use produtos de limpeza biodegradáveis - além disso, detergentes com aromas de ervas, em vez de limão ou frutas cítricas, é muito mais agradável e compatível com o aroma da cozinha. Para limpar vidros, não há nada melhor do que vinagre e água.
  •  Tire um objeto do seu aparatamento e desfaça-se dele - embora seus bens possam ser úteis, imprescindíveis, valiosos e adoráveis, o apego excessivo a eles é prejudicial e pode perturbar o equilíbrio entre o que você possui e o espaço que tem para guardá-los.
  • Faça uma lista de consertos e soluções:

Lista de Consertos


Cômodo

Conserto

Solução

Conclusão






































  • Planejamento: visualização do que você quer e cálculo do orçamento
  • Dê uma olhada em três revistas de decoração e recorte fotos do ambiente de que você goste. O mesmo vale para catálogos de artigos de decoração, livros de decoração de interiores (obs. minha: o site Pinterest é uma boa opção atualmente para ideiais)
  • Visite a sua loja de decoração favorita
  • Calcule o seu orçamento:
      • resolva primeiro os problemas menos dispendiosos (isto é, troque o chuveiro antes de trocar o revestimento do sofá);
      • Concentre os gastos num cômodo por vez (isto é, mobílie um cômodo, em vez de usar a mesma quantia para mobiliar parcialmente dois cômodos).
      • faça um pequeno investimento a cada ano (o equivalente a um més de aluguel ou equivalente no padrão do imóvel em que você vive);
        • faça um grande investimento a cada sete anos (a quantia que voc~e gastaria em um carro popular);

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    2ª semana - Abra espaço

    • Cozinha: limpeza, organização, cozinhar
    • procure uma receita nova e prepare uma refeição em casa
    • retire o forro dos armários (se eles forem forrados), limpe-os e volte a colocá-los. 
    • Limpe a cozinha de cima a baixo e jogue fora todas as sobras de omida e produtos com a data de validade vencida

    • Outras áreas:
        • Passe as mãos por todas as paredes do apartamento - afaste os móveis da parede e comece a andar devagar pela casa, começando pela porta da frente. Procure sentir as paredes com as mãos, o que lhe mostrará onde há vazamentos, sujeira ou outras peculiaridades
        • Reserve um espaço para ser "Área de Descarte" - Essa área não é uma lixeira nem precisa ser guarnecida com nenhuma caixa de papelão. Ela é o lugar onde ficarão todas as bagunças da casa até que você dê um destino a elas.


    • Planejamento: desenvolvimento da planta baixa e da lista de compras
    • analise minuciosamente o ambiente que mais incomoda você e procure uma solução para ele:
    • Os móveis ficam mais funcionais quanto centralizados no meio do cômodo.
    • Sofás e camas ficam mais funcionais quanto têm uma mesinha e um abajur de cada lado.
    • Os tapetes devem ser grandes o suficiente para quase encostar nos pés dos móveis ou ficar debaixo deles, exatamente entre os pés da frente e os de trás.
    • Mantenha um bom fluxo no ambiente deixando espaço suficiente para que a energia flua entre os móveis em todas as direções.
    • Os pés das camas devem ficar voltados para a porta do cômodo.
    • Os aparelhos de TV e outros aparelhos eletrônicos devem ficar encostados na parede menos visível da sala, quando vista da porta de entrada.
    • Desencoste o sofá da parede sempre que possível.
    • Não bloqueie as janelas.
    • A sala de estar deve ter no mínimo três assentos separados.
    • Procure não bloquear os cantos.

    • Compre, empreste ou procure na internet um simulador de ambientes: exemplos - Viso (da microsoft) e Smart Draw
      • Compre flores frescas. 
    • Defina quais atividades você quer realizar na sua casa e defina a função de cada cômodo, por exemplo:



    Tenho

    Quero

    Hall de entrada
    (essencial)

    Hall de entrada

    Cozinha

    Cozinha

    Sala de Estar

    Sala de Estar

    Sala de jantar

    Sala de jantar

    Dormitório

    Dormitório

    Banheiro

    Banheiro


    Escritório
    (não deve ser montado no dormitório)


    • Defina seu estilo:
    Estilos mais conhecidos:

      • Tradicional:
        • Inglês
        • Francês
        • Mundial (africano, indiano, asiático)
        • Americano
          • Country
          • colonial
          • Shaker
      • Moderno
        • Art Decó
        • Bauhaus
        • Moderno
        • Retro Diner
        • Mod
        • Moderno futurista
        • moderno orgânico
        • contemporâneo
      • Eclético - mistura do tradicional com o moderno


    • faça uma lista de compras, por exemplo:
        • leve o cômodo todo em consideração, anotando tudo o que você precisa comprar, inclusive móveis, luminárias, tintas, cortinas, objetos de decoração etc.

    Lista de Compras


    Projeto: (dê um nome ao projeto)
    Orçamento: (defina quanto gastará)
    Tema: (escolha um tema para inspiração)
    Estilo: (escolha um estilo de decoração, poder ser tradicional, moderno, etc)

    Cômodo/Item DescriçãoPreço estimado




































     


    Subtotal:
    Entrega:
    Imprevistos (acrescente 5% ao valor inicial):
    SOMA TOTAL:

    _____________________________  


     3ª semana - A pista de pouso

    • Faça limpeza
    • limpe a área de entrada da casa e qualquer armário que exista ali. 
    • passe aspirador na casa toda, depois tire o pó e passe um pano (úmido ou seco) no chão. 

    • Organização
    •  providencie que todos os consertos sejam feitos nas próximas 3 semanas
    • organize a entrada da sala: coloque toda a correspondência, os catálogos e as revistas antigas na área de descarte (local da casa que você definiu como destinado a descarte)
    • arranje algo que possa servir como "pista de pouso" (local destinado a receber inicialmente papéis, correspondência e semelhantes que cheguem e idealmente localizado no hall de entrada)
    • organize a entrada da sala: coloque toda a correspondência, os catálogos e as revistas antigas na área de descarte (local da casa que você definiu como destinado a descarte)
    • cancele todas as assinaturas que não lhe interessam mais.
    •   comece a preparar uma lista das mudanças que pretende fazer (faça uma tabela com três colunas: Cômodo, Ideia e Conclusão)



    • Decoração


    • Identifique os cômodos quentes e os cômodos frios (vide tabela), para definir as cores, use o princípio 20-80 (Princípio de Pareto): cores frias são calmantes e cores quentes são estimulantes.
    • Princípio de Pareto - use as cores fortes com moderação: deixe que elas sejam um simples detalhe, nunca que definam definam o ambiente. Em qualquer cômodo, recomenda-se que 80% das cores sejam neutras e 20% sejam fortes. Pequenos toques de cor causam um efeito marcante no ambiente e dão mais 
    • Cores quentes: são estimulantes - por isso são sociais e costumam estar presente em restaurantes e bares. Na nossa casa, ficam melhor em ambientes sociais (sala de estar, sala de jantar, cozinha) 
    • Cores frias: o verde, o azul e o roxo acalma nossas emoções e concentram nossos pensamentos. Por isso, favorecem nossa vida mental e são muito usadas em escolas, hospitais e escritórios. Em casa, elas ficam melhor no dormitório, no escritório e no quarto do bebê.
    • Para fins de decoração: branco é frio e preto é quente. 
    • Famílias das Cores: é o conjunto de cores que ficam bem quando combinadas. Observe atentamente os ambientes e objetos criados por designers. Os catálogos e revistas de decoração publicam ambientes criados com base em famílias de cores. 
    • defina se as cortinas precisam de cortinas ou persianas



    ÁREA
    MOVIMENTO
    COR
    1 - Hall de entrada
    Contração
    fria
    2 - Cozinha
    expansão
    quente
    3 - Sala de Estar
    expansão
    quente
    4 - Sala de jantar 
    expansão
    quente
    5 - Escritório
    Contração
    fria
    6 - Banheiro 
    Contração
    fria
    7 - Dormitório
    Contração
    fria




    https://gabrielaganem.com






    "Á esquerda, neutros frios e á direita, neutros quentes."



    • Compras
    •  pesquise quais são os fornecedores dos itens da sua lista de compras
    • faça uma pesquisa dos profissionais de que precisa e entre em contato com eles.

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    4ª semana -Terapia das compras

    • Faça limpeza
    • limpe a sala de estar e os armários desse cômodo. 
    • Organização
    • Os consertos estão sendo executados essa semana 
    • Organize os livros, cds, dvds, videos e fotografia
    •  Livros as prateleiras não devem ficar abarrotadas de livro; o ideal é que 10% do espaço fique livre. os livros devem ficar de pé na prateleira, a uma distância média de três centímetros da borda do móvel. O hábito de guardar livros antigos não deixa que você abra espaço na vida para novas ideias e novas maneiras de pensar. (Acredito que a mesma regra deve se aplicar a quadrinhos e revistas)
    •  Cds, DVDs e Vídeos - transfira para o computador e então guarde, venda ou doe. Conserve alguns que você goste ou que sejam difíceis de achar e coloque os outros na área de descarte.
    • Esvazie a área de descartes esta semana
    • prepare três refeições em casa essa semana



    • Decoração
    • confirme o que você precisa fazer para acrescentar ou restringir as cores em cada cômodo
    • identifique o que você precisa para aumentar ou diminuir a "maciez" de cada cômodo.  
    • Pouca Maciez - se você não tem tapetes ou carpetes no chão nem cortinas nas janelas é provável que a sua casa precise de um pouco mais de maciez. Outra maneira de descobrir até que ponto falta maciez na sua casa é bater almas. Se você conseguir ouvir um eco ou reverberação nas paredes, isso é sinal de que os sons não estão sendo abafados e a sua casa precisa de mais maciez. As opções nesse caso são geralmente o algodão, o linho ou a lã (a menos que você tenha alergia ou outro problema de saúde, é melhor evitar o poliéster ou fibras de acrílico, que são á base de minerais).  
    • Muita Maciez se você tem muitos tapetes e cortinas, além de bagunça, espaços apertados e/ou toneladas de livros, você provavelmente tem maciez demais. Faça uma limpeza nas superfícies e reduza os livros e cortinas, pois assim você se livrará rapidamente desse excesso de maciez.

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    5ª semana - Coloque a Mão na Massa

    • Faça limpeza - limpe a área do escritório e os armários desse cômodo. 
      • passe o aspirador, tire o pó e passe um pano de chão na casa toda. 

      • Organização


      • compre flores frescas 
      • escolha pelo menos um item macio ou rígio para acrescentar ou eliminar 
      • faça as refeições em casa de domingo até quinta-feira  e Prenda todos os cabos e fios:
      •  evite usar muitos cabos e remova os que não estejam sendo usados e que possam estar ocupando espaço no chão
      • mantenha os seus equipamentos o mais perto possível uns dos outros e use cabos mais curtos para que o excesso não fique acumulando
      • prenda os fios num cabo central usando prendedores de cabos - opte por prendedores que você possa abrir com facilidade, com as presilhas flexíveis com velcro que você prende em volta do cabo 
        • fique longe da mídia durante um dia inteiro.
        • vá para a cama cedo e leia antes de dormir
        • Arrume as pastas e arquivos: não arquivar muita coisa e dedicar uma parte do seu tempo à análise das decisões que precisa tomar
        •  Início dos arquivos na Pista de Pouso, perto da porta da frente, você deve ter um espaço reservado para todas as contas, extratos bancários e correspondências financeiras que exigem resposta. Você deve manter toda essa correspondência importante perto da porta da frente até que tenha decidido tomar providências com relação a elas.
        •  Como organizar pastas suspensas 1 - tenha um arquivo para pastas suspensas; 2 - use pastas suspensas coloridas (uma cor para cada área da sua vida); 3 - use um etiquetador para facilitar a organização com etiquetas.
        •  Outras sugestões estipule um dia da semana para liar com a parte financeira, pague contas no ambiente de trabalho na hora do almoço, guarde cada tipo de documento pelo prazo referente a prescrição jurídica de seu conteúdo e cartas pessoais para sempre. Não guarde cartões pessoais e de datas festivas e nem extratos bancários.



        • Decoração
        • providencie os itens da sua lista de compras
        • faça testes com as cores de tintas.  
        • decida de que cor pintará o cômodo


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        6ª semana - Terapia da Luz

        • Faça limpeza
        • limpe o banheiro e qualquer armário que exista ali. 
        • Organização - Organize os gabinetes e armários:




        • elimine tudo que: 1 - você não usou nos últimos 12 meses; 2 - está com o prazo de validade vencido; 3 - a embalagem está vazia; 4 - você não precisa mais.
          • arrume o banheiro de modo eficiente
          • compre um aparelho de barbear e uma lâmina nova
          • compre um sabonete de boa qualidade
          • planeje a semana no domingo
          • o ideal é que sua casa seja um lugar para você se refugiar do mundo e ter prazer. se você não se sente confortável fazendo isso, dê uma volta pela casa e veja o que pode fazer esta semana para que ela fique melhor a semana que vem
          • evite a mídia semana que vem
          • acorde cedo e tome um banho antes de ir ao trabalho - arrume a sua escrivaninha no trabalho


          • Decoração
          • coloque uma vela no banheiro: ela lhe proporcionará uma sensação de calma e permitirá que você apague as luzes enquanto se banha.
          • finalize o projeto de iluminação:

          Cômodo 
          Básico 
          Avançado

          Sala de Estar

          use dimmers

          um abajur de mesa de cada lado do sofá e um abajur de leitura ao lado de uma poltrona em frente ao sofá

          luminária com pé ou um spot no teto, dirigindo a luz para as paredes

          spots no piso com a luz dirigida para os cantos, iluminando as paredes


          Cozinha





          iluminação no teto sobre as bancadas




          evite lâmpadas fluorescentes 


          trilhos eletrificados no teto com o facho de luz dirigido aos cantos ou




          luminária de teto, que espalha luz difusa pelo ambiente


          Escritório





          uma luminária de trabalho bonita ou duas luminárias de mesa pequenas, uma para cada lado da escrivaninha 


          -


          Sala de jantar





          use dimmers




          arandelas nas paredes ou abajur no aparador  e luz de velas sobre a mesa do jantar


          lustres ou luminárias no teto


          Hall de entrada





          dois focos de luz: um no teto que irradie luz difusa (pode ser usada lâmpada halógena) e uma luminária de mesa com uma lâmpada forte para iluminar a pista de pouso







          -


          Dormitórios





          instale um dimmer nos abajures das mesinhas de cabeceira




          uma luz de leitura de cada lado da cama e pelo menos um outro foco de luz, geralmente sobre uma mesa em frente à cama




          instale um dimer


          Se não houver muito espaço ao redor da cama, arandelas são o ideal








          -




          Banheiro




          o ideal é usar lâmpadas com bulbo cromado (também ideal para qualquer lugar onde a lâmpada fique visível







          • aromatize sua casa:
          • prefira aromas naturais: 1 - leia cuidadosamente o rótulo para ter certeza de que o aroma é natural; 2 - evite aromas fortes ou pesados; 3 - não compre velas baratas, pois elas não queimarão tão bem; 4 - velas de cera de abelha deixam um aroma muito sutil no ar, queimam por um longo período e supostamente combate alergias

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           7ª semana - O espaço sagrado


          • Faça limpeza
          • limpe o quarto e qualquer armário (ou gavetas)  que exista ali. 
          • limpe todos os cômodos que receberam pintura. 
          • compre lençóis novos, almofadas ou um colchão novo se necessário. 

          • Organização
          • deixe todos os fios elétricos em ordem
          • arrume a bagunça do quarto: diferente de outro cômodos, o quarto deve ser um ambiente particular sempre belo, tranquilo e limpo.
          • compre almofadas ou um colchão novo se necessário.
          • compre um conjunto de lençóis bonitos e e um edredom: se for verão, opte por cores claras e tropicais; se for inverno, prefira cores escuras e quentes
          • deixe uma garrafa de água, um copo e um vasinho de flores ao lado da cama
          • coloque uma vela votiva pequena ou uma vela de cera de abelha ao lado da cama.
          • compre um despertador pequeno e bonito para deixar na mesinha de cabeceira.
          • pense na possibilidade de instalar uma bela cabeceira na sua cama.
          • compre um robe luxuoso.
          • coloque a cama encostada na melhor paredefaça o necessário para eliminar da sua cama os fatores que causam alergia

          • Decoração
          • arrume os móveis e a iluminação
          • pendure todos os quadros:
          • não pendure nada só para preencher um espaço vazio
          • evite gravuras, pôsteres e outras imagens baratas feitas em série
          • se você não adorar o quadro, deixe-o na área de descartes
          • tenha certeza de que todos os quadros combinam com a palheta de cores do cômodo (quente ou fria)
          • pendure uma coisa em cada parede. A única exceção são os quadrinhos que você pendura em cada lado do sofá ou da cama, ou a série de quadros que formam um conjunto
          • pendure quadros grandes em espaços grande (um em cada parede) e quadros pequenos em paredes pequenas
          • só pendure quadros pequenos em paredes grandes se eles fizerem parte de uma série
          • centralize os quadros a um metro e meio do chão (a figura abaixo fala em 1,60m, mas no livro está escrito 1,5m). Esse critério também é usado nos museus  e nas galerias de arte, e ele de fato funciona. Centralizando todos os quadros com base na mesma altura, você cria uma sensação de conjunto e de simetria com relação ao chão.



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          • Tapetes - antes de arrumar os móveis, você precisa colocar os tapetes no lugar.
          • A borda do tapete deve ficar a uma distância de cinco centímetros das pernas do sofá ou embaixo das duas pernas da frente, a meio caminho das pernas de trás. Não é necessário que as quatro pernas do sofá fiquem sobre o tapete.

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          8ª semana - A Festa de Inauguração 

          a ideia nessa semana é preparar uma festa para amigos no apartamento após sua reforma. Vou pular o resumo desta parte, pois o post ficaria maior ainda.

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          9 ª semana (e Seguintes)

          Manutenção Geral


          Diariamente

          • fazer a cama
          • lavar a louça
          • recolher a roupa suja
          • ver a correspondência
          • limpar todas as superfícies da cozinha
          • por o lixo para fora


          Semanalmente

          • limpar todas as superfícies (arrumar a bagunça)
          • lavar a roupa suja e pendurá-la no varal (ou pôr na máquina de secar)
          • pôr para fora o lixo reciclável
          • trocar a roupa de cama
          • regar as plantas
          • limpar o banheiro e a cozinha
          • passar o aspirador de pó rapidamente na casa toda

          Mensalmente 

          • passar o aspirador de pó ou varrer e passar um pano úmido em todos os cômodos
          • virar os colchões
          • limpar a geladeira

          A cada três meses


          • Lavar as janelas
          • tirar da geladeira as sobras de comida e os alimentos com data de validade vencida e pôr em ordem o hall de entrada, o quadro de avisos, etc


          A cada seis meses

          • fazer uma faxina grande de primavera
          • fazer uma faxina grande de outono
          • tratamento intensivo: limpe e organize o apartamento todo; guarde as roupas da estação passada; arrume as gavetas, armários e gabinetes que ficam debaixo da pia; desfaça-se das roupas, dos CD's, DVD's, livros e dos móveis que não quer mais.

          A cada cinco anos

          • pinte os cômodos principais


          A cada dez anos

          • faça uma grande melhoria na casa: reforme a cozinha ou o banheiro, troque os móveis, conserte as paredes ou o piso


          C - Conclusão


          Leitura essencial para o tema organização.

          Recomendo.


          Grande abraço!

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