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18 abril, 2020

[Livro] A Guerra da Arte (2005)/ Steven Pressfield - Parte 2




O profissional valida a si próprio. É obstinado. Diante da indiferença ou da adulação, usa seu material fria e objetivamente. Onde deixou a desejar, ele o melhora. Onde triunfou, ele o aperfeiçoará ainda mais. Trabalhará com mais afinco. Voltará amanhã. O profissional dá ouvidos à crítica, buscando aprender e crescer. Mas nunca se esquece que a Resistência está usando a crítica contra ele em um nível muito mais diabólico. A Resistência convoca a crítica para reforçar a quinta-coluna do medo que já atua dentro da cabeça do artista, procurando alquebrar sua força de vontade e destroçar sua dedicação. O profissional não se deixa enganar. Sua determinação se mantém acima de tudo: haja o que houver, nunca deixarei a Resistência me derrotar.

O profissional não pode permitir que as ações de outros definam sua realidade. Amanhã de manhã, a crítica terá passado, mas o escritor ainda estará lá encarando a página em branco. Nada importa, a não ser continuar trabalhando. Fora uma crise familiar ou a deflagração da 3ª Guerra Mundial, o profissional comparece ao trabalho, pronto para servir aos deuses.

O profissional aprende a reconhecer a crítica motivada pela inveja e tomá-la pelo que realmente é: o supremo elogio. O que o crítico mais odeia é aquilo que de próprio teria feito se tivesse tido coragem.

UM PROFISSIONAL RECONHECE SUAS LIMITAÇÕES. Ele contrata um agente, um advogado, um contador. Sabe que só pode ser um profissional em uma atividade. Recorre a outros profissionais e os trata com respeito.

Eu Mesmo S/A.Pensar em nós mesmos como uma empresa nos coloca a uma saudável distância de nós mesmos. Ficamos menos subjetivos. Não levamos os golpes para o lado pessoal. Temos mais sangue-frio; podemos cobrar nossos honorários de forma mais realista.
Às vezes, como o próprio João Coitado, sou humilde demais para sair e vender.
Mas como João Coitado S/ A. posso agenciar qualquer coisa para mim mesmo. Eu já não sou eu. Sou Eu S/A. Sou um profissional.

Não há nenhum mistério em se tornar um profissional. É uma decisão levada a cabo por um ato de vontade. Nós tomamos a decisão de ver a nós mesmos como profissionais e o fazemos. É simples.

Nossa função nesta vida não é nos moldarmos segundo algum ideal que imaginamos que deveríamos ser, mas descobrirmos quem já somos e nos tornarmos esta pessoa.

Sobre qualquer atividade que você desenvolva, pergunte a si mesmo: Se eu fosse a última pessoa no mundo, continuaria a desenvolver essa atividade? Se você estiver absolutamente sozinho no planeta, uma orientação hierárquica não fará sentido. Não há ninguém a quem você queira impressionar.

Se Arnold Schwarzenegger fosse o último homem na Terra, ainda assim ele iria para a academia de ginástica. Stevie Wonder ainda tocaria seu piano. Eles obtêm sustento da atividade em si e não da impressão que causam sobre os outros.

Se você foi destinado a descobrir a cura do câncer, escrever uma sinfonia, conseguir realizar a fusão a frio e não o fizer você não apenas causará 'mal a si próprio. Ou até mesmo se destruirá. Você causará mal a seus filhos. Causará mal a mim. Causará mal ao planeta.

Você envergonha os anjos que o protegem e contraria o Todo-Poderoso, que criou você e apenas você com seus dons exclusivos, com o único objetivo de empurrar a raça humana um milímetro para a frente, em seu longo caminho de volta a Deus. O trabalho criativo não é um ato egoísta ou um pedido de atenção por parte do ator. É uma dádiva para o mundo e para todo ser vivo que o habita. Não nos prive de sua contribuição. Dê-nos o que você possui.

Conclusão 


Continue lutando contra si mesmo.

Recomendo também o livro "Roube como um Artista", que também aborda o tema da "rotina criativa". 

O vídeo ao final do post fala das mesmas ideias.

Grande abraço!

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  • http://gcitech.com.br/fcp_professional/Master/Livros/A_Guerra_da_Arte_Steven_Pressfield.pdf
  • http://lelivros.love/book/baixar-livro-a-guerra-da-arte-steven-pressfield-em-pdf-mobi-e-epub-ou-ler-online/


09 dezembro, 2019

[Livro] Os segredos da mente milionária (2005)/ T. Harv Eker

Photo by Wellington Cunha from Pexels



Introdução


Dando continuidade a bibliografia da finasfera, temos esse clássico de  T. Harv Eker.

Muitas vezes deixamos de evoluir por questões psicológicas: padrões de pensamentos e hábitos tóxicos nos impedem de progredir.

Nesse casos, a mudança tem que vir de dentro para fora e é o tipo de mudança mais difícil. Mesmo assim, ela é possível, pois quando mudamos nosso "mindset" podemos mudar aspectos exteriores de nossa existência.

E para fomentar esse tipo de mudança que serve o livro de Eker.



Conselhos úteis


A maioria das pessoas associa dinheiro a prazer imediato. Para mim, ele deve ser acumulado para proporcionar liberdade

Os seus rendimentos crescem na mesma medida em que você cresce.

Se você quer mudar os frutos, primeiro tem que trocar as raízes – quando deseja alterar o que está visível, antes deve modificar o que está invisível.

Dinheiro é resultado, riqueza é resultado, saúde é resultado, doença é resultado, o seu peso é resultado. Vivemos num mundo de causa e efeito.

A sua programação conduz aos seus pensamentos; os seus pensamentos conduzem aos seus sentimentos; os seus sentimentos conduzem às suas ações; as suas ações conduzem aos seus resultados.

Fazer o seguinte exercício: não se queixar por 7 dias inteiros.

As pessoas ricas preferem ser remuneradas por seus resultados. As pessoas de mentalidade pobre preferem ser remuneradas pelo tempo que despendem.

Todos nós devemos brilhar, como as crianças. Nascemos para manifestar a glória de Deus que está dentro de nós. Não é apenas em alguns de nós; está em todos. E quando deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos permissão a outras pessoas para fazer o mesmo. À medida que nos libertamos do nosso próprio medo, nossa presença automaticamente liberta os outros.”


Conclusão 



Por detrás que cada melhoria há um método e não podemos descansar enquanto não encontrar o método que permita a próxima mudança para melhor.

O que funciona para outros pode funcionar para você (ainda que seja com adaptações) ou não: por isso deixar de tentar é desperdiçar oportunidades. 

Recomendo o livro.

Grande abraço!
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  • https://fluffy.com.br/segredos-da-mente-milionaria/
  • https://aceleracaodigital.com/livros-que-aceleram/os-segredos-da-mente-milionaria/
  • http://www.resenhavirtual.com.br/blog/os-segredos-da-mente-milionaria/

19 agosto, 2019

[Livro] Técnicas de Arquivo e Controle de Documentos (2005)/ Sebastiana Batista Vieira


arquivo pessoal


Introdução


Finalmente li um livro que aborda a parte prática da arquivologia e não perdi meu tempo.


Gostei: da linguagem clara e acessível, cheia de dicas baseadas em experiências reais.

Não gostei: a qualidade da reprodução da fotos deixou a desejar e não as encontrei disponibilizadas pela editora ou autora na internet.

Conselhos Úteis



1 Não perfure documentos no meio. 

2 Faça quatro furos no lugar de dois ("formato de oito", equivale a furar duas vezes com o perfurador de dois furos). 

3 Em pastas suspensas, use miolo de capa de cartolina ou semelhante. 

4 Não use documentos em saco plástico: para documentos pequenos grampeio-os em uma folha ou use cantoneiras para fotografias. 

5 Não use pastas de lombada largas, mas use de lombadas curtas/estreitas. 

6 Não escreva nada nas caixas box: use números para assegurar sigilo. 

7 Faça suas próprias divisórias internas: com cartolina ou papel semelhante.

8 Use réplica da lombada na pasta internamente: para saber qual pasta está se manuseando, sem ter que olhar a lombada.

9 Classifique por assuntos os documentos comuns. 

10 Proceda à avaliação de documentos todos os dias.

11 Como organizar artigos/apontamento e encontrar sempre? numere-os e relacione esse número com o título.

12 Inicie seu Arquivo Fotográfico o quanto antes: separe as fotos por assunto/evento e use cantoneiras.

13 Com cartolina ou semelhante faça pastas de mesa.


Conclusão


Excelente livro sobre o tema: recomendo.

Grande abraço!



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10 agosto, 2019

[Livro] A Guerra da Arte (2005)/ Steven Pressfield


Introdução


Nosso eu é nosso maior adversário e o pior é que ele é normalmente invisível.

Esse livro mostra como devemos lutar contra nós mesmos e ganhar com isso.

Conselhos Úteis


Qualquer ato que rejeite a gratificação imediata em favor do crescimento, da saúde ou da integridade de longo prazo. Ou, expresso de outra forma, qualquer ato que se origine de nossa natureza superior e não inferior. Qualquer um desses evocará Resistência.

A Resistência surge em nosso interior. Tem geração própria e perpetua-se por si mesma. A Resistência é o inimigo interno.

Princípio básico: quanto mais importante uma vocação ou ação for para a evolução de nossa alma, mais Resistência sentiremos em persegui-la.

O perigo é maior quando a linha de chegada está à vista. Nesse ponto, a Resistência sabe que estamos prestes a vencê-la. Ela acende a luz vermelha. Ela organiza um último ataque e nos golpeia com todas as forças.

Em geral, amigos próximos ou casais, até mesmo famílias inteiras, deixam-se levar em tácitos acordos pelos quais cada indivíduo compromete-se (inconscientemente) a se manter atolado no mesmo lamaçal em que ele e seus colegas passaram a se sentir tão confortáveis. A mais alta traição que um caranguejo pode cometer é saltar para a borda do balde.

Às vezes, a Resistência assume a forma de sexo ou de uma preocupação obsessiva com sexo. Por que sexo? Porque o sexo proporciona uma gratificação forte e imediata. Quando alguém dorme conosco, sentimo-nos sancionados e aprovados, até mesmo amados. A Resistência diverte-se com isso.

Sabe que nos distraiu com um suborno fácil e barato e nos impediu de fazer nosso trabalho.

Obviamente, nem todo sexo é uma manifestação de Resistência. Em minha experiência, você pode saber pela intensidade do sentimento de vazio que sente depois. Quanto mais vazio você se sente, mais certeza pode ter de que sua verdadeira motivação não foi amor, nem mesmo luxúria, mas Resistência.

Não é preciso dizer que este princípio se aplica a drogas, compras compulsivas, masturbação, TV. bisbilhotice, álcool e consumo de todo produto que contém gordura, açúcar, sal ou chocolate.

Estamos fazendo exatamente o que os comerciais de TV e a cultura pop materialista nos induzem a fazer pela lavagem cerebral a que somos submetidos desde o nascimento. Ao invés de aplicar o autoconhecimento, a autodisciplina, a gratificação protelada e o trabalho árduo, nós simplesmente consumimos um produto.

Fazer-se de vítima é a antítese de realizar o seu trabalho. Não o faça. Se estiver agindo assim, pare agora.

O que a torna enganadora é que vivemos em uma cultura de consumo, que é extremamente cônscia dessa infelicidade e que concentra toda uma artilharia de perseguição do lucro na sua exploração. Vendendo-nos um produto, um remédio, uma distração.

Estamos unidos de forma tribal, condicionados a agir como parte de um grupo. Nossas psiques foram programadas por milhões de anos de evolução do caçador-coletor. Conhecemos o clã: sabemos como nos inserir no bando e na tribo. O que não sabemos é como viver sozinhos. Não sabemos ser indivíduos livres.

Talvez a humanidade não esteja preparada para a liberdade. O ar de liberdade pode ser rarefeito demais para a nossa respiração. Certamente, eu não estaria escrevendo este livro, sobre este assunto, se viver com liberdade fosse fácil. O paradoxo parece ser como Sócrates demonstrou há muito tempo que o indivíduo realmente livre somente o é até o ponto de seu próprio autodomínio. Enquanto que aqueles que não governam a si mesmos estão condenados a encontrar senhores que os governem.

O contrário de amor não é ódio; ê indiferença. Quanto mais Resistência você sentir, mais importante a arte/projeto/empreendimento é para você - e mais gratificação sentirá quando finalmente a realizar.

Fantasias de grandeza são um sintoma de Resistência. São o sinal de um amador. O profissional já aprendeu que o sucesso como a felicidade, advém como um subproduto do trabalho. O profissional concentra-se no trabalho e permite que as recompensas venham ou não como quiserem.

A Resistência sabe que, quanto mais energia psíquica gastarmos remoendo as cansativas e aborrecidas injustiças de nossa vida pessoal, menos tutano teremos para realizar nosso trabalho.

Buscar o apoio da família e dos amigos é como reunir as pessoas em volta de seu leito de morte. É bom, mas quando o navio parte, tudo que podem fazer é ficar no porto acenando adeus.

Qualquer apoio que obtenhamos de pessoas de carne e osso é como dinheiro do Monopólio; não é moeda legal naquela esfera onde temos que realizar nosso trabalho. Na verdade, quanto mais energia despendemos buscando o apoio de colegas e entes queridos, mais fracos nos tornamos e menos capazes de administrar nossa tarefa.

O radical latino da palavra amador significa ”amar”. A interpretação convencional é que o amador segue sua vocação por amor, enquanto os profissionais o fazem por dinheiro. Não da maneira como eu vejo. Na minha opinião, o amador não gosta suficientemente do jogo. Se gostasse, não o praticaria como uma ocupação secundária, um "bico", diferente de sua atividade "real". O profissional ama tanto sua vocação que lhe dedica sua vida. Compromete-se integralmente. É isso que quero dizer quando falo em tornar-se profissional. A Resistência detesta que nos tornemos profissionais.

O artista comprometido com sua vocação é um voluntário para o inferno, quer tenha consciência disso ou não. Durante todo o tempo, será submetido a um regime de isolamento, rejeição, insegurança, desespero, ridículo, desprezo e humilhação.

O profissional arma-se de paciência, não só para dar aos astros tempo para se alinharem cm sua carreira, como para impedir que sua chama seja consumida a cada trabalho individual. Ele sabe que qualquer trabalho, seja, um romance ou a reforma da cozinha, leva o dobro do tempo e custa o dobro do que ele calcula. Ele aceita esse fato. Ele o reconhece como realidade.

Um profissional vê seu trabalho como um oficio, não uma arte. Não porque acredite que a arte seja desprovida de uma dimensão mística. Ao contrário. Ele compreende que todo esforço criativo é sagrado, mas não se alonga nessa ideia. Sabe que, se pensar demasiadamente no assunto, ele poderá paralisá-lo. Assim, concentra-se na técnica.

O profissional conduz seus negócios no mundo real. Adversidade, injustiça, golpes de azar e jogadas infelizes, até boas oportunidades e golpes de sorte, tudo faz parte do terreno no qual a batalha tem que ser travada. O campo só é uniforme, segundo o profissional, no céu.

O profissional está preparado em um nível mais profundo. Ele está preparado, todos os dias, para confrontar sua própria autosabotagem.

O profissional prepara-se mentalmente para absorver os golpes e revidá-los. Seu objetivo é aproveitar o que o dia lhe trouxer. Ele está preparado para ser prudente e preparado para ser impulsivo, levar uma surra quando for necessário e atacar quando puder. Ele compreende que o campo se modifica todos os dias. Sua meta não é a vitória (o sucesso virá por si próprio quando chegar o momento), mas administrar seu íntimo, suas entranhas, com tanta firmeza e determinação quanto possível.

O profissional dedica-se a dominar a técnica não porque acredita que a técnica seja um substituto para a inspiração, mas porque quer estar de posse de um arsenal completo de habilidades quando a inspiração vier.

O profissional não pode levar a rejeição para o campo pessoal porque essa atitude só reforça a Resistência. Os editores não são os inimigos; críticos não são os inimigos. A Resistência é o inimigo.

Quando as pessoas dizem que o artista possui uma couraça, o que querem dizer não é que a pessoa seja insensível ou estúpida, mas que colocou sua consciência profissional em outro lugar que não seu próprio ego.







26 julho, 2019

Enron: Os mais Espertos da Sala (2005)



1 - Introdução


Enron, uma das maiores empresas do ramo de eletricidade e gás americano, ruiu depois de alguns anos de "contabilidade criativa" prejudicando centenas de empregados, pensionistas e acionistas.

Esse documentário mostra a ascensão e queda de um império empresarial que em esquema em pirâmide conseguiu enganar analistas de ações, o governo americano e a população.


2 - Por que assistir?



  • Para entender que números contábeis podem ser adulterados;
  • Para entender que governo e bancos privados pode fazer parte do esquema,
  • Para entender que até analistas de ações podem ser enganados com um pouco de lábia e bonificações.

Conforme explica Gabriel Torres:

"Este é um documentário sensacional sobre a Enron e exatamente os motivos que levaram à falência desta empresa. No resumo da ópera, a Enron era uma grande fraude, quase que uma empresa fantasma criada apenas para aumentar o preço de suas ações e deixar seus dirigentes ricos (isso fica claro quando um jornalista faz a pergunta mais simples do mundo – “mas o que a Enron faz exatamente” – e o seu presidente não só não sabe explicar, como é extramente rude e inapropriado com o jornalista). O motivo oficial da quebra (fraude contábil) é pinto perto das maracutais que a Enron realmente fazia (provocar blecautes no estado da Califórnia para obrigar o governo a comprar energia elétrica deles a preço absurdo). Sensacional para ver a que ponto a ganância humana pode chegar."



3 - Conclusão 


Enquanto altos executivos ficaram mais ricos, pequenos investidores perderam quase tudo.

Um escândalo dessa magnitude não seria tão impressionante no Brasil depois do recente rombo de bilhões na Petrobrás.

Contudo em uma economia de um país "de primeiro mundo" como os EUA causa alarde e é um exemplo clássico de como diversificar ativos é essencial à nossa saúde financeira.

Recomendo o documentário.

Grande abraço!


P.s.: esse doc. pode ser encontrado na íntegra mediante simples pesquisa pelo google.


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  • https://www.terremoto.com.br/enron-os-mais-espertos-da-sala-enron-the-smartest-guys-in-the-room/ 

19 julho, 2019

[Livro] Misto-Quente (2005)/ Charles Bukowski


1 - Introdução


Um dos relatos autobiográficos mais legais que já li e que conta sobre a adolescência difícil do autor, que nasceu em 1920 na Alemanha, mas cresceu em um bairro pobre nos Estados Unidos. 

Situações envolvendo vadiagem, sexo, violência doméstica, acne, alcoolismo e brigas são recorrentes. Um contexto que lembra bastante o cenário brasileiro atual.

Nesse contexto duro, Bukowski, que começa como um derrotado, cresce e se fortalece, mesmo odiando o próprio pai.


O texto é um soco no estômago:

"O universo da faculdade era brando, um faz de conta. Jamais lhe diziam que esperar do mundo real lá fora. Apenas entupiam você com teorias e nunca o alertavam a infinita dureza dos calçamentos.
Uma educação universitária poderia destruir um individuo para sempre. Os livros podiam fazer de você um frouxo. Quando você os deixa de lado e vai ver como realmente são as coisas do lado de fora, então é preciso ter o conhecimento que não está naquelas páginas."