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08 setembro, 2019

[Livro] O Ócio Criativo (2000)/ Domenico de Masi


 
Introdução


Esse é um Livro-entrevista em que o sociólogo italiano Domenico De Masi (nascido em 1938) responde a perguntas elaboradas por Maria Serena Palieri sobre trabalho, tempo livre e globalização. 


Já tinha ouvido falar e achei por acaso em um sebo. Um clássico sempre atual, principalmente para quem quer levar uma vida simples.

Conselhos Úteis



Se os nossos bisavós padeciam do tédio de dias sempre iguais nos padecemos de vertigem por instantes sempre diversos, dilatados, acelerados e excessivos, nos quais se orientam somente aqueles que, dotados de sabedoria, sabem viver com estilo, submetendo e sincronizando os ritmos frenéticos do mundo aos próprios biorritmos. É provável que esta tendência permaneça também no futuro próximo. 

A empresa é um sistema que, com freqüência, produz infelicidade e medo. E desperta raiva ver que hoje em dia a infelicidade e o medo poderiam ser eliminados e, em vez disso, continuam a existir sem motivos: não são úteis a produtividade, são nocivos. (…) Assim, quando quero fazer com que uma regra da sociedade industrial sobreviva numa sociedade como a nossa, devo impô-la. Ou com a alienação, ou com a força física, ou ainda com a chantagem psicológica. E para fazer isso é preciso ter um desprezo quase total pela vida pessoal, afetiva e familiar dos empregados.

Aquele que é mestre na arte de viver faz pouca distinção entre o seu trabalho e o tempo livre (…) Distingue uma coisa da outra com dificuldade. Almeja, simplesmente, a excelência em qualquer coisa que faça, deixando aos demais a tarefa de decidir se está trabalhando ou se divertindo.
O trabalho pode ser um prazer se, justamente, for predominantemente intelectual, inteligente e livre. Junto com o cansaço pode provocar euforia. O cansaço psíquico obedece a outras leis, diferentes das que se aplicam ao cansaço físico. Quando é físico, traz prostração, impondo que se pare. Quando é psíquico, mental, se for unido a uma grande motivação, pode até nem ser percebido: quem escreve poemas, compõe uma música ou pinta um quadro às vezes chega quase a cair em cataplexia. Um escultor pode esculpir durante horas sem se dar conta do tempo, um poeta pode poetar o dia inteiro, sem adormecer. No trabalho intelectual a motivação é tudo. A História é cheia de anedotas esclarecedoras a esse respeito: Edison, por exemplo, passou a noite de núpcias sozinho no laboratório onde trabalhava na invenção da lâmpada. Paolo Uccello, que estudava desenho, uma bela noite responde à mulher, quando ela o chamou para irem dormir: "Ah, como é doce a perspectiva..."

As condições ideais, na minha opinião, são ainda aquelas descritas por Platão em O Banquete: comodidade, um grupo de amigos criativos, paixão pela beleza e pela verdade, liderança carismática, tempo à disposição, sem as angústias de prazos ou vencimentos improrrogáveis. No final das contas, felicidade consiste também no fato de não ter prazos a cumprir.

Para cada um de nós, tempo livre significa viagem, cultura, erotismo, estética, repouso, esporte, ginástica, meditação e reflexão. Significa, antes de tudo, nos exercitarmos em descobrir quantas coisas podemos fazer, desde hoje, no nosso tempo disponível, sem gastar um tostão: passear sozinhos ou com amigos, ir à praia, fazer amor com a pessoa amada, adivinhar os pensamentos, os problemas e as paixões que estão por trás dos rostos dos transeuntes, admirar os quadros expostos em cada igreja, assistir a um festival na televisão, ler um livro, provocar uma discussão com um motorista de táxi, jogar conversa fora com os mendigos, admirar a sábia beleza de uma garrafa, de um ovo ou das carruagens antigas que ainda passam pelas ruas. Balançar numa rede, que, como já disse, me parece encarnar o símbolo por excelência do trabalho criativo, perfeita antítese da linha de montagem, a qual foi o símbolo do trabalho alienado. Em suma, dar sentido às coisas de todo o dia, em geral lindas, sempre iguais e sempre diversas, que infelizmente são depreciadas pelo uso cotidiano.

Educar para o ócio significa ensinar a escolher um filme, uma peça de teatro, um livro. Ensinar como pode estar bem sozinho, consigo mesmo, significa também levar a pessoa a habituar-se com as atividades domésticas e com a produção autônoma de muitas coisas que até o momento comprávamos prontas. Ensinar o gosto e a alegria das coisas belas. Inculcar a alegria. A pedagogia do ócio também tem a sua ética, sua estética, sua dinâmica e suas técnicas. E tudo isso deve ser ensinado. O ócio requer uma escolha atenta dos lugares justos: para se repousar, para se distrair e para se divertir. Portanto é preciso ensinar aos jovens não só como se virar nos meandros do trabalho, mas também pelos meandros dos vários possíveis lazeres.

Conclusão 


É um excelente livro.

Recomendo.

Grande abraço!

Só na área 7 há plenitude da atividade humana.


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  • https://mude.vc/ocio-criativo-domenico-masi/
  • http://ociocriativopsi.blogspot.com/2011/08/livro-o-ocio-criativo-domenico-de-masi.html
  • http://mudandoparadigmas.blogspot.com/2014/01/resenha-bibliografica-comentada-do.html
  • https://gvcult.blogosfera.uol.com.br/2014/06/22/o-trabalho-no-seculo-xxi-voce-ja-leu-o-ocio-criativo/
  • http://lounge.obviousmag.org/ideias_de_guerrilha/2016/06/a-importancia-do-ocio-criativo.html

15 julho, 2019

[Livro] Pai Rico Pai Pobre (2000)/ Robert Kyosaki: Crítica




1 - Introdução 


Dando continuidade a bibliografia da finasfera, venho mencionar um livro introdutório à educação financeira.

"Li" por meio da excelente versão nacional em audiobook, que pode ser encontrada pelo google. 

As ideias do livro são simples: junte dinheiro; invista em ações, imóveis e outros ativos; monte uma empresa (pessoa jurídica), pague-se primeiro.

Mesmo assim, a maneira simples pela qual essas ideias são apresentadas é o que torna esse manual tão popular.




2 - Conselhos Úteis 



Continue usando o cérebro e buscando oportunidades de crescimento, pois a maioria das pessoas não percebem as oportunidades, pois só estão em busca de dinheiro e segurança


Os ricos compram ativos. Os pobres só têm despesas. A classe média compra passivos pensando que são ativos.” - Ou seja, a ignorância da classe média sobre educação financeira lhe custa a riqueza que tantos desejam, mas não obtém.


A “Corrida dos Ratos” - as pessoas estão presas em hábitos financeiramente ruins e, pela ignorância já mencionada, não conseguem progredir. Geração após geração de trabalhadores sofrem desse problema na mesma família. A única maneira de quebrar esse ciclo é quebrando essa corrida de ratos: poupando dinheiro, investindo em ativos para atingir futuro melhor.

3 - Conclusão


Leitura simples e agradável.

Recomendo.

Grande abraço!

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  • https://blog.mobills.com.br/resenha-pai-rico-pai-pobre/
  • https://www.mundociencia.com.br/financas/resumo-do-livro-pai-rico-pai-pobre/