28 setembro, 2020

Mea Culpa em Buy and Hold

Foto de George Becker no Pexels

Introdução



Recentemente em um post excluído no blog do Peão Playboy fiz um comentário e cometi um erro.

Conforme pesquisei depois, focar em dividendos é uma das estratégias Buy and Hold, nesse sentido o livro do Décio Bazin (Faça Fortuna com Ações). Como sigo a "Filosofia" Bastter, que não foca em dividendos, acabei proferindo uma declaração equivocada.


Meu Erro 


"Buy and Hold nao se foca em dividendos" (Scant)

"Não fala merda Scant! Lógico que BUY AND HOLD se foca em dividendo também! É uma das estratégias! Kkkkkkkkkkk... um abraço! Gosto de você apesar desta merda que falou." (Anon)


Conclusão 


Obrigado Anon por me corrigir.

Grande abraço!


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  • https://peaoplayboy.blogspot.com/2020/09/entrei-no-mercado-de-acoes-foda-se.html (postagem excluída)

26 setembro, 2020

[Livro] O Melhor do Teatro Grego:(2013): Prometeu Acorrentado

Photo by cottonbro from Pexels

Introdução




Na cosmologia grega, Prometeu era um deus que roubou o fogo de Zeus para salvar os homens da extinção. 


Essa ofensa provocou a ira de Zeus, o maioral entre os deuses do Olimpo, que eram a elite do deuses na época. 


Fulo da vida, Zeus acorrentou Prometeu a um rochedo, com um abutre comendo seu fígado todos os dias por toda a eternidade, sem direito a férias ou aposentadoria. 

Na prática ele ficou sofrendo por alguns séculos até que Hércules nasceu, cresceu e resolveu libertá-lo. O curioso é que Prometeu podia ver o futuro e mesmo assim fez tudo que fez - ou seja: ele podia se arrepender mesmo de antes fazer alguma coisa e mesmo assim preferiu fazer e não se arrepender.

A partir daí, o flagelo de Prometeu passou a ser uma representação mítica da audácia humana somada a Lei de muphy e a falta de planejamento.


Melhores Frases



  • a teimosia de Prometeu é equivalente ao rigor de Zeus.
  • teu libertador ainda não nasceu.
  • é sempre duro o coração dos novos reis.
  • Nossas lamentações não poderão salvá-lo; não te fatigues gemendo por coisa alguma.
  • Sê fraco, se te agrada, mas não me censures se te pareço impiedoso e exigente.
  • Ignoras, tu, cujo intelecto é tão sutil, que as línguas atrevidas recebem castigo?
  • Que temeria quem não poderá morrer?



Conclusão



Você pode viver bem sem nunca ter lido nada sobre os gregos antigos, mas pode deixar de entender muita coisa (referências em: filmes, livros técnicos, conversas mais profundas, psicologia etc), por causa disso.

Grande abraço!


P.s.: recomendo o comentário em aúdio da Cultura Fm, que também menciona a influência dessa peça na música.
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24 setembro, 2020

[Livro] Idade Média: O que não nos ensinaram (2016)/ Régine Pernoud



Introdução 


Nesse livro a principal mensagem é: a beleza e inteligência das obras e costumes medievais são ignorados pela elite acadêmica e essa ignorância contamina a opinião pública. 

Dessa forma, o senso comum acaba desconhece os avanços e conquistas que um período de cerca de 1000 anos proporcionou à raça humana:
Idade Média significa sempre: época de ignorância, de brutalidade, de subdesenvolvimento generalizado, embora seja a única época de subdesenvolvimento durante a qual construíram-se catedrais! Isto porque as pesquisas eruditas feitas nos cento e cinquenta anos, ou mais, em seu conjunto, ainda não atingiram o grande público.


Informações Úteis




Nas letras, como nas artes — para adotar as classificações vigentes — não deixou a Idade Média de se inspirar na Antiguidade, sem, no entanto, considerar suas obras como arquétipos, como modelos. Foi no século XVI que se impôs, neste domínio, a lei da imitação.

Mil anos sem produção poética ou literária digna desse nome, é concebível? Mil anos vividos pelo homem sem que se tenha exprimido nada de belo, de profundo, de grande, sobre ele mesmo? Quem acreditaria nisto? No entanto, fizemos acreditar nisso pessoas muito inteligentes que somos nós mesmos, os franceses, e isso por quase quatrocentos anos. 

Nunca se compreenderá o que foi essa sociedade se lhe desconhecemos o costume, isto é, este conjunto de usos nascidos de fatos concretos e retirando sua autoridade do tempo que os consagra; sua dinâmica é a da tradição: um dado, mas um dado vivo, não estagnado, sempre passível de evolução sem nunca ser submetido a uma vontade particular.

É evidente que sempre houve indivíduos que tentaram pular as barreiras que o grupo ou a sociedade lhes impunham, mas estes envolviam-se em infrações, como atualmente os delinquentes; e se não existe poder público para sancionar os contraventores, estes são rejeitados pelo grupo, o que dá no mesmo, sobretudo em tempos difíceis para quem vive isolado.

A sociedade feudal é uma sociedade de tendências comunitárias, embora regidas por compromissos pessoais, e também essencialmente ligada à terra, rural. Fomos a tal ponto dominados por formas de supremacia urbana que admitimos como axioma que a civilização vem da cidade.

A difusão da cultura é hoje facilitada; pode-se criticar o nível em que é feita, mas os monopólios já deixaram de existir e, contrariamente ao que se poderia temer, o rádio e a televisão provocam um pouco, em todos os lugares, atividades locais: música, dança, teatro se desenvolvem de maneira inesperada até em regiões que chamamos “muito distantes” e passam a ser domínio comum, acessível a todos. Este imenso progresso é quase mundial e, em toda parte, é acompanhado de tentativas, estritamente locais, de reencontrar as fontes da cultura original, do torrão natal, da aldeia, da região, durante tanto tempo desconhecidas, durante tanto tempo desprezadas, mas que, em resumo, esperavam uma oportunidade de ressurgir.

Se nos distrairmos, como o fizemos, passando os olhos em manuais da escola secundária, constata-se que em nenhum deles é assinalado o desaparecimento progressivo da escravidão, a partir do século IV Eles lembram a servidão medieval em termos muito severos, mas, por outro lado, silenciam sobre a volta, bastante paradoxal, no entanto, da escravidão no século XVI.

O servo medieval é uma pessoa, tratada como tal; seu senhor não tem sobre ele o direito de vida e de morte reconhecido pelo direito romano.

Na sociedade que vemos nascer nos séculos VI e VII, a vida se organiza em torno do solo que alimenta e o servo é aquele de quem se exige estabilidade: deve morar na propriedade; é obrigado a cultivá-la, a cavar, revirar, semear, e também colher; porque, embora lhe seja proibido deixar a terra, ele sabe que terá sua parte da colheita. Em outros termos, o senhor da propriedade não pode expulsá-lo, do mesmo modo que o servo não pode “escapar”. É esta ligação íntima do homem e do solo em que ele vive e que constitui a servidão, porque, apesar dela, o servo tem todos os direitos do homem livre: pode casar, fundar família, sua terra passará a seus filhos depois de sua morte, assim como os bens que ele possa adquirir. O senhor, frisemos, tem as mesmas obrigações do servo, embora em escala evidentemente diferente, pois não pode vender, nem alienar, nem abandonar sua terra.

Todas as interdições, todos os castigos, todas as hecatombes parecem justificadas, em nossos tempos, para punir ou prevenir os desvios e erros quanto à linha política adotada pelos poderes em exercício. E na maior parte dos casos, não basta banir quem sucumbe à heresia política, importa convencer, por isto ocorrem as lavagens cerebrais e os internamentos intermináveis que esgotam no homem a capacidade de resistência interior.

Tudo o que se pode pedir a uma obra literária é que seja eco de uma mentalidade, não a descrição de uma realidade, ainda menos sua descrição exata.

A tabula rasa cartesiana é, talvez, a maior mentira filosófica de todos os tempos. Em todo caso, sua aplicação pesa sobremaneira forte sobre nossa época. A ideia de fazer tabula rasa, de “partir do zero” constitui sempre uma tentação sedutora. Mas precisamente é a empresa impossível: a não ser sob um prisma de total arbitrariedade, não se tomando em conta as realidades concretas. Porque tudo o que é vivo, é doável, transmissível. Jamais se parte da estaca zero.

É surpreendente que, toda vez em que foi concretizada a tentação de “partir do zero”, ela o foi solidificada pela morte, por múltiplas mortes e destruições, e isto em todos os domínios. Por haver querido fazer tabula rasa quantas vezes teremos destruído, estupidamente, o que teria podido ser o ponto de apoio, pedra de sustentação?

A história obriga ao respeito, um pouco como a Medicina ou a Educação; em resumo, tudo o que diz respeito ao Homem, sem o que nós teríamos transviado, se nos subtrairmos à exigência interna da disciplina adotada: deixa-se de ser historiador quando se negligencia ou quando se trunca um documento, como deixa-se de ser médico quando se despreza ou subestima o resultado de uma análise ou de um exame; ou como se deixa de ser educador quando se invade a personalidade de quem se está encarregado de ensinar.

Para o historiador, o progresso geral não causa a menor dúvida: mas não menos o fato de que não se trata jamais de progresso contínuo, uniforme, determinado. A Humanidade avança em certos pontos, recua em outros, isto tão facilmente quanto tal entusiasmo que causa um efeito de progresso em um determinado momento fará, em seguida, o efeito de uma regressão.

A peregrinação armada a que chamamos Cruzada era necessária e suficiente, quer se queira ou não — a solução necessária indispensável, no fim do século XI, para socorrer os Lugares Sagrados e o Oriente Próximo, em geral; mas já não era a mesma solução que se impunha, no começo do século XIII, e menos ainda no fim deste mesmo século XIII, e é espantoso constatar que nenhuma atenção foi concedida pelas potências de então a um Ramon Llull, que apontava a solução do presente, enquanto no Ocidente papas, imperadores e reis retomavam sem cessar as soluções do passado.

Negligenciando a formação do sentido histórico, esquecendo que a História é a Memória dos povos, o ensino forma desmemoriados. Reprova-se, às vezes, que nas escolas, nas universidades modernas, se formem irresponsáveis, valorizando o intelecto em detrimento da sensibilidade e do caráter. Mas é grave também se produzir desmemoriados. Tanto quanto o irresponsável, o desmemoriado não é pessoa completa; nem um, nem outro, desfrutam deste pleno exercício de suas faculdades, que é a única coisa que permite ao Homem, sem perigo para ele mesmo e para seus semelhantes, uma verdadeira liberdade.

Conclusão 


Um bom livro  rápido e curto, com um boa mensagem:

Quando se pensa no espantoso balanço, no desperdício insensato de vidas humanas — pior ainda que o das “duas grandes guerras”... — pelos quais se consolidaram as revoluções sucessivas e o castigo dos delitos de opinião em nosso século XX, pode-se perguntar se neste domínio de delito de opinião a noção de progresso não se encontra posta em xeque. Para o historiador do ano 3000, onde estará o fanatismo? Onde a opressão do homem pelo homem? No século XIII ou no século XX?

Grande abraço!

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23 setembro, 2020

Tapete Massageador de Acupuntura

Hoje já se pode encontrar no mercado livre.

Quando importei esse tapete massageador, foi porque não achei fornecedor no Brasil.

Simplesmente é um tapetinho cheio de pontas que relaxam as costas quando se deita em cima dele. Descobri sua existência  lendo o livro "Ferramentas de Titãs" de Tim Ferris.

O vídeo mostra como é. Na minha versão não veio o travesseiro, o que é uma pena.

Enfim, recomendo o equipamento, realmente ajuda a relaxar.

Grande abraço!


19 setembro, 2020

[Livro] Como chegar ao sim com você mesmo (William Ury)

https://www.pexels.com/photo/chairs-daylight-designer-empty-416320/


De manhã, quando me olho no espelho, gosto de me lembrar de que estou vendo a pessoa que provavelmente mais me trará problemas durante o dia, o adversário que mais me criará obstáculos à obtenção do que eu realmente quero. 

Acho importante rever mentalmente, mesmo que por alguns minutos, os seis passos para alcançar o sim interior a fim de me preparar para quaisquer desafios que surjam ao longo do dia. Gosto de me fazer algumas perguntas a cada passo. 

Esse processo me ajuda a desobstruir meu próprio caminho – e espero que também seja útil para você:

1. Coloque-se no seu lugar. Você consegue perceber a intromissão do censor interior no seu trabalho – e apenas observar os próprios pensamentos e sentimentos, sem julgá-los? Para que necessidades básicas apontam os seus sentimentos? Do que você realmente precisa?

2. Desenvolva sua Batna interior. Você está culpando alguém ou algo por não satisfazer os seus interesses? Que benefícios isso lhe oferece – e quais são os custos? É capaz de se comprometer a cuidar de suas necessidades mais profundas, não importa o que aconteça?

3. Reenquadre seu panorama. Você acha que a vida, de alguma maneira, é sua inimiga? Como construiria sua felicidade hoje? Se a vida é difícil, você poderia, ainda assim, dizer sim a ela, da maneira como é?

4. Mantenha-se no presente. Você cultiva ressentimentos do passado ou tem ansiedade quanto ao futuro? O que seria necessário para você relaxar e aceitar a vida como ela é? O que poderia fazer para se manter no presente, ou em estado de fluxo, uma condição psicológica de alta performance e de grande satisfação?

5. Respeite os outros. Você está sentindo algum antagonismo em relação a alguém? Qual é a sensação de estar no lugar dessas pessoas? Mesmo que não lhe demonstrem respeito, você poderia ainda assim respeitá-las?

6. Saiba dar e receber. Você sente medo da escassez em qualquer situação que esteja enfrentando hoje? De que precisará para mudar o jogo de tomar para doar, de ganha-perde para ganha-ganha-ganha?

Todos esses passos nos ajudam a enfrentar um obstáculo específico que se interpõe em nosso caminho na busca do que mais queremos da vida. Cada uma dessas iniciativas nos prepara para a seguinte. 

No entanto, ainda que pareçam simples, nenhuma delas é trivial, sobretudo em meio aos conflitos do dia a dia com que todos deparamos. 

De fato, o trabalho para chegar ao sim interior é um dos mais difíceis, justamente por ser invisível.
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13 setembro, 2020

[Relato] Minha Ridícula Mente

 

foto: pexels
Em cada mulher há um oásis sensorial



Nenhum homem merece uma confiança ilimitada - na melhor das hipóteses, a sua traição espera uma tentação suficiente.
H. L. Mencken

 

Essa semana que passou me deparei com uma situação que deixou clara a limitação de meu cérebro humano.

Tive um pequeno aborrecimento no trabalho que aconteceu apenas na minha cabeça: não briguei ou discuti com ninguém, simplesmente algo me irritou.

Com essa irritação passei a sentir a sensação de estar irritado (óbvio até aqui) e comecei a pensar na razão de tal sentimento enquanto andava um pouco no intervalo do lanche no trabalho, à tarde.

Cheguei à conclusão que eu era o único responsável por aquele aborrecimento e a situação em que eu mesmo me tinha colocado nem mesmo era realmente desfavorável: não era ruim, nem boa e, assim sendo neutra, não deveria me causar qualquer antipatia.

O ruim era que a sensação de irritação perdurava mesmo depois de eu ter chegado logicamente à conclusão de que não havia sentido de ela existir: ela começou como um ato de fé e mesmo depois de racionalmente ter exaustivamente explicado que ela não deveria existir: ainda assim, ela continuou ali, na minha cabeça.

Já à noite enquanto via TV voltei a pensar em uma maneira de eliminar esse incômodo e não descobri solução. Desisti. Chamei minha minha mulher no quarto, dei uma gozada e voltei pra sala de estar.

Enquanto via um desenho animado japonês percebi que a sensação desapareceu como se nunca tivesse existido.

Enfim, meu ridículo software mental (deve ser windows) finalmente atualizou.

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12 setembro, 2020

[Doc] Bikram: Yogi, Guru, Predador (2019)



Introdução 



O foco do documentário são os escândalos sexuais envolvendo o fundador de uma das maiores escolas de yoga nos EUA, enquanto mostra como ele ergueu um império econômico usando um sistema de franquias dessa ginástica.

Se Bikram é um tarado não importa para este post.


O que importa: mesmo as alunas que se admitiram abusadas declaram que esse método de yoga é bom e funciona. Esse método que ele criou ou copiou de mestre (Bishnu Charan Ghosh) consiste em um sistema de utiliza cerca de 26 posturas durante 90 minutos de treino.


Bikram Yoga


Curioso sobre essa possibilidade resolvi testar alguma coisa.

Graças a Deus pelo youtube. 


No vídeo podemos ver as principais poses. Tentei, mas não consegui fazer relaxadamente por 10 minutos, mesmo roubando bastante. Enquanto a mocinha do vídeo ainda nem está na metade do aquecimento, já sinto meu coração acelerar e meus músculos se contorcerem numa fraca imitação do que vejo na tela. Agora imagine o potencial disso para manter sua saúde.
Para treinar basta seu corpo e uma toalha para enxugar o suor.






Aplicação Prática


Imagina conseguir se adaptar a fazer um treino de yoga desses para conservar sua flexibilidade por mais alguns anos. 

Creio que seria ideal de se fazer nos dias de descanso do treino de musculação.

Conclusão


Recomendo o documentário.

Era a introdução que eu precisa para começar a entender esse milenar método de ginástica indiano.

Grande abraço!



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08 setembro, 2020

[Livro] Clean: O programa de desintoxicação (2014)/ Alejandro Junger - Parte 2

 

https://www.pexels.com/photo/assorted-sliced-fruits-and-vegetables-on-blue-ceramic-plate-992824/

 

Obs.: antes que alguém se impressione, a principal ideia do livre é a de um programa temporário que durará algumas semanas para limpeza do organismo principalmente pela alimentação regrada. 


Alimentos a excluir  



Laticínios e ovos: 

  • todos, incluindo soro de leite e substitutos de manteiga; 
  • manteiga e maionese, incluindo a ghee.

Grãos: 

  • arroz branco, 
  • trigo, 
  • milho, 
  • cevada,  
  • espelta, 
  • kamut, 
  • centeio, 
  • triticale, 
  • aveia, (mesmo as sem glúten).

 Frutas e vegetais: 

  • laranja, suco de laranja,  toranja, banana, morango, milho, creme de vegetais, solanáceas (tomates, pimentões, berinjela, batatas)

Proteína animal: 

  • porco (bacon), 
  • carne bovina, 
  • vitela, salsicha, 
  • frios, 
  • cachorro quente, 
  • crustáceos, 
  • quaisquer carnes e peixes crus

Proteína vegetal: 


  • produtos de soja (molho de soja, óleo de soja em alimentos processados, tempeh, tofu, leite de sole iogurte de soja, proteína texturizada),
 

Nozes e sementes: 

  • amendoim e 
  • manteiga de amendoim.


Óleos: 


  • gordura vegetal, 
  • óleos processados, 
  • óleo de canola, 
  • a maioria dos molhos para saladas e 
  • pastas. 

Bebidas: 

  • álcool, 
  • sucos de fruta (a não ser os espremidos na hora), 
  • bebidas que contenham cafeína, 
  • refrigerantes.
 

Adoçantes: 

  • açúcar refinado branco e marrom, 
  • mel, 
  • xarope de bordo, 
  • xarope de milho de alta frutose, 
  • agave, 
  • caldo de cana evaporado. 

Condimentos: 

  • chocolate normal (com leite e açúcar), 
  • ketchup, 
  • tempero de saladas, 
  • chutney, 
  • a maioria das geleias e das gelatinas (feitas com açúcar), 
  • molho barbecue, 
  • molho teriyaki, 
  • chiclete, 
  • pastilhas contra halitose

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05 setembro, 2020

As Armas da Persuasão (2012)/ Robert B. Cialdini - Parte 1

https://www.pexels.com/photo/close-up-of-human-hand-327540/


A civilização avança ao ampliar o número de operações que podemos realizar sem pensar nelas. – ALFRED NORTH WHITEHEAD

Os etologistas, pesquisadores que estudam o comportamento dos animais em seu habitat natural, observaram que em muitas espécies o comportamento com frequência ocorre segundo padrões rígidos e mecânicos. Chamadas de padrões fixos de ação, essas sequências mecânicas de conduta são dignas de nota em sua semelhança com certas reações automáticas (clique, zum) dos seres humanos. 

Para humanos e não humanos, os padrões de comportamento automático tendem a ser desencadeados por uma característica isolada das informações pertinentes à situação. Essa característica isolada, ou característica desencadeadora, pode muitas vezes se mostrar valiosa, permitindo ao indivíduo decidir por uma linha de ação correta sem ter que analisar, de forma minuciosa e completa, cada uma das outras informações da situação. 

A vantagem dessa reação de atalho está em sua eficiência e economia. Ao reagir automaticamente a uma característica desencadeadora informativa, o indivíduo poupa tempo, energia e capacidade mental. A desvantagem dessa reação reside em sua vulnerabilidade a erros tolos e custosos. 
Ao reagir a apenas uma informação isolada disponível, o indivíduo aumenta as chances de se equivocar, sobretudo quando faz algo de forma automática, sem pensar. A probabilidade de erro aumenta ainda mais quando outros indivíduos procuram se beneficiar estimulando (por meio da manipulação de características desencadeadoras) um comportamento desejado em momentos inapropriados. 

Grande parte do processo de persuasão (pelo qual uma pessoa é compelida a concordar com a solicitação de outra) pode ser entendida como uma tendência humana pela reação automática na forma de atalho. A maioria dos indivíduos em nossa cultura desenvolveu um conjunto de características desencadeadoras para o consentimento, ou seja, um conjunto de informações específicas que normalmente apontam quando acatar um pedido pode ser correto e benéfico. Cada uma dessas características pode ser usada como uma arma (de influência) para estimular as pessoas a concordarem com pedidos.

Um princípio conhecido do comportamento humano afirma que, ao pedirmos um favor a alguém, teremos mais sucesso se fornecermos um motivo. As pessoas simplesmente gostam de ter motivos para o que fazem (Bastardi e Shafir, 2000).

Langer demonstrou esse fato previsível pedindo um pequeno favor a pessoas que esperavam na fila para usar a copiadora de uma biblioteca: “Com licença. Tenho cinco páginas. Posso usar a máquina de xerox porque estou com pressa?” A eficácia desse pedido acompanhado de um motivo foi quase total: 94% das pessoas indagadas deixaram que ela passasse à sua frente na fila. Quando ela fez o mesmo pedido sem dar uma justificativa (“Com licença. Tenho cinco páginas. Posso usar a máquina de xerox?”), apenas 60% dos consultados concordaram.


o comportamento estereotipado automático predomina em grande parte das ações humanas porque, em muitos casos, é a forma mais eficiente de comportamento (Gigerenzer e Goldstein, 1996) e, em outros, porque é simplesmente necessário (Bodenhausen, Macrae e Sherman, 1999; Fiske e Neuberg, 1990). Para viver no ambiente complexo e dinâmico dos dias de hoje, precisamos de atalhos. Não se pode querer reconhecer e analisar todos os aspectos em cada pessoa, acontecimento e situação com que deparamos, mesmo num único dia. 
Não dispomos de tempo, energia ou capacidade para tal. Em vez disso, temos muitas vezes que usar nossos estereótipos – nossas regras gerais – para classificar as coisas de acordo com umas poucas características-chave e depois passar a reagir sem pensar quando uma ou outra dessas características desencadeadoras estiver presente.

as pessoas costumam reagir de forma controlada e racional somente quando têm o desejo e a capacidade de fazê-lo.


Investigadores de acidentes da agência reguladora da aviação nos Estados Unidos, FAA, observaram que, muitas vezes, um erro óbvio cometido pelo comandante do avião não era corrigido pelos outros membros da tripulação e resultava em acidente. Parece que, apesar da forte e clara importância pessoal das questões, os membros da tripulação estavam empregando a regra de atalho “Se um especialista disse isso, deve ser verdade” para reagir à desastrosa decisão do comandante (Harper, Kidera e Cullen, 1971).


Existe um princípio na percepção humana, o princípio do contraste, que afeta a forma como vemos a diferença entre duas coisas quando apresentadas uma após a outra. Em suma, se o segundo item for razoavelmente diferente do primeiro, é grande a probabilidade de vê-lo como mais diferente do que de fato é. Assim, se erguemos um objeto leve primeiro e depois um objeto pesado, acharemos o segundo objeto mais pesado do que se o tivéssemos erguido sem antes erguer o leve.

Suponha que um homem entre numa loja de roupas masculinas sofisticadas e diga que quer comprar um terno de três peças e um suéter. Se você fosse o vendedor, qual item mostraria primeiro para induzi-lo a gastar mais dinheiro? As lojas de roupas instruem seus vendedores a mostrar o artigo mais caro primeiro. O senso comum sugeriria o inverso: se um homem acabou de gastar um dinheirão com um terno, poderá relutar em gastar mais na compra de um suéter. 
Mas os vendedores de roupas sabem mais do que nós. Eles se comportam de acordo com o princípio do contraste: venda o terno primeiro, porque isso fará com que os suéteres, mesmo os mais caros, não pareçam tão caros em comparação. O mesmo princípio se aplica a um homem que deseja comprar acessórios (camisa, sapatos, cinto) para combinar com o terno novo.


Para aprender os truques do setor, acompanhei um corretor mostrando casas para compradores potenciais durante um fim de semana. O corretor – vamos chamá-lo de Phil – deveria me dar dicas para que eu me saísse bem no período de experiência. Um fato que logo notei foi que, sempre que Phil começava a mostrar propriedades a um novo grupo de clientes, começava por umas casas em péssimo estado. Indaguei-lhe a respeito, e ele riu. Eram o que ele chamava de imóveis “de preparação”. 
A imobiliária mantinha em sua lista uma ou duas casas em más condições a preços exagerados. A intenção não era vendê-las aos clientes, mas apenas mostrá-las, para que outras propriedades se beneficiassem da comparação. Nem todos os corretores se valiam das casas de preparação, mas Phil, sim. Ele dizia que gostava de ver os olhos de seus clientes “se iluminarem” quando mostrava os imóveis que realmente queria vender depois de terem conhecido as espeluncas.